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segunda-feira, 20 de abril de 2015

Contra as Seitas: parte 3: Quem são os Feeneyistas?

São católicos os feeneyistas?



Batismo de sangue descrito por São Bede, martírio de São Albam.  

Os feeneyistas não são católicos porém são hereges e um tipo de seita.  A seita deles pretende ser integrista e catolicismo tradicional.  Os problemas dos feeneyistas se tratam com algumas interpretações privadas da Sagrada Escritura (protestantismo) e uma falta de entender importantes temas teológicos como as palavras subjetivamente e objetivamente, e herege em matéria e herege formal.  O drama deles se centraliza no dogma Extra Ecclesiam Nulla Salus- Fora da Igreja não há salvação.  Esta conclusão dos feeneyistas tem levado eles a negar crenças e dogmas católicos, principal entre estes são:

1) batismo de sangue
2) batismo de desejo
3) ignorância invencível  

O argumento dos feeneyistas 

O argumento dos feeneyistas interpreta ao seu gosto as palavras de Nosso Senhor quando disse: "Quem não renascer na água e no Espírito Santo não poderá entrar no reino dos céus."  A mente do feeneyista não é capaz e não deseja ver nenhuma interpretação fora daquela que "confirma" o feeneyismo.  No processo disso os feeneyistas ignoram citações claves para considerar, por exemplo São Dimas, o bom ladrão, não foi batizado e ainda assim foi prometido o reino dos céus por Nosso Senhor, ou que Nossa Senhora nasceu sem pecado original e sem necessidade de ser batizada. Aliás qualquer resposta eles vão ignorar e continuar com parágrafos e parágrafos de textos ignorando todos os documentos que uma pessoa pode citar contra eles, e tem muitos.  Neste respeito, o feeneyismo parece mais como uma debilidade mental, conversar ou debater com um feeneyista é sempre um trabalho cansativo.  Falando humanamente, é impossível para um feeneyista sair do seu erro e voltar à Santa Mãe Igreja.  O meu conselho é o mesmo de Titus 3:10- em quanto a um herege, "depois de advertido uma primeira e segunda vez, evita-o."  Tal vez é necessário evitar um feeneyista já desde o inicio.


Postura da Igreja contra os Feeneyistas

Os feeneyistas frequentemente citan largos textos e compilações de textos de dogma Ex Cathedra (declarado infalivelmente), sempre ignorando a voz da Igreja, entre estes o mais famoso é Cantate Domino e Unam Sanctam, que eles atribuíam um carácter de excluir a possibilidade de batismo de sangue e desejo.  Tem vários documentos dos papas e dos Concílios que confirmam contra os feeneyistas, porém eles sempre vão ignorar isso ou fazer um tipo de desculpa e continuar com sua posição herética.  Afirmo que a posição dos feeneyistas é herética porque batismo de sangue e desejo são de fide e deve ser acreditado por todos católicos, como vou mostrar.  O ponto final dos feeneyistas é negar o ensinamento do Beato Pio Nono em quanto a Ignorância Invencível, que quer dizer que Deus julga o subjetivo (objetivamente algo pode ser pecado, porém para pecar gravemente se precisam condições de quais são matéria grave, plena consciência e deliberado consentimento, sem plena consciência ou consentimento seria apenas um pecado mortal somente objetivamente, sendo que é matéria grave. Assim que somente Deus pode julgar as consciências das pessoas, somente Deus julga subjetivamente).  Porque heresia é um pecado que separa o homem de Deus e a unidade da Fé, também existem os términos herege em matéria e herege formal.  O herege que peca com plena consciência é um herege formal, (um herege nos olhos de Deus), a Igreja sempre tem classificado o herege que acredita na heresia não por culpa própria como um herege materialmente porque a heresia existe, porém o pecado grave não existe.  A diferença simples (neste contexto) entre objetivamente (herege materialmente) e subjetivamente (herege formal) é que quem morre como herege formal será condenado por Deus e no caso de um herege materialmente, a Igreja ensina que é meramente possível que a alma não vai ao inferno. (Ninguém afirma que acontece muito nem que acontece, somente que é possível por falta da culpa própria).




Documentos da Igreja Contra os Feeneyistas

Batismo de sangue e desejo

I. Martirológio Romano
Tal vez uma das razões que não existem sacerdotes nem bispos feeneyistas é porque o dogma de batismo de sangue está na liturgia mais velha e assim como a Igreja reza é como a Igreja crê (Lex orandi, lex credendi est). Os feeneyistas ignoram tudo isso e acreditam que foi possível que a Igreja rezava e reza por mártires que morreram sem batismo por séculos errando tanto.  No Martirológio Romano vemos a festa da Santa Emerenciana, virgem e mártir em Roma, o dia janeiro 23, Santa Emerenciana era catecúmena (cristã convertida que ainda não havia recebido o batismo). Dois dias depois do martírio de Santa Inês, Santa Emerenciana morreu apedrejada quando se encontrava rezando junto ao túmulo de sua irmã de leite, pois confessou também ser cristã. Desta forma Emerenciana recebeu o batismo de sangue.  O São Vitor, 12 de abril: Em Braga, em Portugal, São Vitor, Mártir, que, embora ainda um noviço, se recusou a adorar um ídolo, e confessou Jesus Cristo com grande constância, e assim depois de muitos tormentos, com a sua decapitação ele mereceu ser batizado no seu próprio sangue.


II. Doutores da Igreja
a.São Roberto Belarmino
Liber II, Caput XXX:
“Boni Catehecumeni sunt de Ecclesia, interna unione tantum, non autem externa”.
"Os bons catecúmenos são da Igreja, de uma união interna, não de uma externa."

b. Santo Augustinho 
Cidade de Deus (De Bapt. C. Donat., IV 21).
"Eu não hesito em colocar o catecúmeno católico, que está queimando com o amor de Deus, antes d o herege batizado ... O centurião Cornélio, antes do Batismo, foi melhor do que Simon [Mago], que tinha sido batizado. Para Cornelius, mesmo antes do batismo, foi cheio do Espírito Santo, enquanto Simon, depois do Batismo, foi inchado com um espírito imundo."

c. Santo Tomás de Aquino
Summa Teólogica
 o artigo 1, Parte III, Q. 68:
"Eu respondo que, alguém pode estar querendo o sacramento de batismo de duas maneiras. Em primeiro lugar, tanto na realidade e no desejo; como é o caso com aqueles que não são batizados, nem queriam ser batizados: o que indica claramente o desprezo do sacramento, no que diz respeito àqueles que têm o uso do livre-arbítrio. Consequentemente aqueles que estão querendo Batismo assim, não é possível obter a salvação: que uma vez que nem sacramentalmente nem mentalmente são incorporados em Cristo, pelo qual só pode ser obtido a salvação."


"Em segundo lugar, alguém pode estar querendo o sacramento do batismo na realidade, mas não no desejo: por exemplo, quando um homem deseja ser batizado, mas por algum mal chance de que ele é prevenido por morte antes de receber o Batismo. E um homem pode alcançar a salvação, sem ser realmente batizado, por conta de seu desejo para o batismo, o que desejamos é o resultado da fé que opera pela caridade, pela qual Deus, cujo poder ainda não está vinculado a sacramentos visíveis, santifica o homem interiormente. Daí Ambrósio diz de Valentiniano, que morreu enquanto ainda era catecúmeno: 'Eu perdi aquele que era para eu regenerar: Mas ele não perdeu as graças que orou para receber.'"

d. São Ambrósio 

"Ouvi dizer que você expressa tristeza porque ele [Valentiniano] não recebeu o Sacramento do Batismo. Diga-me, o que mais há em nós, exceto a vontade e a petição? Mas ele teve tempo desejado para ser iniciado ... e expressou sua intenção de ser batizado ... Certamente, ele recebeu porque ele pediu."

e. São Afonso de Ligório (1691-1787)
Teologia Moral (Bk. 6):

"Mas o batismo de desejo é uma conversão perfeita com Deus por contrição ou o amor de Deus acima de todas as coisas, acompanhados por um desejo explícito ou implícito para o verdadeiro batismo de água, o lugar de onde tira quanto à remissão da culpa, mas não quanto à impressão do personagem [baptismal] ou quanto à remoção de toda a dívida de punição. Chama-se "de vento"␅ [flaminis] porque ocorre pelo impulso do Espírito Santo, que é chamado um vento [flamen]. Agora é de fide que os homens também são salvos pelo batismo de desejo, em virtude da Canon Apostolicam De Presbytero Non Baptizato e do Concílio de Trento, Sessão 6, Capítulo 4, onde se diz que ninguém pode ser salvo "sem a banho da regeneração ou o desejo por ele."


III. Concilio de Trento

Cap. 4 – A justificação do pecador
796. Nestas palavras se descreve a justificação do pecador, como sendo uma passagem daquele estado em que o homem, nascido filho do primeiro Adão, [passa] para o estado de graça e de adoção de filhos (Rom 8, 15) de Deus pormeio do segundo Adão, Jesus Cristo, Senhor Nosso. – Esta transladação, depois da promulgação do Evangelho, não é possível sem o lavacro da regeneração [cân. 5 sobre o Batismo] ou sem o desejo do mesmo, segundo a palavra da Escritura: se alguém não tiver renascido da água e do Espírito Santo, não poderá entrar no reino de Deus (Jo 3, 5).
Cânones sobre os sacramentos em geral
847. Cân. 4. Se alguém disser que os sacramentos da Nova Lei não são necessários para a salvação, mas supérfluos; e que sem eles ou sem o desejo deles, só pela fé os homens alcançam de Deus a graça de justificação — ainda que nem todos [os sacramentos] sejam necessários para cada um — seja excomungado.








IV. Código do Direito Canônico (1917)
(Canon 1239. 2) Enterramento eclesiasticístico

"Catecúmenos que, não por culpa própria, morrem sem Batismo, devem ser tratados como batizados." - Sagrados cânones
pelo Rev. John A. Abbo. St.TL, JCD, e Rev. Jerome D. Hannan, AM, LL.B., STD, JCD
Comentário sobre o Código:
"A razão para esta regra é que eles são justamente suposto ter morto unidos ao Cristo através do Batismo do desejo." 


Ordenes validas, clérigos e estrutura

As evidencias que confirmam o batismo de desejo e sangue para os católicos são enormes, porém os feeneyistas ignoram cada um destes documentos da Igreja, (e há muitos mais incluindo encíclicos, vários catecismos tradicionais, e ensinos dos papas) e por isso os feeneyistas estão, objetivamente, fora da Igreja Católica onde não há salvação.

Já que esta heresia não faz sentido por nenhum sacerdote que estuda a fé, não há sacerdotes feeneyistas nem bispos, e a questão do que se eles tem ordenes sacerdotais válidas, como tratamos com as outras seitas, não é um assunto aqui, pois não há ordenes nem clérigos. O famoso caso de Pe. Feeney (por isso o nome feeneyista) terminou meio confuso devido ao fato que ele não foi a Roma quando chamado pelo papa da época por causa de sua interpretação do dogma Extra Ecclesia Nulla Salus, e o pequeno grupo que ele fundou, The Saint Benedict Center, (Escravos do Coração Imaculado de Maria) está submetido à diocese e aceita o ensino do Segundo Concílio Vaticano.  Pe. Leonard Feeney foi excomungado por não obedecer e ir a Roma. O papa da época foi Pio XII.  Antes de sua morte ele foi reconciliado com a Igreja. A heresia se chama Feeneyismo, porém não foi Pe. Feeney que a inventou e pelo jeito, também não sustentou a postura, o que foi implicado com sua reconciliação com as autoridades da Igreja antes da morte. Uns propagadores famosos da heresia feeneista e também "sedevacantismo dogmático" são os irmãos Dimond. (leia aqui sobre os Dimonds) 

Feeneyismo é um perigo grave já que os feeneyistas são pequenos grupos de leigos normalmente isolados em partes do mundo onde não há outros feeneyistas e desistam de assistir missa por não querer estar em comunhão com os católicos que eles acham hereges por negar Extra Ecclesiam Nulla Salus. Então sem clérigos, sem missa, sem os mesmos sacramentos que são necessárias para ter vida na alma, sem estrutura e orientação espiritual os feeneyistas são uma seita não tradicional e não católica de diversos membros todos leigos espalhados e isolados no mundo. Podemos considerar feeneyismo mais como uma doença espiritual e mental do que um seita por causa destes característicos típicos dos feeneyistas que não é parecido com qualquer outra seita não católica. 

  


Contra as Seitas


terça-feira, 22 de julho de 2014

Dimonditas, disfarçados como monges?

Quem são os "Dimond brothers" do site Vaticanocatolico?

Uns amigos me tinham perguntado sobre os Dimonds? Quem são eles? São católicos? São sede vacantistas? Eu quase estava esperando uma seria de perguntas para seguir tipos como: Eles se auto-proclamaram papa? Papas irmãos? Construíram o novo vaticano em Nova York?

Pois, é certo que os Bros. Dimons estão já difundindo seus erros pela América Latina com seus vídeos e Youtube, etc. Só que, me está dando conta que os latinos não pegam. E por isso que eu nunca tinha escrito sobre o assunto. Vou deixar isto breve. Continuo se recibo repostas mas o sujeito deste erro já me cansou bastante durante os anos. Por um tempo só estava ignorando-lo.

Os irmãos Dimonds são dois irmãos Americanos. Começamos falando só brevemente sobre suas ligações ao Catolicismo. A verdade é que eu não acho eles católicos ou seja pelo menos eles são hereges "in materia". Retornamos depois ao esse ponto. O mosteiro onde eles ficam foi fundado em '67 por um pretendido monge, Joseph Natale quem nunca foi validamente um Beneditino ainda que ele pretendeu ser. [1] Então com 19 anos e um pouco depois de achar a religião Católica, Michael Dimond entrou neste mosteiro onde ele foi elegido superior dentro de muito pouco tempo. Cabe dúvida que são monges autênticos. Existem muitas evidências (que uma pesquisa de Google pode achar rapidin) que eles de fato não são afiliados de nenhum jeito com a ordem de São Bento. Claro que meus pensamentos sobre eles não é o que importa no fim. No fim só importa o julgamento de Deus (que os Dimonds já pretendem saber como acontecerá com cada alma!). Então segundo minha opinião eles não são católicos mas impostores, eles não são monges mas impostores. Não posso prover evidências disso e por isso só falo que é minha opinião. Mas no internet existem bastantes tratos sobre eles e seus erros. Eu suspeito pessoalmente que podem estar trabalhando por uma organização que quer acabar com a Santa Tradição e a Igreja Católica mas só são uns suspeitos. A pergunta é se eles são quem pretendem ser.

Aparentemente outros Católicos sérios tinham estes mesmos suspeitos. Vamos ler o que tinha escrito o autor John Salza aqui: "Em adição às muitas perguntas sobre suas afirmações de ser monges Beneditinos reconhecidos, eu também tinha descoberto a inconsistência flagrante na postura dos irmãos Dimond que afeita diretamente esta discussão da lei divina e eclesiástica: ir. Michael e Peter Dimond assistam regularmente numa paróquia não sede-vacante do rito oriental com plena comunhão de Papa Bento XVI, quem eles dizem ser um anti-papa. Isso é certo, Peter e Michael não praticam sede vacantismo de verdade na vida espiritual (sede vacantistas verdadeiros nunca assistiriam uma missa com um sacerdote que reza por e estão em comunhão com Papa Bento XVI) e ainda assim eles condenam pessoas não sede vacantistas por fazer exatamente o que eles fazem: adorar em comunhão com o papa atual.

"Por isso, segundo suas próprias normas, Peter e Michael são réprobos auto-condenados  por que eles participam regularmente com adoração de ´blasfêmias´ com não-católicos e a recepção da Santa Comunhão dum jeito ´sacrilégio´ com ´hereges´ e ´apóstatas´. Mas assim, os irmãos Dimond assistem essas missas usando roupa de leigos, ainda que eles pretendem ser ´monges Beneditinos´. Assim, não só condenam os papas e fiéis por atividades que eles mesmo fazem (adoração com ´hereges´ e ´apóstatas´), eles fazem isso de um jeito in cognito por disfraçar sua identidade......" [2]      


Não me parece o tipo de "monge Beneditino" em que eu colocaria minha confiança.


Quais São Os Erros dos Dimonds?

A verdade é que os Dimonds aceitam uma lista de posições não só erradas por várias razões mas também posições e posturas extremadamente divisoras. É óbvio que eles enfocam muito nestas posturas divisoras não para o benefício da Igreja e Santa Tradição. Os sinais aqui me estão dizendo outra vez para não colocar muita confiança neles.

Algumas das posturas que eles promovem:

1.) O papa verdadeiro foi Cardeal Siri e seus sucessores secretos que são presos no Vaticano.

É outra postura para dividir os Tradicionalistas. Se eles podem convencer a metade dos tradicionalistas que tem Cardeal Siri foi eleito e existe outra linagem de papas secretos que não conhecemos apresentariam muitos problemas em que o resultado são mais divisões e seitas no fim. Não serve nada para a reconquista de Roma está tese.

2.) Sede-vacantismo dogmático Esta postura deles condena os católicos que aceitam as autoridades da Igreja pos-conciliar ou seja que a responsabilidade de todos os católicos é para rejeitar o pretendido papa de Roma e se os tradicionalistas não rejeitam este papa eles não são católicos e não podemos estar em comunhão com não católicos. Se Francisco não é papa, segundo eles, qualquer que reza em comunhão com Francisco não seria católico e deve estar evitado. Essencialmente, esta postura estabelece o sede-vacantismo como de fide ou um dogma que não seria possível negar e ser católico.

Eu acho que a reposta a isso é o que foi citado por Salza encima. Tem outros grupos também que dizem que estamos obrigados como Católicos para rejeitar os papas pos-conciliares e não assistir missas "una cum". São mais loucuras. A Igreja nunca tinha obrigado as conscientes de milhões de católicos com a responsabilidade de declarar e atuar como se as autoridades em Roma não fossem legítimos sem uma declaração oficial da Igreja. Entendem que eu não estou dizendo que a postura sede vacante é errada. Não me importa este assunto. Pode ser que sim está vazia mas, antes de que a Igreja o tinha declarado, eu não estou obrigado andar corrigindo os católicos sobre o nome do papa. o perigo de cisma não existe se alguem está realmente errado sobre o nome do papa. Seja Sumo Pontífice ou não meu dever está com a Igreja para defender. A Igreja ensina que a unidade é importante. Se o papa está declarado perdido do ofício do Sumo Pontífice então é outra história. Quanto á unidade da Igreja é minha opinião que não é bom para um grupo de sacerdotes alguns rezando pelo Francisco, alguns o Papa misterioso e sucessor de Siri, alguns por Bento, e outros por ninguém. O resultado disso seria "un desmadre" prestando o vocabulário dos mejicanos.


3) Os 7 reis do apocalipse.....tem um vídeo e eu assisti sobre as 7 cabeças ou sete reis do apocalípse. São interpretações de profecias e interpretação pessoal da Escrita Sagrada. Eles afirmam no vídeo que os últimos 7 papas e assim chamados por eles anti-papas foram os 7 reis do apocalipse. O vídeo existe em inglês e espanhol e eu fiquei impressionado com o fato de que eles proclamam tão vivo sua ligação ao Protestantismo. Deixa numa obscuridade sobre quem foi o ultimo papa segundo eles.

4) Feenyismo: O número 4 é o favorito deles provavelmente por causa da divisão que é o resultado. O mais debatido erro deles é a negação da Ignorância Invencível e batismo de desejo. Eles seria muito bem acreditando na Ignorância Invencível. É por a existência de Ignorância Invencível que eles mesmo podem ter oportunidade de obter à salvação por que eles estão negando obstinadamente a doutrina da Igreja.

Este movimento começou nos estados unidos pelo Pe. Feeny na época de Pio XII e nunca saiu do continente. Quando o Vaticano aprendeu do problema chamaram para o Pe. Feeny ir a Roma. Ele não chegou, nunca foi, e antes de sua morte renunciou o erro de negar Ignorância Invencível e batismo de desejo. [3] Os Feenyites continuam no Centro de São Bento nos estados unidos. Eu recebia suas publicações de uns amigos. Eles são conservadores, novus ordos, e não sedevacantistas. E o interessante é que os sede vacantistas rejeitam muito este Feeenyismo dos Dimonds. Segundo os Dimonds, então, eles são os únicos católicos e os outros que  acreditam na Ignorância Invencível e batismo de desejo não são e toda a hierarquia da Igreja já não existe. Só eles, um par de ¨monges¨.


Batismo de desejo vem desde o Martyrologium Romanum da Sagrada Liturgia. A Igreja tinha rezado pela intercessão dos santos que não tem recebido água literalmente pingando na cabeça. E por que Lex Orandi, Lex Credendi est, od Dimonds estão acusando a Igreja universal de acreditar nume heresia desde a fundação da Igreja.

Beato Pio IX nos ensina sobre a Ignorância Invencível.

"Com efeito, pela fé há de sustentar-se que fora da Igreja Apostólica Romana ninguém pode salvar-se; que esta é a única arca da salvação, que quem nela não tiver entrado, perecerá no dilúvio. Entretanto, também é preciso ter por certo que aqueles que sofrem de ignorância da verdadeira religião, se aquela [ignorância] é invencível, não são eles ante os olhos do Senhor réus por isso de culpa alguma. Ora pois, quem será tão arrogante que seja capaz de assinalar os limites desta ignorância, conforme a razão e a variedade de povos, regiões, caracteres e de tantas outras e tão numerosas circunstâncias?" (Pio IX, Alocução Singulari Quadam, 1854, Denzinger, 1647).

"E aqui, queridos Filhos e Veneráveis Irmãos, é preciso recordar e repreender novamente o gravíssimo erro em que se acham miseravelmente alguns católicos, ao opinar que homens que vivem no erro e alheios à verdadeira fé e à unidade da católica possam chegar à eterna salvação. O que certamente se opõe em sumo grau à doutrina católica. Coisa notória é para Nós e para Vós que aqueles que sofrem de ignorância invencível acerca de nossa santíssima religião, que cuidadosamente guardam a lei natural e seus preceitos, esculpidos por Deus nos corações de todos e que estão dispostos a obedecer a Deus e levam vida honesta e reta, podem conseguir a vida eterna, pela operação da virtude da luz divina e da graça; pois Deus, que manifestamente vê, esquadrinha e sabe a mente, ânimo, pensamentos e costumes de todos, não consente, de modo algum, conforme sua suma bondade e clemência, que ninguém seja castigado com eternos suplícios, se não é réu de culpa voluntária. Porém, bem conhecido é também o dogma católico, a saber, que ninguém pode salvar-se fora da Igreja Católica, e que os contumazes contra a autoridade e definições da mesma Igreja, e os pertinazmente divididos da unidade da mesma Igreja e do Romano Pontífice, sucessor de Pedro, 'a quem foi encomendada pelo Salvador a guarda da vinha', não podem alcançar a eterna salvação" (Pio IX, Quanto Confficiamur Moerore, Denzinger, 1677).


O término de Ignorância Invencível vem de escolasticismo e se pode achar no Suma Theologica de São Tomas Aquino. Não só São Tomas mas outros doutores da Igreja. Interessantemente os Dimonds me falaram por telefone que estes doutores da Igreja foram hereges. Incredulamente, eles postarem isso como um vídeo no seu canal de youtube. Também tem um vídeo sobre o erro obstinado de São Alfonso Ligouri! Um grande doutor da Igreja. Só podem ser uns Protestantes disfarçados. Nem vou adicionar um link das bagunças deste tipo. Aqui lemos o Doctor Angelicus.


"Se a ignorância é pecado, só por ser voluntária o é. Ora, se a ignorância só é pecado quando voluntária, resulta que o pecado consiste antes nesse ato mesmo da vontade do que na ignorância. Logo, esta não é pecado, mas antes, uma conseqüência dele." [4]


O problema de negar este Ignorância Invisível é mais que só isso. Estão negando o batismo de desejo implícito e dizendo que todos que aceitamos está postura somos ex comungados e hereges e se não nos arrependemos antes de morrer vamos ao inferno. Aqui vamos deixar com um pouco do livro "Carta Aberta aos Católicos Perplexos" de Mons. Lefebvre (quem eles também insultam e acusam bastante no seu site).....[por favor não faz caso aos Dimonditas)

"É preciso dizê-lo claramente, uma tal concepção se opõe dum modo radical ao próprio dogma da Igreja católica. A Igreja é a única arca da salvação, nós não devemos ter medo de afirmá-lo. Vós freqüentemente ouvistes dizer. “Fora da Igreja não há salvação” e isto choca as mentalidades contemporâneas. É fácil fazer crer que este princípio não está mais em vigor, que se renunciou a ele. Parece ser de uma severidade excessiva.

"Entretanto, nada mudou, nada pode ser mudado neste domínio. Nosso Senhor não fundou várias igrejas, mas só uma. Não há senão uma só cruz pela qual nos possamos salvar e esta cruz foi dada à igreja católica; ela não foi dada às outras. À sua Igreja, que é sua esposa mística, Cristo deu todas as suas graças. Nenhuma graça será distribuída ao mundo, na história da humanidade, sem passar por ela.

"Isto quer dizer que nenhum protestante, nenhum muçulmano, nenhum budista, nenhum animista será salvo? Não; e constitui um segundo erro pensá-lo.

"Aqueles que reclamam da intolerância ouvindo a fórmula de São Cipriano “Fora da Igreja não há salvação” rejeitam o Credo: “Reconheço um só batismo para a remissão dos pecados” e estão insuficientemente instruídos a respeito do batismo. Há três maneiras de recebê-lo: o batismo da água, o batismo do sangue (é o dos mártires que confessam sua fé sendo ainda catecúmenos) e o batismo de desejo.

"O batismo de desejo pode ser explícito. Bastantes vezes, na África, ouvíamos um de nossos catecúmenos dizer: “Meu padre, batizai-me logo, pois se eu morrer antes de vossa próxima passagem, eu irei para o inferno.”

"Nós lhe respondíamos: “Não; se não tendes pecado mortal na consciência e se tendes o desejo do batismo, já tendes a sua graça em vós.”

"Tal é a doutrina da Igreja, que reconhece também o batismo de desejo implícito. Ele consiste no ato de fazer a vontade de Deus. Deus conhece todas as almas e sabe, por conseqüência que nos meios protestantes, muçulmanos, budistas e em toda a humanidade, existem almas de boa vontade. Elas recebem a graça do batismo sem o saberem, mas duma maneira efetiva. Por aí mesmo elas se unem à Igreja.

"Mas o erro consiste em pensar que elas se salvam por meio de sua religião. Elas se salvam em sua religião, mas não por meio dela. Não há salvação por meio do Islão ou pelo xintoísmo. Não há Igreja budista no céu, nem Igreja protestante. São coisas que podem parecer duras de ouvir, mas esta é a verdade. Não fui eu quem fundou a Igreja, foi Nosso Senhor, o Filho de Deus. Nós, sacerdotes, somos obrigados a dizer a verdade.

"Mas a preço de quantas dificuldades os homens dos países não penetrados pelo cristianismo chegam a receber o batismo de desejo! O erro é um obstáculo ao Espírito Santo. Isto explica porque a Igreja tenha sempre enviado missionários a todos os países do mundo, que inúmeros dentre eles tenham conhecido aí o martírio. Se se pode encontrar a salvação em qualquer religião, para que atravessar os mares, ir submeter-se, em climas insalubres, a uma vida penosa, à doença, a uma morte precoce? Desde o martírio de Santo Estevão, o primeiro a dar sua vida por Cristo e o qual por esta razão se festeja no dia seguinte ao do Natal, 26 de dezembro, os Apóstolos puseram-se a caminho para ir difundir a boa nova na bacia do Mediterrâneo; te-lo-iam feito se se soubesse que haveria salvação também no culto de Cibele ou pelos mistérios de Eleusis? Por que Nosso Senhor lhes teria dito: “Ide evangelizar às nações”?

"E assombroso que hoje em dia alguns pretendam deixar cada um seguir o seu caminho para Deus segundo as crenças em vigor no seu “meio cultural”. A um padre que queria converter crianças muçulmanas, o seu bispo disse: “Não, fazei delas boas muçulmanas, será muito melhor do que torná-las católicas!” Foi-me certificado que os monges de Taizé tinham pedido, antes do concílio, para abjurar seus erros e tornar-se católicos. As autoridades disseram-lhes então: “Não, esperai. Depois do concílio vós sereis a ponte entre os católicos e os protestantes.”

"Os que deram esta resposta assumiram uma grave responsabilidade diante de Deus, pois a graça vem num momento, talvez não venha sempre. Atualmente os caros padres de Taizé, que têm sem dúvida boas intenções, estão ainda fora da Igreja e semeiam a confusão no espírito dos jovens que os vão ver." [5]





Notas

1.) http://en.wikipedia.org/wiki/Most_Holy_Family_Monastery

2.)http://cklc.weebly.com/uploads/9/5/6/8/9568822/feature_-_salzas_rebuttal_of_dimond_on_sedevacantism_2.pdf

3.) http://www.the-pope.com/feeneyite.html
      A Carta do Vaticano ao Pe. Feeny e o Centro de São Bento

4.) http://permanencia.org.br/drupal/node/1661 (citado só por causa de falta de recursos em português. Desculpa!)

5) Carta Aberta aos Católicos Perplexos, Mons. Marcel Lefebvre, capítulo 10, ecumenismo.