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quarta-feira, 23 de março de 2016

As Dúvidas Planteadas pelo site Fratres in Unum

Hoje o site neo-conservador Fratres in Unum publicou uma postagem por Manuel Gonzaga Castro repetindo vários argumentos contra a sagração do ultimo 19 de março do bispo Dom Tomás de Aquino, OSB em Nova Friburgo, Rio de Janeiro. O artigo repete aos leitores com tendencias "Tradicionais" os mesmos argumentos que os liberais fizeram contra Mons. Lefebvre desde 1988, com a nova adição de botar a Fraternidade São Pio X contra a assim-chamada Resistência quanto a essas sagrações.

Fratres in Unum parece ser cada vez mais um site que importa só a aparência de ser tradicional sob una camada superficial de apoiar a Missa de São Pio V com permissão dos bispos da CNBB que eles mesmo criticam regularmente como traidores da religião no Brasil e proponentes de Marxismo passando por uma "infiltração vermelha". Hoje citam os bispos da CNBB contra a sagração do Dom Tomás Aquino numa atitude esquizofrênico sem afirmar nada e somente juntando todos os comentários contra o ato para demostrar aos Brasileiros as as varias razões porque eles acham que não deveriam apoiar esta nova sagração. Ingenuo! Citar todos os outros sem formular nenhum argumento para não receber criticismo. Vamos olhar aos argumentos citados pelos Fratres...

O bispo diocesano de Nova Friburgo cita o mesmo argumentos de todos os conciliaristas da Nova Ecclesiologia: "plena comunhão". Quem está a favor da missa tradicional e a doutrina de sempre precisa pedir permissão para ser católico...muitas vezes negado pelos bispos no Brasil. Porém deixa um protestante pedir permissão para usar uma igreja católica para um ato ecumênico e vejamos claramente que a grande maioria dos bispos da diocese não são defensores da Fé Católica e nunca foram. O bispo diocesano cita "cisma" como uma razão porque os católicos não devemos assistir assistir de modo algum à sagração em quanto que vemos os bispos e papas da Igreja Católica rezando com protestantes e moametanos em mesquitas cometendo atos de Communicatio in Sacris. Assim ou mais fariseu??? A comunhão não existe em graus. Uma pessoa é católica ou não católica e a realidade é que muitos bispos e cleros já não parecem nada católico.

O argumento da Fraternidade (isto não é de fato da Fraternidade nem da maioria dos sacerdotes da Fraternidade senão a cúpula da Fraternidade) é que o estado de necessidade está atendido por eles e já tem bispos, então a sagração de Dom Tomás de Aquino não é justificado. Sem dúvida, a Fraternidade pensa ter um monopólio do estado de necessidade, porém isto não é a atitude de seu fundador. Quando a sagração de Dom Licínio aconteceu (bispo de Campos sagrado pelos bispos da Fraternidade, incluso Dom Williamson, em São Fidelis em 1991 sem permissão de Roma conciliar), Mons. Lefevre escreveu o seguinte aos fiéis sobre determinar a jurisdição quanto o estado de necessidade:
Este não é o caso com o novo bispo, que não tem outra justificação para a juridição que aquela que vem das solicitações dos sacerdotes e os fiéis para cuidar de suas almas e as de seus filhos, e que lhe pedirem para aceitar o episcopa, de modo a dar-lhes verdadeiros padres católicos e a graça do Sacramento da confirmação. Assim, é evidente que a jurisdição do novo bispo não é territorial, mas pessoal, torna-se também a jurisdição dos padres. 
A jurisdição recebido pelo estado de necessidade não está baixo o controle dos bispos nem sacerdotes. É exatamente esta a razão porque Dom Williamson rejeita fundar uma organização. Não há autoridade verdadeiro dos cleros tradicionalistas quanto impor-se aos fiéis. A necessidade existe dependendo das solicitações dos fiéis. Em outras palavras, se nenhum fiel pedisse Mons. Fellay para a crisma, ele não teria justificação por andar por todas partes do globo fazendo crismas. Ele mesmo não consegue controlar a jurisdição e nem está baseado nos desejos dele.

O argumento da IBPe Montfort segue o mesmo dos conciliaristas,há bispos que está sagrando sacerdotes para oferecer a Missa Tradicional e nômea dois cardeias: Burke e Schneider. Onde que estão estes cardeias Burke e Scneider? Eles vão conseguir sacerdotes para combater o Modernismo que ninguém, nem os neo-conservadores, nega ter infiltrado a Igreja? A IBP importa-se com os fiéis ou só sua organização gostando da "plena comunhão" dos bispos esquerdistas que dão licença a eles serem católicos? Que enganos! Se não for pelos bispos sagrados sem permissão da Roma Conciliar, a IBP nem existisse e todos sabem.

E Dom Rifam!!! Só faltava isso! A traição de Dom Rifam com aspas! Ba! Nascemos ontem? Quem não viu os vídeos dele dizendo que fingiu a consagração da hóstia na Missa Nova!

O ultimo argumento do artigo deixa o tema nas mãos do leitor quanto o estado de necessidade ignorando que o estado de necessidade, segunda o direito canônico, não precisa ser de fato uma realidade...só que os bispos fazendo a sagração acharam que o estado de necessidade realmente existe. Ninguém faz o argumento que Dom Williamson e Dom Tomás Aquino não acreditem que um estado de necessidade existe, então podemos deixar já esse argumento de cisma por favor.




quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Afirmação de Nossa Posição

O autor deste blog gostaria esclarecer nossa posição em relação a esta crise sem precedentes na Igreja.  Também reafirmamos a Declaração de Mons. Lefebvre de 22 de novembro de 1974.



1.) Nós não aderimos à postura de sede-vacante ainda que não condenamos os católicos de boa vontade que mantem esta postura. Não fazemos nenhuma especulação neste respeito e seguimos os conselhos dos dominicanos de Avrillé sobre o papado atual.

2.) Nós temos um grande respeito para com a sagrada hierarquia da Igreja e os sacerdotes, por em quanto que rejeitamos os erros fatais que muitos deles professam hoje dia. Temos uma grande gratitude para com todos os sacerdotes tradicionalistas que transmitem a Fé e que nos administram os Sacramentos Católicos. Somos submissivos ao seu ensino e suprimos qualquer espirito de criticismo quanto a eles. Apoiamos-os ao máximo possível e acreditamos que a vocação sacerdotal é uma vocação mais digno do que o casamento.

3.) Nós rejeitamos o Segundo Concilio Vaticano e agradecemos a Deus por nos haver nascido na Tradição e nunca assistido o rito bastardo.

4.) Nós apoiamos aqueles sacerdotes que ainda na Fraternidade, lutam contra o espirito de novidade e o Concilio Vaticano. Entendemos que a situação de cada um deles é diferente.  Em quanto que eles lutam contra o Modernismo, o Segundo Concilio Vaticano, a nova direção de Menzingen e a Nova Missa, eles podem contar com o nosso apoio.

5.) Nós apoiamos primeiramente todos os sacerdotes da Resistência e a USML, com a exceção de Pe. Hewko e Pe. Pfeiffer. Para saber mais sobre isto, peçamos que os leitores informarem-se sobre os graves problemas atuais em Boston, Kentucky.

6.) Apoiamos publicamente e com todo devido respeito os dois bispos administrando aos fiéis da Resistência e os Católicos em diversas regiões. Mons. Williamson e Mons. Faure merecem o respeito de todos os católicos por razão da dignidade do oficio do bispo e ainda mais que são bispos completamente católicos e tradicionais.  Não há desculpa pelos leigos/leigas, freiras, monges, nem sacerdotes por faltar respeito com eles. 

7.) Nós não consideramos como Modernistas todos os católicos que assistam à misa segundo o rito Bugniniano.  Preferimos chamar-os de "Novus Ordos" e reservamos este término (Modernista) explicitamente para as pessoas da Nova Igreja que falam heresias ou acreditam que o dogma pode mudar.  Ademais, consideramos que chamando Modernistas a todos os católicos que assistam à Misa Nova demostra uma grande falta de prudencia, caridade e entendimento, além de ser uma calúnia grave.  

8.) Finalmente, gostaríamos dizer que achamos uma necessidade nesta época escura em que nos encontramos a dedicar nossas vidas à leitura espiritual e os 15 mistérios do Santíssimo Rosário todos os dias. Mesmo assim, entendemos que estas duas coisas não são suficientes e que devemos sempre lutar para crescer em nossa vida espiritual com devoções e penitencia. Recomendamos a oração mental segundo o método dos grandes Doctores da Igreja como São Alfonsus de Liguori. Nos parece mais prudente afastar da Internet para fazer mais tempo se alguém não conseguir devotar pelo menos 15 minutos do dia à oração mental.


Dómine, quando véneris júdicáre terram, ubi me abscóndam a vultu irae tuae? Quia peccávi nimis in vita mea. Comíssa mea pavésco, et ante te erub´sco: dum véneris judicáre noli me condemnáre. Quia peccávi nimis in vita mea.


segunda-feira, 1 de junho de 2015

Inacreditável! Mons. Fellay afirma que Roma o encarregou de julgar e punir sacerdotes!

O que disse Mons. Fellay no minuto do vídeo 35:11 é realmente inacreditável!




Pode assistir o vídeo em inglês e ver o texto em inglês aqui.

(minuto 34:36) "Estamos sendo tratados agora como irregulares, no caso melhor. <<Irregular>> significa que não podemos fazer nada e então por exemplo, eles nos proibiram de rezar a missa nas igrejas em Roma, para as irmãs Dominicanas que tiveram sua peregrinação em Roma, em fevereiro. Eles  nos falaram que 'não, vocês não podem porque vocês são irregulares'.  E essas pessoas dizem que são pessoas da Ecclesia Dei.

"Agora, às vezes, infelizmente, também os sacerdotes fazem coisas tontas, e eles precisam ser punidos. E quando é muito muito grave, temos que recorrermos a Roma. Então isso é o que fazemos.  E que é o que a Congregação da Fé faz? Bem, eles me nomearam como o juiz neste caso.  Então  eu fui nomeado por Roma, pela Congregação da Fé para fazer julgamentos, decisões canônicas da Igreja sobre alguns dos nossos sacerdotes que pertencem à Fraternidade, que não existe para eles. E então mais uma vez uma bela contradição, de fato."



Então, SACERDOTES expulsos da FSSPX foram sancionados COM PODERES CONCEDIDOS explicitamente ao SUPERIOR GERAL, juiz ad hoc, pela Congregação da Doutrina da Fé. Agora entendemos porque usaram o Código do Direito Canônico de 1983 no julgamento contra o SACERDOTES opostos ao ACORDO!

Eles foram expulsos pela Roma conciliar através de Mons. Fellay?


INACREDITÁVEL!!!

terça-feira, 5 de maio de 2015

O DIREITO CANÔNICO E O BOM SENSO



Pe. Robert McKenna, O.P.
Setembro 1980




As pessoas, sejam clérigos ou leigos intelectuais, que hoje acusam aos católicos tradicionais de desobediência e de violar as leis da Igreja são como os advogados e os fariseus do Evangelho. Lemos que eles estavam "vigiando" a Cristo para ver se Ele quebraria a lei e curaria o doente em dia de sábado. Para testá-los, Cristo os questiona se seria lícito curar em dia de sábado, mantiveram-se eles então, em um silêncio sepulcral, preparados para condenar-lhe se ele se atrevesse a fazer-lo. 
Nosso Senhor continuou então a realizar a cura milagrosa do homem com hidropisia e depois forçou os Seus inimigos a permanecer em silêncio, mostrando-lhes que eram verdadeiros hipócritas: "Qual de vós terá um burro ou um boi cair num poço, e não vai retirá-lo imediatamente, no dia do sábado?" (Cf. São Lucas XIII, 15)

A lei de Deus, "no terceiro Mandamento", proíbe o trabalho no Dia do Senhor. Mas Cristo fez milagres no Dia do Senhor, assim como nos outros dias. Ele, portanto, era culpado de violar a lei. Este foi o raciocínio dos escribas, fariseus e os advogados, e lembrem-se que eles estavam entre os líderes reconhecidos da Igreja ou instituição religiosa daqueles dias. Então, pelo raciocínio deles, o Filho de Deus era culpado de desobediência diante Deus!

Um total absurdo, não é mesmo? E assim, hoje quase igualmente absurda, se não for igualmente hipócrita, são os prelados, sacerdotes e leigos do estabelecimento entrincheirado que hipocritamente apontam o dedo acusador de desobediência  para nós, os sacerdotes tradicionais.

Qual é então, o "empecilho"? Onde está a falha no raciocínio dos inimigos de Cristo e de seus homólogos de hoje?  É a velha e repetida falácia de não fazer distinções.  No caso em questão, é preciso distinguir entre as palavras da Lei e a finalidade da Lei, ou, se quiserem, entre a "letra" da Lei e o "espírito da Lei", o espírito sendo a mente ou a intenção do legislador.

As leis são feitas para o bem comum. Esta é a sua finalidade e seu propósito. Mas, por serem gerais, as leis por sua natureza não podem prever todas as circunstâncias e acontecimentos possíveis, e às vezes acontece (raramente, mas, no entanto, às vezes) observar e obedecer à letra fria da lei é ir contra o propósito da lei. (Isto é mais frequente  ocorrer e acontecer no caso das leis humanas do que no caso da lei divina.)

Santo Tomás de Aquino, explica esse problema, citando o exemplo de um homem pedindo a seu amigo para que lhe devolvesse a arma que tinha deixado com ele para que guardasse.  A justiça e a lei natural exigem que tudo o que pertence a alguém deve estar em posse de seu proprietário. 
Esta lei existe para o bem comum da sociedade, e se ela não existisse e todos pudessem ter a propriedade de todos, consequentemente, não haveria tal coisa como propriedade.

Mas suponhamos que, diz São Tomás, o homem vem e pede a sua arma em um acesso de raiva, obviamente, com a intenção de matar alguém. Será a pessoa ainda obrigada pela lei? Bem, certamente que sob estas circunstâncias, não!  Na verdade, se neste caso a letra da
lei fosse obedecida e o homem mata sua esposa ou vizinho, o seu amigo que lhe entregou a arma seria cúmplice do crime. O bom senso diz-nos que a lei em questão não deve ser aplicada em tal situação, e que neste caso cumprir a lei seria contra o propósito da mesma, ou seja seria contra o bem comum da sociedade.

Em linguagem teológica isso é chamado epeikeia, mais conhecido como uma palavra grega "equidade" em Português. Isso equivale a não observar a letra de uma lei quando obviamente seria violar o espírito da lei. E note cuidadosamente que dizemos: obviamente, para que ninguém tenha a pretensão de interpretar as leis para atender a si mesmo. A menos que o bom senso nos diga que uma lei não se obriga em um caso particular, então estamos ainda obrigados a ela.

Assim eram os judeus, que seguiam cegamente a letra da lei da guarda do Shabat a ponto de interpretarem que ela proibiria também que se curasse uma pessoa doente. Foi mesmo uma clara demonstração de excesso no cumprimento da letra Lei , no mínimo foi um pecado contra o bom senso. No entanto, estas eram as razões pelas quais eles continuadamente buscavam condenar a Cristo, e por meio delas conseguiram matá-lo. Ele quebrou a letra da Lei, ainda sendo Ele o autor dela.

E assim hoje ocorre o mesmo conosco perante o restante da Igreja.  Nós somos confrontados com a necessidade, com a clara necessidade manifesta do bom senso de romper a letra da lei eclesiástica (Direito Canônico), a fim de preservar, se quiserem, o próprio Direito Canônico e o bem comum da mesma Igreja Católica. O que nunca pensaríamos em fazer em circunstâncias normais: erigindo capelas, ouvindo confissões, realizando casamentos, sem a autorização e jurisdição habitual, quanto a isso não precisamos ter escrúpulos de faze-lo nas circunstâncias mais extraordinárias e atenuantes de hoje.

E quais são essas circunstâncias? As circunstâncias sem precedentes de que o inimigo por dentro tem tomado o controle da Igreja e trabalha incessantemente para destruir o seu culto e as suas tradições. 
Se fosse a intenção da Santa Madre Igreja com formular o Código de Direito Canônico para obrigar os seus sacerdotes e fiéis a cada uma das prescrições, mesmo em tais circunstâncias como estas, então a lei da Igreja se tornaria o seu pior inimigo.  Não seríamos capazes de ter capelas e missas públicas e a administração dos Sacramentos, teríamos que só observar a Igreja Católica sendo destruída. 
Por este motivo, não estamos sujeitos a todas as prescrições específicas do Direito Canônico de hoje. 
Todos os verdadeiros sacerdotes e leigos católicos têm o dever solene diante de Deus de preservar a nossa fé e liturgia intocada, não apenas de modo pessoal e reservado, mas publicamente e de forma organizada. Tal é que a verdadeira Igreja de Deus é, por sua própria natureza, uma sociedade visível, organizada, e o restante Católica deve se esforçar para mantê-lo assim.

Suponhamos que daqui a algum tempo, não haja mais bispos? Consideremos que todos tivessem sido dizimados de repente e a Igreja ficasse sem hierarquia? Será que seriamente devemos pensar que em um evento como esse, sacerdotes tradicionais teriam que parar o seu trabalho ou ser impedidos de expandi-lo, simplesmente porque não houver nenhum bispo para autorizá-los legalmente? Ridículo! 
Bem, se a hierarquia não foi dizimada fisicamente, ao considerarmos os efeitos práticos concluímos que já está dizimada espiritualmente. Praticamente todos os bispos que não são definitivamente hereges são, pelo menos, graves suspeitos de heresia, por causa dos sacrílegos atrozes estando tolerados nas suas dioceses. Como conseqüência, eles têm perdido a sua jurisdição ou possuem uma jurisdição muito duvidosa, o próprio Direito Canônico fornece expressamente  jurisdição para os sacerdotes em tais casos.

Notemos também, nesta questão de obedecer a lei da Igreja, que a nossa aparente violação de algumas leis particulares se faz necessária para que possamos continuar a observar o Direito Canônico integramente, enquanto que os inimigos dentro da Igreja, por sua vez, fraudulentamente se valem desta mesma lei para destruí-la por completo.  O chamado novo Código do Direito Canônico vem sendo preparado já há vários anos, desde o Segundo Concílio Vaticano e, podem ter a certeza, que quando terminarem de prepara-lo, as leis que estarão neste código serão feitas para a " Nova Igreja".

Nosso Senhor, ao defender o espírito dos mandamentos de Deus contra uma "letra" mal interpretada da lei, dizia-lhes aos escribas e fariseus: "O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado".  Para a nova geração de escribas e fariseus que colocam o Direito Canônico contra nós hoje, dizemos: "A Igreja não foi feita para o Direito Canônico, senão o Direito Canônico para a Igreja."

traduzido do Angelus

quinta-feira, 23 de abril de 2015

A Sagração Episcopal sem Mandato Pontifício

Tradição Católica excomungada?


Foram Dom Antônio de Castro Mayer e Mons. Marcel Lefebvre excomungados por sagrar bispos em 1988 sem a aprovação de Roma?  Seria essa situação a mesma de Dom Williamson e Dom Faure?


Os culpadores de "cisma" e de ser "excomungados" sempre citam o Código do Direito Canônico cânon 1382 por abuso de poderes episcopais e por sagrar bispos sem um mandato pontifical, e que esta excomunhão seria automaticamente (latae sentenciae). Segunda essas pessoas, com citar um cânon só, o Dom Antônio de Castro Mayer e Mons. Lefebvre morreram excomungados e os bispos atuais que continuam na postura destes bispos, Dom Williamson e Dom Faure, também são excomungados latae sentenciae (ipso facto)... também automaticamente. A excomunhão destes bispos não foi valida e não existe a possibilidade de ter  dúvida sobre isso segunda o Direito Canônico.  

Por que é importante defender estes bispos?

Vale a pena considerar que antes destes bispos, não tinha bispos no mundo celebrando a Missa Tridentina com a permissão de Roma nem defendendo a Santa Tradição da Igreja.  Muitas vezes, os defensores da Missa tradicional com permissão das dioceses esquecem isso e até começam atacar os bispos com acusações e calunias de estar fora da Igreja.  Se não fosse pelas ações deste grandes bispos, não teria Missa Tridentina hoje em dia nem existiria o Motu Proprio de Bento XVI porque foi promulgado para aliviar a situação dos bispos da FSSPX sagrados por Dom Antônio e Mons. Lefebvre, não existiria a Administração Apostólica (só leia a historia deles!), não teria a Fraternidade São Pedro quem começou como sacerdotes ordenados sem permissão de Roma e receberem um acordo com as sagrações de 1988, e não existiria o grupo Ecclesia Dei (todos os padres que celebram a Missa Tridentina)  tudo sendo um resultado da obra de Dom Antônio e Mons. Lefebvre.  Quem entende isso muito bem está bem agradecido pelas ações corajosas destes bispos de qualquer grupo que seja.  Quem lê sobre o assunto já está sabendo disso, e tudo isso é importante como vou mostrar. 


E por que não é válida a excomunhão?
Agora, a excomunhão do que os culpadores afirmam por abuso de poderes episcopais (cânon 1382), não foi incorrida, e não deixa a existência de dúvida, porque:


1) Uma pessoa que viola uma lei em caso de necessidade * não está sujeita a uma penalidade (1983 Código do Direito Canônico, cânon 1323, § 4º), mesmo que não existe um estado de necessidade: [1]

  • Se um pessoa não está errada sobre a existência do caso de necessidade, ela não iria incorrer a pena (cânon 1323, 70),
  • e se uma pessoa culposamente achasse que haveria um estado de necessidade, ela ainda não incorreria em penalidades automáticas [2] (cânon 1324, § 3º; § 1º, 80).
2)   Uma pena nunca é efetuada sem cometer um pecado mortal subjetivamente (cânones 1321 § 1, 1323 70). Agora, o Arcebispo Lefebvre e Dom Antônio e Dom Williamson e Dom Faure  deixarem muito claro que tinham o dever da consciência de fazer o que poderiam fazer para dar continuidade ao sacerdócio católico e que eles estavam obedecendo a Deus com realizar essas sagrações (Cf. Sermão 30 de junho de 1988 e Arcebispo Lefebvre e Sermão de Mons. Williamson de 19 de março). Por isso, mesmo que eles estivessem errados, não haveria nenhum pecado subjetivamente. 

3)  Ainda mais importante, a lei positiva está ao serviço da lei natural e eterna e direito eclesiástico está ao serviço da lei divina. Nenhum "autoridade", pode forçar um bispo a se comprometer com o seu ensinamento da fé católica ou administração dos sacramentos católicos.  Nenhuma "lei", pode forçá-lo a cooperar na destruição da Igreja. Com Roma
Dom Faure na sagração episcopal de 2015, No Brasil.
agindo contra a Tradição Católica, o arcebispo Lefebvre, Dom Antônio, Dom Williamson e Dom Faure  tiveram que fazer o que podiam fazer com poderes episcopais dados por Deus para garantir a preservação da Tradição Católica. Aquilo eram seus deveres como bispos.


A lei existe para a preservação da Igreja Católica.  O concepto da lei segunda o Santo Tomás Aquino é o que promove o bem comum.  O que não promove o bem comum não pode ser uma lei legitima.  Deus não vai permitir que a Igreja esteja proibida de continuar por causa de um simples cânon do Direito Canônico e por isso, grandes advogados do Direito Canônico como Pe. Hesse (ordenado na Basílica de São Pedro e assistente de Cardeal Stickler) tem apoiado a Fraternidade São Pio X publicamente.  Além disso que se encontra no Direito Canônico, a Summa Teologica, e vários tratos sobre a Teologia Moral, também vem da Santa Tradição até as escrituras de Santo Agostinho de Hipona: "Necessitas non habet legem"  (A necessidade não tem lei) Aforismo de Santo Agostinho que indica a cessação da lei diante da necessidade.  



Sagrado sem permissão de Roma, Dom Rangel.
Para Resumir:

a) Em relação a um verdadeiro estado de necessidade, nenhuma penalidade atinge os bispos de uma sagração episcopal sem mandato pontifical nas circunstâncias descritas (cânon 1324, 4).

b) Mesmo que o estado de necessidade não existir objetivamente, os bispos não estariam sujeitos à punição porque considerarem subjetivamente, sem culpa da sua parte, que este estado de necessidade existiu (cânon 1323, 7).

c) Mesmo que a suposição da existência de um estado de necessidade era culpado, não haveria, no entanto, o tae pena sententiae e de forma alguma excomunhão (cânon 1324 § 1,8ª e § 3).

Conclusão

A declaração ouvida muitas vezes, que a sagração de um ou vários bispos sem mandato papal implicaria automaticamente a excomunhão e, consequentemente, levaria a cisma é falsa. Nos termos da lei, nestes casos em particular, não pode haver a excomunhão, nem por latae sententiae nem por sentencia judicial. (consagración episcopal)


Dom Antônio nas sagrações de 1988, Ecône.


Dom Antônio De Castro Mayer

No seu leito de morte, Dom Antônio de Castro Mayer se recusou a assinar a chamada "fórmula da reconciliação" (o que incluiu uma admissão de que a excomunhão foi realmente efetuada e que nenhuma situação de necessidade existia em 1988) proposta por delegados do Vaticano no seu leito de morte. Ele morreu de insuficiência respiratória em Campos, 25 de Abril de 1991.  Segunda todos que aceitam como válida a excomunhão dele, ele morreu fora da Igreja Católica onde não há salvação, porém isso não é a verdade como temos demostrado!  Que Dom Antônio seja nossa inspiração para continuar na luta contra o modernismo na Igreja!





* O estado de necessidade, como é explicado por juristas, é um estado em que os bens necessários para a vida natural ou sobrenatural estão ameaçados tanto que uma pessoa é moralmente obrigada a quebrar a lei, a fim de salvá-los. "(Is Tradition Excommunicated? P 26).       


    

terça-feira, 7 de abril de 2015

Response to the SSPX Denunciation of Bishop Faure’s Consecration

Response to the SSPX Denunciation of Bishop Faure’s Consecration



We are in a state of necessity.
The SSPX’s denunciation states that there is a “present state of necessity [which] renders legitimate its [own] action throughout the world”.1 We agree there is a state of necessity. Thus, when determining whether it is justifiable to consecrate a Traditional Catholic bishop at present, we must consider that we are in this state of necessity (as was Archbishop Lefebvre’s consecration of four bishops in 1988).

The situation has gotten worse since 1988.
The SSPX states that Archbishop Lefebvre decided to consecrate bishops in 1988 because of the first Assisi meeting and because the conciliar popes’ professed religious liberty.2 After 1988, these problems have greatly worsened. There have now been three Assisi meetings and the hierarchy has strongly professed religious liberty (and many other errors) for an additional 27 years. Thus, after 1988, the need is even greater to take steps to preserve Catholic Tradition by preserving the Episcopacy.

The SSPX bishops are not enough.
Not only have the SSPX bishops progressively weakened, but the SSPX bishops refuse to supply Holy Oils (necessary for some sacraments) to priests who oppose the SSPX’s new direction.3 The SSPX bishops also refuse to ordain seminarians who oppose the SSPX’s new liberalism. Id.

The consecrations in 1988 and in 2015 do not confer jurisdiction.
The SSPX states: “In 1988 Archbishop Lefebvre had clearly indicated his intention to consecrate auxiliary bishops who would have no jurisdiction, because of the state of necessity”.4 Similarly, the Mandate for Bishop Faure’s consecration states: “By this handing down of the Episcopal power of Orders, no Episcopal power of jurisdiction is assumed or granted”.5

The SSPX falsely says that Bishops Williamson and Faure are unwilling to talk with Rome.
The SSPX states: “Bishop Williamson and Fr. Faure have not been members of the Society of St. Pius X since 2012 and 2014, respectively, because of their violent criticisms of any relations with the Roman authorities.”6 Contrast this unsupported SSPX assertion, with Bishop Faure’s recent statement that he is willing to go to Rome, but with caution:
Q. If in the future you were invited to go to Rome and speak with the pope would you go? What would you say?
A. First, I would consult with all of my friends in the resistance. I would go with Bishop Williamson and the other excellent priests that accept the combat of the resistance with much valor. And I would keep all of our friends well-informed with all transparency.7

The SSPX falsely says that Bishops Williamson and Faure are secret sedevacantists.
Perhaps because the SSPX recognizes that the recent Episcopal consecration is so closely comparable to the 1988 consecrations, the SSPX adds the further accusation that Bishops Williamson and Faure are secret sedevacantists:
All the declarations of Bishop Williamson and Fr. Faure prove abundantly that they no longer recognize the Roman authorities, except in a purely rhetorical manner. 8
Contrast this unsupported SSPX assertion, with Bishop Faure’s recent statement that sedevacantism is an error.9 Further, Bishop Williamson quite often teaches against the error of sedevacantism. In his May 7, 2011 Eleison Comments, he wrote: “I, for one, believe the Conciliar Popes are valid Popes.” Bishop Williamson followed this up by additional articles against sedevacantism: Eleison Comments ## 279, 341, 342, 343, 359, 385 and 401, between November 2012 and March 21, 2015.
Because it is a matter of public record that Bishops Williamson and Faure stand against sedevacantism, the SSPX insinuates that they speak “in a purely rhetorical manner”. In other words, the SSPX says those two bishops are sedevacantists but they won’t admit it.
This calls to mind Bishop Fellay’s 2013 denunciation of (unnamed) persons who assert he seeks a deal with Rome. He complained that those persons “pretend that I think something else from what I do. They are not in my head.”10 So Bishop Fellay complains that (unnamed) persons speculate that he wants a deal with Rome but that he will not admit the fact. But the SSPX feels free to accuse Bishops Williamson and Faure of being sedevacantists who won’t admit it. Doesn’t the SSPX see the irony of this?




terça-feira, 17 de março de 2015

Dom Tomás fala sobre a sagração episcopal.


Um vídeo onde Dom Tomas Aquino avisa sobre a sagração episcopal desta semana o dia da festa de São José.


https://www.youtube.com/watch?v=yKoHu3ZiV9U&feature=youtu.be

A Bishop in Action: a brother from the Holy Cross Monastery

A Bishop In Action 

By a Benedictine brother of the Holy Cross Monastery.
Translated by Michael Fuller (original in Portuguese here. )

A bishop in action
A greatly anticipated event




By a Benedictine brother of the Holy Cross Monastery, Nova Friburgo, Brazil


In the Benedictine monastery of Nova Friburgo, an event can take us all by surprise!

Such an event can shake some, scare others, surprise many, give hope to others, in particular, and give much hope for many of the traditional Catholic faithful in Brazil and the world. But ultimately, what is this event that may cause such a big impact? It is important, very important. We will have an episcopal consecration!

Yes, my dear faithful, it seems that Providence guided us to this. It seems that we will have the grace, honor, and the privilege of having a consecration in our monastery.
On this day, this great and beautiful ceremony will be marked forever in the memory and history of each of us as an indelible mark of faith and charity.

But many could criticize us, they might object saying – “What a scandal, why did it come to this? What is the need?  What for? Why the need for more testimonies ... What do you think?"
To these criticisms and objections we respond with the following: Firstly, what we are doing is for the honor and greater glory of God; Secondly, for the good of souls; thirdly, for the safety and care of the Resistance.

Yes, my dear friends, our fight is for tradition, our combat is the defense of the Catholic faith, our fight is the immutable doctrine, the liturgy of all times, the everlasting sacraments, the incorruptibility of the work of Archbishop Lefebvre through the development of the Priestly Union of his most faithful children. And they continue, despite the weaknesses and deficiencies, with God's grace and the help of the Most Holy Virgin the great task of fighting for Christ the King, the firm and enduring blockade that is the Resistance.

From another angle, our struggle has been and will continue to be, always, against any pernicious error that threatens the rights of God and the Church, our fight is maintained against any liberalism and its expanding variations, it is openly spreading all over the place, trying to penetrate even into Catholic circles.  Such penetration endangers our faith, endangers the precious virtue of faith.  Now, and is this not what happens to those who come into contact, direct or indirect, with liberals and modernists? They end up in one way or another, sooner or later, quickly or slowly letting themselves become infected by a non-Catholic spirit, by a subversive spirit. An example of this was the disaster of Second Vatican Council and its terrible fruits - ecumenism: meeting of Assisi, religious freedom: proliferation of sects, collegiality: dissemination of hierarchical authority, etc.

Already very evident, "non possumus", we cannot approach the current Rome without first witnessing its conversion, without first seeing Rome make a clear and public profession of the integrity of the Catholic faith. We are not naive, however their aggressive attacks are not as blatant, they are smart, they know how to wait, wait for the right moment to strike, to impose their will. They know how to wait, like an old fox of the woods - experienced and skilled in its business - which is hidden in the bush waiting for the victim to go to spring on it and have it in its claws, between his teeth.

While the adulterous and conciliar Protestant Rome persists in its error in its conduct, maintaining a distance is necessary: distance of its liberalism, its liberalism, its apparent farce of Catholicism. There is a necessity of maintaining distance.

And what do we see in the Society in recent times?

The misconduct that the Neo-SSPX is doing is an approach with Rome that creates connections that awaken and stimulate reconciliation, a regularization. But without the return of Rome the Holy Faith, this is impossible, it is unthinkable, it is to go against the principles that guide the foundation of the Society. It would be a going with what is unacceptable. And therefore, it will never be able to restore all things in Christ, "Instaurare omnia in Christo".

Like it or not, the fact is - the Society is already striding down the slope of openness to the world, to liberalism, with very human visions of theological issues, the doctrinal problems, and extending calmly and slowly its arm with the pen in hand to sign the papers of a future agreement. But sooner or later is it likely to come out with a deal? Only God knows. We speculate that it is probable, that it is predictable, it is not impossible. What to do? Do good, avoid evil. Wait and see what happens. The time and prayer will tell us, but and above all, pray a lot, as a bishop wisely says- 15 mysteries every day - so that the worst does not happen and evil does not triumph.

Warning: It (the Society) is already dispersing the little flock that is fighting modern errors, diverting the armies of Tradition by crooked ways. The few faithful sheep are already in company with the ravening wolves. Great care is required.

And the Resistance what will it do about all this that is happening? Act, react, take action in response - with: Operation Consecration! It is a daring, risky petulance, but it is necessary.

I hear the voices soar ... I hear the echo agitators, arguing - What recklessness! What schismatic spirit, acting without reason, without seeing the consequences of their actions, that lack of judgment and discernment. Surely not! We believe that there is no better way to judge such a thing as an act of obligation before God and our good companions - priests, religious, faithful.

We are confident, and confidence, according to St. Thomas, is a hope strengthened by solid conviction that our trust is in God and Our Lady. Not in our mere and little strength because human things are weak and feeble, but in the aid and approval of our Father and our heavenly Mother.

Now, more than ever, now what we want, what we need are truly Catholic bishops, bishops faithful to the legacy of Archbishop Lefebvre, the legacy of Bishop De Castro Mayer, to save valuable treasures of Catholic orthodoxy, doctrinal integrity which is nothing if not fidelity to tradition. They (the bishops) in being confirmed in the faith, ensure the doctrine, to pass on what has been received.
Already in our position regarding the approach to Conciliar Rome - we have and will continue to have a position of distance, a necessary maintenance of distance, but observant, constant but weary of the occupied, progressive Rome that corrupted the eternal notion of Truth, committed adultery with the faith, the sacraments, the liturgy, theology in almost all its entirety. Without its return to the One Catholic faith in its entirety and amplitude we cannot have accord, we cannot unite, we cannot put ourselves under an authority that has lost the perennial faith, an authority that has lost the immutable truth.

They are unreliable, however well-intentioned they are not credible.
The progressive trend is dangerous, and everywhere they tried to slay the reign of Christ the King, let the souls be lost, descristianize the world. These are the things they want, after all, are they not  the worst enemies (modernists) of the Church?

We have to oppose it and battle in the opposite direction. Working for Christ the King, for his kingship, for the salvation of souls and Christianization of society. These are our goals.  And Archbishop Lefebvre and Bishop De Castro Mayer did not think different! For them this was the course, the goal, the path to go, with the help of Providence and the Immaculate.

Our line is already drawn, our position is already signed, signed on the rock, our position is that of Archbishop Lefebvre, it  is the same of St. Pius X, it is that of Bishop Williamson, it is the position of Our Lord Jesus Christ, it is they whom we follow and we will not turn away or desist.

We resist! Resistant! Resistance! We will not hand over our weapons. And what is our greatest weapon? The armor of faith. That St Joseph aids us through the intercession of the Virgin Mary.

Episcopal consecration - Monastery of the Holy Cross,
Nova Friburgo / RJ - Brazil
Time: 09:00 am
Elected: Rev. Jean Michel Faure.
The hands of H.E. Bishop Richard Williamson
Date: March 19, 2015 - Feast of the Glorious St. Joseph, Spouse of the Virgin Mary and the Church Universal Shield

Salve Maria, guardian of the Faith!


Viva Cristo Rey!

quarta-feira, 11 de março de 2015

Catecismo da Obediência

CATECISMO DA OBEDIÊNCIA

ONDE ESTÁ OBEDIÊNCIA CATÓLICA HOJE?

O QUE É obediência?

Ele era-lhes submisso - Lucas 2:51
A obediência é a realização das ordens dos seus superiores legítimos, com a intenção de levar a cabo a sua vontade. Católicos estimamos especialmente a obediência, por causa do exemplo do próprio Cristo, e porque em seus legítimos superiores vêem os representantes do próprio Cristo. "Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores, porque não há autoridade que não venha de Deus; e as que existem foram ordenadas por  Deus." - Romanos 13: 1

Ele se humilhou, tornando-se 
obediente até à morte,
 e morte da cruz - Fp 2: 8


OBEDIÊNCIA CATÓLICA É SEMPRE OBEDIÊNCIA Dentro da Tradição
OBEDIÊNCIA E A FÉ
É o ensinamento da Igreja que a obediência é parte da justiça, uma das quatro virtudes cardeais, que são, por sua vez subordinadas às virtudes teologais da fé, esperança e caridade.
A fé é a maior do que a obediência! Portanto, se a obediência age para prejudicar a fé, então o católico tem o dever de não obedecer o seu superior. "Agora, as vezes, as coisas ordenadas por um superior são contra Deus, portanto superiores não devem ser obedecidos em todas as coisas. - Santo Tomas Aquino, doutor da Igreja . - [Summa Theoligica II-104 IIQ] Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasse outro evangelho além do que já vos pregamos, seja anátema - Gálatas 1: 8




"Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei." - Corintians XI: 23
A fé e tradição
As verdades de nossa fé foram recebidas até pelo próprio Jesus como uma tradição ou entregando-se do Seu Pai.
Jesus respondeu-lhes, e disse: "A minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou." - João 7:16
"Jesus disse-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo que o Filho de si mesmo nada pode fazer, senão o que vir o Pai fazer, porque tudo  quanto ele faz, o Filho o faz igualmente." - João 5:19
"Porque eu não falei por mim mesmo; mas o Pai, que me enviou, esse me deu mandamento quanto ao que dizer e como falar." - João 12:49 . Da mesma forma, o Senhor entrega a fé a nós como uma tradição através dos nossos legítimos superiores que são obedientes à fé. "Porque eu lhes dei as palavras que tu me deste, e eles as receberam." - João 17: 8

Mas muitos católicos, esquecendo-se de que a obediência católica é relativa à Fé e Tradição, acham que a obediência é um absoluto, com apenas um oposto, desobediência.
Eles estão enganados. A verdadeira obediência tem dois opostos: Erro por Defeito - DESOBEDIÊNCIA & erro por excesso - OBEDIÊNCIA FALSA!
Erro por Defeito: DESOBEDIÊNCIA
A verdadeira obediência
De acordo com o grande teólogo, Santo Tomás de Aquino, a verdadeira obediência é um equilíbrio entre os erros individuais de defeito e excesso, que são desobediência e falsa obediência (ad IIaIIae, Q104,5 3). Hoje, este segundo erro é comum entre os católicos que, quando eles seguem ordens para afastar da Tradição, pensam que estão sendo obedientes.
Erro por excesso: OBEDIÊNCIA FALSE

O pecado de nossos primeiros pais e a origem de todos os pecados do mundo foi um pecado da desobediência
A obediência é a servidor da fé .... NÃO DE OBEDIÊNCIA.(- Provérbio espanhol) superiores humanos não precisam ser obedecidos, se as suas ordens violar a fé. Tal era a obediência dos mártires. Deus deve sempre ser obedecido não importa o que Ele pode pedir de nós. Tal era a obediência de Abraão, o Patriarca.

Zelo excessivo, mesmo para a obediência, se indiscreto, certamente levará a uma grande queda.
O pecado de nossos primeiros pais e a origem de todos os pecados do mundo foi um pecado da desobediência
Deus deve sempre ser obedecido, não importa o que Ele nos peça. Tal era a obediência de Abraão, o Patriarca.
Zelo excessivo, mesmo para a obediência, se indiscreto, certamente levará a uma grande queda.
Erro por Defeito
Minha própria consciência é a minha autoridade absoluta.
A verdadeira obediência
Deus através da Sua Igreja Católica tem autoridade absoluta sobre a minha consciência MAS em última instância Deus deseja que eu julgue as coisas, se sua hierarquia está partindo de seu ensino. (comunhão para os gays por exemplo) A obediência aos homens tem limites - Gálatas 1: 8-9

Erro por excesso
A hierarquia da Igreja é a autoridade absoluta. A obediência não tem limites.
Erro por Defeito
O Papa não tem autoridade sobre mim.
A verdadeira obediência
O Papa, como Vigário de Cristo, é dado por Cristo autoridade direta sobre toda a Igreja, mas ele não é infalível em tudo o que ele diz ou faz

Erro por excesso
O Papa é infalível em tudo o que ele diz e faz.
Erro por Defeito
Não há respeito devido aos "superiores".
A verdadeira obediência
Legítimos superiores devem ser respeitados como os representantes de Cristo , MAS se eles se afastarem gravemente da fé católica, eu posso até repreendê-los em público - Gálatas 2: 11-14

Erro por excesso 
Eu nunca posso criticar qualquer superior sob quaisquer circunstâncias.
Erro por Defeito
Não vou obedecer os homens, mesmo eles pretendendo ser servos de Deus, sejam eles bispos ou padres.
A verdadeira obediência
Terei prazer em obedecer aos servos designados de Deus, bispos ou padres legítimos mas não quando eu sei que eles estão levando os homens para longe de Deus.

Erro por excesso
Eu vou obedecer os bispos ou padres, mesmo quando eles desobedecem a Deus, abandonando Tradição.
Erro por Defeito
Eu protesto contra os líderes da Igreja que afirmam ter autoridade.
A verdadeira obediência
Eu sempre vou respeitar as autoridades da Igreja como tal - João 18: 23; Atos 23: 5, mas eu não preciso seguir os líderes da Igreja que violam as tradições da fé.

Erro por excesso
Quem protesta contra qualquer coisa que um oficial da Igreja faz ou diz é protestante.
Erro por Defeito
Punições da Igreja, como a excomunhão ou suspensão, são sem sentido.
A verdadeira obediência
Punições da Igreja são instrumentos assustadores da lei de Deus, quando válidas MAS quando são sem fundamento eles não são válidas Código Antigo, c.2242; Novo Código, c.1321.

Erro por excesso de
Suspensões ou excomunhões, mesmo injustas ou impróprias são juridicamente válidos.
Erro por Defeito
Não vou assistir nenhuma missa católica
A verdadeira obediência
Devo assistir missa católica, mas não sou obrigado a assistir a Missa Novus Ordo, porque destrói a fé católica.

Erro por excesso
Vou assistir mesmo uma missa protestantizada se os meus superiores me mandam fazer.
O insensato Gálatas, quem vos fascinou a vos, ...... quem vos impediu de obedecer à verdade? - Gl 3: 1, 5: 7
Importa antes obedecer a Deus que aos homens .... Atos 5:29 E não há nenhuma razão para que aqueles que obedecem a Deus do que aos homens devem ser acusados ​​de recusar a obediência; pois se a vontade dos governantes se opõe à vontade e as leis de Deus, esses governantes ultrapassam os limites do seu próprio poder e pervertem a justiça, nem pode a sua autoridade, em seguida, ser válida, o qual, quando não há justiça, é nulo. - Leo XIII, "Illud Diuturnum"
"O golpe de mestre de Satanás foi, portanto, o de difundir os princípios revolucionários introduzidos na Igreja pela autoridade da própria Igreja, colocando essa autoridade numa situação de incoerência e contradição permanente. " (ie. Falsa obediência).- Arcebispo Marcel Lefebvre

Mas ao defender a desobediência aos funcionários da igreja moderna, em alguns casos, não estamos incentivando a anarquia e desordem na igreja? NÃO! São os modernistas que estão causando anarquia e confusão por desobedecer tradições sagradas. OBEDIÊNCIA CATÓLICA DEVE SER SEMPRE À FÉ.
Assim foi no Dia de São Pedro -
Onde há um perigo para a fé, os prelados devem ser repreendidos, mesmo publicamente, pelos sujeitos. Assim, São Paulo, que foi objecto de São Pedro, o repreendeu publicamente.
St. Tomás de Aquino, Comentário sobre a Epístola aos Gálatas 2:14 Assim foi no Dia de São Belarmino - Quando o Sumo Pontífice pronuncia uma sentença de excomunhão, que é injusto ou nulo, ele não deve ser aceito, sem, contudo, afastar-se do respeito devido à Santa Sé. SãoRoberto Belarmino Por isso, ainda deve ser hoje -

Toda a autoridade disciplinário, toda a obediência a um bispo pressupõe a pura doutrina da Santa Igreja. A obediência ao bispo está fundamentada na fé completa no ensino da Santa Igreja. Assim que a autoridade eclesiástica rende ao pluralismo em questões de fé, perdeu o direito de exigir obediência aos seus preceitos disciplinares. - Professor Dietrich von Hildebrand, The devasted Vineyard (Chicago, 1973), pp 3-5
A obediência a erro manifesto é pecaminoso e as obrigações a obedecer cessa uma vez que são ordenados a fazer algum mal. Ajudar a destruir a Igreja, em nome de "obediência" também é pecaminoso. A obediência cega não é, e nunca foi Católica (isto é porque a verdadeira obediência pode nunca entra em conflito com a vontade de Deus, ou seja, que não podem contradizer as Igrejas de ensino constante).
A história da Igreja nos dá vários exemplos de santos que, a fim de manter-se fiel, resistiram as autoridades da Igreja (e sequer foram excomungados) que estavam errados. Assim St. Godefrey de Amiens, St. Hughes de Grenoble e Guy de Vienne (que mais tarde se tornou Papa Calisto II) escreveu ao Papa Pascal II que estava oscilando referem "ao investiduras": "Se, o que absolutamente não acredito, você faria escolher um outro caminho e se - Deus me livre - recusar-se a confirmar as decisões da nossa paternidade, você iria forçar-nos longe de obedecer a você ". (Bouix, Tract, de Papa, T. II, p. 650).
Ficamos a saber que Santo Atanásio tinha que "desobedecer" o Papa Libério. Mas essa aparente "desobediência" não era desobediência real, mas sim a verdadeira obediência à Igreja e seu ensinamento constante.
Na Summa Theologica, Art Q.33 4, St. Thomas Aquinas deixa claro que somos obrigados a corrigir até mesmo a sua palavra superior "se a fé está em perigo um assunto deveria repreender seu prelado, mesmo publicamente. Daí Paul, que era sujeito de Pedro , repreendeu-o em público, por conta do perigo iminente de escândalo acerca da fé, e, como o brilho de Agostinho diz no Gal 2:11: ". Peter deu um exemplo aos superiores que se em algum momento eles devem acontecer vaguear do caminho reto, eles não devem desprezar a ser repreendido por seus súditos ".
Tornamo-nos obedientes à Igreja e aos seus funcionários somente quando nos tornamos obedientes ao constante ensinamento da Igreja como ensinada pelo Magistério ao longo dos tempos. Se o que é ensinado por um agente designado de Deus (bispo, padre ou papa) é contrária à doutrina católica, em seguida, eles não estão a ser obedecida, mas mesmo repreendeu publicamente (Tito 1:10) em que já não falar em nome da igreja, mas tornar-se representantes de sua própria novidade.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

The Grave Error of Fr. Pfeiffer-English/español

El Error Grave del Padre Pfeiffer
The Grave Error of Fr. Pfeiffer


Because this detail was basically overlooked and drowned out from the clamor resulting from the leak of personal information from the site OLMC, and because it is a subject of grave importance, I am posting it on its own thread.  To put it into greater context one must read the Open Letter to Fr. Pfeiffer which can be found here.                                 


The delicate subject of the Communicatio in sacris was addressed in the Open Letter, which never received a reply of any sort as of today.  I am convinced that it is not a matter which any Traditional Catholic can ignore.  There is a grave error to be found, which whether you support Fr. Pfeiffer completely or not, everyone should be asking him to clarify on this issue.  If you support Fr. Pfeiffer, and after understanding the issue of this error, you deliberately choose to support him on this error, I am publicly calling into question your belief in the Catholic religion and simply suggesting that perhaps being loyal to Fr. Pfeiffer is more important to you than being loyal to Christ's Church. 

Fact: The SSPX celebrates, without exceptions, the 1962 Tridentine rite of the Mass. 


fact The communicatio in sacris is a sin and a canonical crime. In order for the canonical crime of communicatio in sacris, canon law requires certain specific requirements. One of these requirements is that the rite is "non-Catholic". This requirement is sine qua non. The Tridentine Mass is not a non-Catholic rite, so one can never commit the crime of communicatio in sacris assisting a true Tridentine Mass. 


Fact  The "Catholic Encyclopedia" says: "Communicatio in sacris, i.e. active participation in non-Catholic religious functions...". 
www.catholic.org/encyclopedia/view.php?id=5695 
Prümmer, "Manuale Theologiae Moralis", Herder, 1961, T 1, n° 522 (boock used in the SSPX) says: "Communicatio religiosa seu in sacris... est positiva, quando catholicus participat in culto hereticu aut infideli" ("Communicatio religiosa seu in sacris... is positive, when a Catholic participates in the heretical or infidel religious services [cult]") ... 



Fact: As cited in the Open Letter, Fr. Pfeiffer has publicly asserted that attending any SSPX Mass would be a sin-crime of Communicatio in sacris.  This recording is public and anyone can find various sites that have published this and attempted to bind the faithful's conscience to this error.  Fr. Pfeiffer, because this error was public, should publicly have to retract this error due to the devestating effects that it has caused to the common good.  As of today, he has not. 

Conclusion  One may well conclude that Fr. Pfeiffer does not understand the term Communicatio in sacris, or that he is deliberately being deceptive.  The only other option to be concluded is that he does not believe that the 1962 rite of the Mass IS a valid Catholic rite; I do not believe that this is the case, but because his words are public and the grave error is present, he is obligated to retract under the pain of grave sin if he understands the danger and damage he has caused to the salvation of souls.  If the reader has come to understand what this means and holds to this position, he also has an obligation to withdraw this position of a priest that propagates and obliges such grave errors onto the Catholic faithful. 


Adverse thoughts and opinions on this topic are most certainly welcome. Before responding please read both responses from a resistance priest, which can be found added as updates to the Open Letter on the link provided. Thanks. 

In Christo Rege, 
Michael Fuller 
Brazil



En español

Debido al hecho que hay un detalle ignorado o sea que no recibió atención debido a un otro escándalo de informaciones difundidas por el sitio oficial de la iglesia OLMC y porque lo considero de primer importancia, lo estoy dando su proprio comentario aquí. Para entenderlo en un contexto mejor, se requiere leer la Carta Abierta al Padre Pfeifer que se puede encontrar aquí .

El tema delicado sobre el Communicatio in sacris fue abordado en la Carta Abierta y nunca recibió ninguna respuesta hasta hoy.  Estoy convencido que no es un asunto que nosotros tradicionalistas podemos ignorar. Hay un grave error que se encuentra y aún si se apoye al Padre Pfeiffer o no, después de entenderlo eso, si se escoge deliberadamente a apoyarle al error, yo públicamente estoy cuestionando su creencia en la Fe Católica y sugiriendo simplemente que es mas importante apoyar al P. Pfeiffer que ser leal a la Iglesia fundada por Cristo para tales personas.

Hecho: La FSPX celebra sin excepciones el rito Tridentino del año 1962 de la Santa Misa.   

Hecho: La communicatio in sacris es un pecado que además es un delito canónico. Para que exista el delito canónico de communio in sacris, la ley canónica exige ciertos requisitos precisos. Uno de estos requisitos es que el rito sea "acatólico". Este requisito es sine qua nonLa misa tridentina no es un rito acatólico. Entonces, nunca se puede cometer el delito de communio in sacris asistiendo a una verdadera misa tridentina.  


Hecho:  La "Enciclopedia Católica", dice: "Communicatio in sacris, es decir, la participación activa en las funciones religiosas no católicas ...".
www.catholic.org/encyclopedia/view.php?id=5695
Prümmer, "Manuale Theologiae Moralis", Herder, 1961, T 1, n ° 522 (boock utilizado en la Fraternidad San Pío X) dice: "Communicatio religiosa seu in sacris ... est positiva, quando catholicus tome parte en culto hereticu aut infideli" ("communicatio religiosa seu in sacris ... es positivo, cuando un católico participa en los servicios religiosos heréticos o infieles [culto] ") ...


Hecho: Como fue citado en la Carta Abierta, P. Pfeiffer ha afirmado públicamente que asistir a cualquier misa de la Fraternidad es un pecado-delito de Communicatio in sacris.  Esta grabación es publica y cualquier persona puede encontrarla en los varios sitios que la han subido y han tratado obligar la consciencia de los feligreses con ese error. Porque este error fue anunciado públicamente, solo es correcto pedir que el P. Pfeiffer renuncie públicamente este error, debido a los efectos devastadores al bien común.  Hasta hoy, no lo ha hecho.

Conclusion: Uno puede concluir bien que el P. Pfeiffer no entiende el término Communicatio in sacris o que a propósito está siendo engañoso. La única otra opción que se puede concluir es que el no cree que el rito Tridentino del misal de 1962 es un rito válidamente católico y yo no creo que esta es la situación. Porque sus palabras son públicas y el error existe, el está obligado retirarlo bajo pena de pecado grave si el entiende el peligro y daño que ha causado a la salvación de las almas.  Si el lector ha entendido lo que significa y mantiene esta posición, también tiene la obligación de retirarla la posición que fue propagada por un cura que obliga este tipo de error a los fieles católicos.

Pensamientos y opiniones adversos son bienvenidos pero sugiero cordialmente que antes de adicionar un comentario lean las respuestas adicionadas a la Carta Abierta de un sacerdote de la resistencia. 

Muchas gracias.

Michael Fuller
Brasil