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segunda-feira, 5 de março de 2018

Ordenações sacerdotais duvidosas ​​na Igreja conciliar

Ordenações sacerdotais duvidosas ​​na Igreja conciliar
(do site dos Dominicanos de Avrillé)
- Uma carta do arcebispo Lefebvre:
[Nota do editor: Nesta transcrição, deixamos inalterados a ortografia e o estilo encontrado na carta escrita pelo arcebispo. ]

Ecône, 28 oct. 1988

Muito querido Sr. Wilson,

Muito obrigado por sua carta gentil. Eu concordo com o seu desejo de reordenar condicional estes sacerdotes, e eu fiz essa reordenação muitas vezes.

Todos os sacramentos dos bispos ou sacerdotes modernistas são duvidosos agora. As mudanças estão aumentando e suas intenções não são mais católicas.

Estamos no tempo da grande apostasia.

Precisamos de mais e mais bispos e sacerdotes muito católicos. É necessário em todos os lugares do mundo.

Obrigado pelo artigo do jornal do padre Álvaro Antonio Perez jesuíta!

Devemos orar e trabalhar duro para estender o reino de Jesus-Cristo.

Rezo por você e sua amável família.

Devotamente em Jesus e Mary.

Marcel Lefebvre




Comentário
O Arcebispo Lefebvre baseia-se em dois argumentos principais para afirmar que os novos sacramentos, especialmente as ordenações, são doravante questionáveis:

* a evolução dos ritos;

* e o defeito na intenção.

Os novos ritos dos sacramentos promulgados pela Igreja conciliar, promulgada nas edições típicas em latim, são provavelmente válidos (1). Mas isso não impede que numerosos sacramentos sejam inválidos na prática, pelos dois motivos citados acima.

O arcebispo Lefebvre disse que, em sua opinião, um grande número de missas novas eram inválidas - admitindo a validade do novo rito em si.

Mons. Tissier de Mallerais, em seu sermão no dia de 29 de junho de 2016 em Econe, falou o seguinte sobre o rito da ordenação dos sacerdotes:

"Claramente, não podemos aceitar este novo rito de ordenação que deixa dúvidas quanto à validade de inúmeras ordenações feitas de acordo com o novo rito. Assim, este novo rito de ordenação não é católico. E, por conseguinte, continuaremos, fielmente, a transmitir o sacerdócio real e válido pelo rito sacerdotal tradicional da ordenação ".

Em um artigo que apareceu no Le Sel de la terre 54 sobre o tema da validade do novo rito da consagração episcopal, depois de mostrar que o rito em si provavelmente é válido, acrescentamos:

"Devido à desordem generalizada, tanto nos níveis litúrgico quanto dogmático, podemos ter razões sérias para duvidar da validade de certas ordenações episcopais".

E citamos as observações do arcebispo Lefebvre sobre o tema da consagração episcopal de Mons. Daneels, bispo auxiliar de Bruxelas:

"Pequenos livretos foram publicados por ocasião desta consagração. Para as orações públicas, aqui está o que foi dito e repetido pela multidão:

Seja um apóstolo como Pedro e Paulo; seja um apóstolo como o patrono desta paróquia; seja um apóstolo como Gandhi; seja um apóstolo como Lutero; seja um apóstolo como (Martin) Luther King; seja um apóstolo como Helder Camara; seja um apóstolo como Romero.
Apóstolo como Lutero, mas que intenção os bispos tiveram quando consagraram este bispo, Bp. Daneels(2)? "

"É assustador ... Este bispo foi realmente consagrado? Podemos duvidar de todos modos. E se essa é a intenção dos que sagraram, é incompreensível! A situação é ainda mais grave do que pensávamos(3)".

Poderíamos citar inúmeros exemplos de sacramentos dados na Igreja conciliar que certamente foram inválidos: confirmações dadas sem usar óleos santos; batismos onde uma pessoa derrama a água, enquanto outra pronuncia as palavras, etc (4).

É por isso que a posição do Arcebispo Lefebvre na carta que citamos aqui parece sábia: por causa da importância particular do sacramento da ordenação, é necessário reordenar condicionalmente os sacerdotes que vêm da Igreja conciliar 'a Igreja tradicional.

(Tirado de "Le Sel de la terre" 98)

1Podemos fazer uma exceção para o novo rito de Confirmação que permite o uso de óleos além do azeite, o que introduz uma dúvida quanto à validade, devido a um defeito da matéria. Nós também ressaltamos que o P. Alvaro Calderon (FSSPX), na revisão da língua espanhola Si Si No No (# 267, novembro de 2014), fala de uma "dúvida leve", uma "sombra" quanto à validade do novo rito da sagração episcopal em si mesma (ver Le Sel de la terre 92, p. 172).
2Arcebispo Lefebvre, Conferência em Nantes (França), 5 de fevereiro de 1983.
3Arcebispo Lefebvre, Conferência em Ecône (Suíça), 28 de outubro de 1988.
4Aproveitamos essa ocasião para pedir gentilmente aos nossos leitores que tenham conhecimento de sacramentos que são certamente inválidos (nomeadamente o batismo) para nos enviar o testemunho.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Afirmação de Nossa Posição

O autor deste blog gostaria esclarecer nossa posição em relação a esta crise sem precedentes na Igreja.  Também reafirmamos a Declaração de Mons. Lefebvre de 22 de novembro de 1974.



1.) Nós não aderimos à postura de sede-vacante ainda que não condenamos os católicos de boa vontade que mantem esta postura. Não fazemos nenhuma especulação neste respeito e seguimos os conselhos dos dominicanos de Avrillé sobre o papado atual.

2.) Nós temos um grande respeito para com a sagrada hierarquia da Igreja e os sacerdotes, por em quanto que rejeitamos os erros fatais que muitos deles professam hoje dia. Temos uma grande gratitude para com todos os sacerdotes tradicionalistas que transmitem a Fé e que nos administram os Sacramentos Católicos. Somos submissivos ao seu ensino e suprimos qualquer espirito de criticismo quanto a eles. Apoiamos-os ao máximo possível e acreditamos que a vocação sacerdotal é uma vocação mais digno do que o casamento.

3.) Nós rejeitamos o Segundo Concilio Vaticano e agradecemos a Deus por nos haver nascido na Tradição e nunca assistido o rito bastardo.

4.) Nós apoiamos aqueles sacerdotes que ainda na Fraternidade, lutam contra o espirito de novidade e o Concilio Vaticano. Entendemos que a situação de cada um deles é diferente.  Em quanto que eles lutam contra o Modernismo, o Segundo Concilio Vaticano, a nova direção de Menzingen e a Nova Missa, eles podem contar com o nosso apoio.

5.) Nós apoiamos primeiramente todos os sacerdotes da Resistência e a USML, com a exceção de Pe. Hewko e Pe. Pfeiffer. Para saber mais sobre isto, peçamos que os leitores informarem-se sobre os graves problemas atuais em Boston, Kentucky.

6.) Apoiamos publicamente e com todo devido respeito os dois bispos administrando aos fiéis da Resistência e os Católicos em diversas regiões. Mons. Williamson e Mons. Faure merecem o respeito de todos os católicos por razão da dignidade do oficio do bispo e ainda mais que são bispos completamente católicos e tradicionais.  Não há desculpa pelos leigos/leigas, freiras, monges, nem sacerdotes por faltar respeito com eles. 

7.) Nós não consideramos como Modernistas todos os católicos que assistam à misa segundo o rito Bugniniano.  Preferimos chamar-os de "Novus Ordos" e reservamos este término (Modernista) explicitamente para as pessoas da Nova Igreja que falam heresias ou acreditam que o dogma pode mudar.  Ademais, consideramos que chamando Modernistas a todos os católicos que assistam à Misa Nova demostra uma grande falta de prudencia, caridade e entendimento, além de ser uma calúnia grave.  

8.) Finalmente, gostaríamos dizer que achamos uma necessidade nesta época escura em que nos encontramos a dedicar nossas vidas à leitura espiritual e os 15 mistérios do Santíssimo Rosário todos os dias. Mesmo assim, entendemos que estas duas coisas não são suficientes e que devemos sempre lutar para crescer em nossa vida espiritual com devoções e penitencia. Recomendamos a oração mental segundo o método dos grandes Doctores da Igreja como São Alfonsus de Liguori. Nos parece mais prudente afastar da Internet para fazer mais tempo se alguém não conseguir devotar pelo menos 15 minutos do dia à oração mental.


Dómine, quando véneris júdicáre terram, ubi me abscóndam a vultu irae tuae? Quia peccávi nimis in vita mea. Comíssa mea pavésco, et ante te erub´sco: dum véneris judicáre noli me condemnáre. Quia peccávi nimis in vita mea.