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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Rebelião de Shimabara e Amakusa:Os últimos samurais cristãos


Estátuas budistas de Jizō, o "bosatsu de misericórdia", decapitadas pelos samurais cristãos.



Momentos antes de partir para a batalha, um samurai se ajoelha diante de uma cruz e reza, pedindo proteção a Deus. A seguir, ele se junta a uma milícia cujo estandarte é uma bandeira que retrata dois anjos e o cálice sagrado. No alto do tecido branco, lê-se a inscrição “Louvado seja o Santíssimo Sacramento”. Pode parecer surreal, mas cenas como essas aconteceram em pleno Japão feudal. A rebelião de Shimabara, iniciada em 1637 e sufocada pelas tropas do governo no ano seguinte, envolveu quase 40 mil japoneses. Muitos deles eram católicos e se opunham à proibição do cristianismo no país. Depois que os "rebeldes" foram massacrados, cristãos e estrangeiros foram perseguidos sem trégua e expulsos do Japão.

A rebelião deve seu nome à cidade de Shimabara, localizada na ilha de Kyushu, ao sul do país. A região passou a ser vista pelo governo como uma ameaça à unidade do Japão devido a sua grande população católica. A religião era uma influência direta dos portugueses, cujo primeiro contato com os japoneses tinha sido justamente em Kyushu, onde aportaram em 1543, na cidade de Tanegashima. E o porto de Nagasaki, na parte oeste da mesma ilha, foi a principal porta de entrada de embarcações vindas de Portugal entre os séculos 16 e 17.

Apelidados de nanban-jin (a tradução literal é “bárbaros do sul”), os portugueses logo tomaram conta das ruas de Nagasaki. Senhores feudais de Kyushu tornaram-se cristãos para ganhar a simpatia do povo e dos comerciantes estrangeiros. Em princípio, isso não afetava o poder central. Oda Nobunaga, que governou o Japão de 1567 a 1582, chegou até a incentivar o trabalho dos jesuítas para enfraquecer a influência dos monges budistas (com quem disputava poder político).

Mas...a pregação da necessidade de ser batizado e ser membro da unica Igreja de Cristo começou a bater de frente com a hierarquia imposta pelo xogum – desde o século 12, esse era o nome da autoridade que detinha o poder militar, executivo e judiciário no Japão. Em 1603, o xogum Ieyasu Tokugawa havia tomado o poder no país, unificando à força as várias partes do território, controladas por diferentes senhores feudais. Preocupado com a ascensão da religião trazida pelos portugueses, Ieyasu levou seu filho e sucessor, Hidetada, a proibir o cristianismo em 1614. Naquela época, já havia cerca de 300 mil japoneses convertidos.

A proibição, entretanto, foi ignorada. Contrariado, Hidetada mandou executar quatro missionários estrangeiros em 1617, no primeiro ato contra cristãos no Japão. Pouco depois, em 1622, começaram os massacres. Naquele ano, 22 cristãos foram queimados e 30, decapitados. Dois anos depois, a população de Nagasaki já tinha caído de 50 mil para 30 mil habitantes devido às perseguições. Mas os executados tornavam-se mártires e a repressão teve efeito contrário ao pretendido pelas autoridades: a fé dos camponeses só aumentava.

Em Shimabara os conflitos se acentuaram em 1630, quando Shigeharu Matsukura tornou-se o senhor feudal que controlava a cidade. Sua fama era de repressor: ele ordenava aos soldados que ateassem fogo a cristãos vestidos de casacos de palha de arroz. Além disso, implantou um imposto que cobrava dos lavradores 80% do produzido. Esse foi o estopim da rebelião de Shimabara. “Os lavradores passavam fome, havia muita pobreza”, diz Koichi Mori, especialista em cultura japonesa da Universidade de São Paulo. “A população havia sobrevivido a calamidades naturais como seca, má safra e terremotos.”

Amakusa Shirō (天草 四郎), foi um ronin japones. Shiro, com apenas dezesseis anos, torna-se líder da Rebelião Shimabara, escolhido entre os outros quatro ronin que participaram da insurreição, por uma profecia atribuída a São Francisco Xavier, encontrada no texto deixado por um missionário jesuíta, expulso do Japão vinte e cinco anos antes, e contida em uma poesia onde se dizia que chegaria um rapaz "ame no tsukai" (em português "enviado do céu") que teria evangelizado o Japão.


Estátua de Amakusa Shiro no castelo Hara

Da escolha do líder até o fim de 1637, vários levantes ocorreram. Camponeses atearam fogo a casas, destruíram templos budistas e agrediram oficiais do governo. Em 5 de dezembro, Shiro Amakusa e os 'rebeldes' invadiram o castelo abandonado de Hara, a 32 quilômetros de Shimabara. O local foi escolhido porque ficava em um cume e era cercado por fossos de água, o que facilitava o isolamento e a defesa.

Vários livros de história descrevem que, em momentos de desespero, os camponeses se apoiavam na fé, levantando cruzes e bandeiras brancas. Para adquirir coragem, rezavam e gritavam os nomes de Jesus Cristo e da Virgem Maria. Em uma escavação arqueológica na fortaleza, iniciada em 1992 com o patrocínio da prefeitura de Nagasaki, foram encontradas imagens de bronze de Jesus, Maria e São Francisco Xavier, além de cruzes e rosários.

Dos 37 mil "rebeldes" que se reuniram em Shimabara, quase metade eram mulheres e crianças. Entre os cerca de 20 mil homens, uma pequena parte eram ronins (como eram chamados os samurais desempregados, que não estavam servindo a nenhum senhor). Era considerado como um grande ato de penitencia ser ronin. 

Tomando conhecimento da revolta, o xogunato enviou tropas do Daimiô Itakura Shigemasa que, para tentar deter a revolta, aprisionou e torturou a mãe e as irmãs de Shiro, o qual decide entrincheirar-se dentro do castelo de Hara e combater o Daimiô com a ajuda dos camponeses católicos que o seguiam. No castelo se encontravam mais de 37.000 pessoas, sendo que cerca da metade era composta por esposas e filhos dos “soldados” que defenderam o castelo com armas leves, contra um exército regular composto por mais de 125.000 soldados comandados por Itakura Shigemasa e por Matsudaira Nobutsuna, este último, homem de confiança do xogum Iemitsu,[1] veio a substituir o primeiro depois de sua morte, que se deu durante um confronto com os insurretos. Shiro conseguiu defender-se por muito tempo, derrotando os adversários, inclusive conseguindo a morte de Itakura Shigemasa. Matsudaira Nobutsuna, sucendendo Itakura Shigemasa, decidiu aproveitar-se de seus aliados holandeses, fazendo-os destruir, com suas embarcações, os muros do castelo e em fim ensejando uma batalha final, onde Matsudaira Nobutsuna conseguiu derrotar os insurretos liderados por Shiro, visto que esses estavam cansados, com fome e sem munição. Amakusa e todos aqueles que estavam no castelo, incluidos as mulheres e crianças, foram decaptados. A cabeça do jovem ronin ficou exposta, sobre uma estaca, em Nagasaki como advertência aos "rebeldes" católicos.

Após a Rebelião Shimabara de 1637-1638, a repressão oficial de práticas cristãs foi combinada com uma política de isolamento nacional que durou mais de dois séculos. Com o advento das potências ocidentais e reabertura do Japão na década de 1850 e as reformas da Restauração Meiji, a atividade missionária foi renovada e um número de cristãos ocultos ressurgiu. Oura Catedral de 1864 é a primeira das igrejas construídas nos anos subsequentes

Em 1863, dois padres da Sociedade para as Missões Estrangeiras de Paris, os padres Louis Furet e Bernard Petitjean, chegaram a Nagasaki com a intenção de construir uma igreja em honra aos Vinte e Seis Mártires do Japão, nove padres europeus e dezassete cristãos japoneses foram crucificados em 1597, por ordem de Toyotomi Hideyoshi. A igreja foi terminada em 1864

Em 17 de março de 1865, logo depois da finalização da catedral original, Ôura Catedral, o padre Bernard Petitjean viu um grupo de pessoas em pé na frente da catedral, que pediram-lhe para abrir as portas. Enquanto o padre se ajoelhava no altar, uma idosa do grupo aproximou-se dele e disse: "Nós temos o mesmo sentimento em nossos corações como tu. Onde está a estátua da Virgem Maria?" Pe. Petitjean descobriu que essas pessoas eram da aldeia vizinha de Urakami e que eram Kakure Kirishitans (cristãos escondidos), descendentes dos primeiros cristãos japoneses que passaram a se esconder após a Rebelião de Shimabara na década de 1630. Uma estátua branca de mármore da Virgem Maria foi importada da França e erguida na igreja para comemorar este evento. O revelo de bronze no pátio da igreja mostra a cena memorável da descoberta. Em pouco tempo, dezenas de milhares de cristãos clandestinos por fim deixaram de ser esconder na área de Nagasaki. As notícias deste acontecimento chegaram ao Beato Papa Pio IX, que declarou isto como "o milagre do Oriente."

Catedral Ôura em Nagasaki.


Christus Vincit, Christus Regnat, Christus Imperat!

Algumas partes foram extraídas de guiadoestudante e wikipedia com modificações do texto original.



quinta-feira, 23 de abril de 2015

A Sagração Episcopal sem Mandato Pontifício

Tradição Católica excomungada?


Foram Dom Antônio de Castro Mayer e Mons. Marcel Lefebvre excomungados por sagrar bispos em 1988 sem a aprovação de Roma?  Seria essa situação a mesma de Dom Williamson e Dom Faure?


Os culpadores de "cisma" e de ser "excomungados" sempre citam o Código do Direito Canônico cânon 1382 por abuso de poderes episcopais e por sagrar bispos sem um mandato pontifical, e que esta excomunhão seria automaticamente (latae sentenciae). Segunda essas pessoas, com citar um cânon só, o Dom Antônio de Castro Mayer e Mons. Lefebvre morreram excomungados e os bispos atuais que continuam na postura destes bispos, Dom Williamson e Dom Faure, também são excomungados latae sentenciae (ipso facto)... também automaticamente. A excomunhão destes bispos não foi valida e não existe a possibilidade de ter  dúvida sobre isso segunda o Direito Canônico.  

Por que é importante defender estes bispos?

Vale a pena considerar que antes destes bispos, não tinha bispos no mundo celebrando a Missa Tridentina com a permissão de Roma nem defendendo a Santa Tradição da Igreja.  Muitas vezes, os defensores da Missa tradicional com permissão das dioceses esquecem isso e até começam atacar os bispos com acusações e calunias de estar fora da Igreja.  Se não fosse pelas ações deste grandes bispos, não teria Missa Tridentina hoje em dia nem existiria o Motu Proprio de Bento XVI porque foi promulgado para aliviar a situação dos bispos da FSSPX sagrados por Dom Antônio e Mons. Lefebvre, não existiria a Administração Apostólica (só leia a historia deles!), não teria a Fraternidade São Pedro quem começou como sacerdotes ordenados sem permissão de Roma e receberem um acordo com as sagrações de 1988, e não existiria o grupo Ecclesia Dei (todos os padres que celebram a Missa Tridentina)  tudo sendo um resultado da obra de Dom Antônio e Mons. Lefebvre.  Quem entende isso muito bem está bem agradecido pelas ações corajosas destes bispos de qualquer grupo que seja.  Quem lê sobre o assunto já está sabendo disso, e tudo isso é importante como vou mostrar. 


E por que não é válida a excomunhão?
Agora, a excomunhão do que os culpadores afirmam por abuso de poderes episcopais (cânon 1382), não foi incorrida, e não deixa a existência de dúvida, porque:


1) Uma pessoa que viola uma lei em caso de necessidade * não está sujeita a uma penalidade (1983 Código do Direito Canônico, cânon 1323, § 4º), mesmo que não existe um estado de necessidade: [1]

  • Se um pessoa não está errada sobre a existência do caso de necessidade, ela não iria incorrer a pena (cânon 1323, 70),
  • e se uma pessoa culposamente achasse que haveria um estado de necessidade, ela ainda não incorreria em penalidades automáticas [2] (cânon 1324, § 3º; § 1º, 80).
2)   Uma pena nunca é efetuada sem cometer um pecado mortal subjetivamente (cânones 1321 § 1, 1323 70). Agora, o Arcebispo Lefebvre e Dom Antônio e Dom Williamson e Dom Faure  deixarem muito claro que tinham o dever da consciência de fazer o que poderiam fazer para dar continuidade ao sacerdócio católico e que eles estavam obedecendo a Deus com realizar essas sagrações (Cf. Sermão 30 de junho de 1988 e Arcebispo Lefebvre e Sermão de Mons. Williamson de 19 de março). Por isso, mesmo que eles estivessem errados, não haveria nenhum pecado subjetivamente. 

3)  Ainda mais importante, a lei positiva está ao serviço da lei natural e eterna e direito eclesiástico está ao serviço da lei divina. Nenhum "autoridade", pode forçar um bispo a se comprometer com o seu ensinamento da fé católica ou administração dos sacramentos católicos.  Nenhuma "lei", pode forçá-lo a cooperar na destruição da Igreja. Com Roma
Dom Faure na sagração episcopal de 2015, No Brasil.
agindo contra a Tradição Católica, o arcebispo Lefebvre, Dom Antônio, Dom Williamson e Dom Faure  tiveram que fazer o que podiam fazer com poderes episcopais dados por Deus para garantir a preservação da Tradição Católica. Aquilo eram seus deveres como bispos.


A lei existe para a preservação da Igreja Católica.  O concepto da lei segunda o Santo Tomás Aquino é o que promove o bem comum.  O que não promove o bem comum não pode ser uma lei legitima.  Deus não vai permitir que a Igreja esteja proibida de continuar por causa de um simples cânon do Direito Canônico e por isso, grandes advogados do Direito Canônico como Pe. Hesse (ordenado na Basílica de São Pedro e assistente de Cardeal Stickler) tem apoiado a Fraternidade São Pio X publicamente.  Além disso que se encontra no Direito Canônico, a Summa Teologica, e vários tratos sobre a Teologia Moral, também vem da Santa Tradição até as escrituras de Santo Agostinho de Hipona: "Necessitas non habet legem"  (A necessidade não tem lei) Aforismo de Santo Agostinho que indica a cessação da lei diante da necessidade.  



Sagrado sem permissão de Roma, Dom Rangel.
Para Resumir:

a) Em relação a um verdadeiro estado de necessidade, nenhuma penalidade atinge os bispos de uma sagração episcopal sem mandato pontifical nas circunstâncias descritas (cânon 1324, 4).

b) Mesmo que o estado de necessidade não existir objetivamente, os bispos não estariam sujeitos à punição porque considerarem subjetivamente, sem culpa da sua parte, que este estado de necessidade existiu (cânon 1323, 7).

c) Mesmo que a suposição da existência de um estado de necessidade era culpado, não haveria, no entanto, o tae pena sententiae e de forma alguma excomunhão (cânon 1324 § 1,8ª e § 3).

Conclusão

A declaração ouvida muitas vezes, que a sagração de um ou vários bispos sem mandato papal implicaria automaticamente a excomunhão e, consequentemente, levaria a cisma é falsa. Nos termos da lei, nestes casos em particular, não pode haver a excomunhão, nem por latae sententiae nem por sentencia judicial. (consagración episcopal)


Dom Antônio nas sagrações de 1988, Ecône.


Dom Antônio De Castro Mayer

No seu leito de morte, Dom Antônio de Castro Mayer se recusou a assinar a chamada "fórmula da reconciliação" (o que incluiu uma admissão de que a excomunhão foi realmente efetuada e que nenhuma situação de necessidade existia em 1988) proposta por delegados do Vaticano no seu leito de morte. Ele morreu de insuficiência respiratória em Campos, 25 de Abril de 1991.  Segunda todos que aceitam como válida a excomunhão dele, ele morreu fora da Igreja Católica onde não há salvação, porém isso não é a verdade como temos demostrado!  Que Dom Antônio seja nossa inspiração para continuar na luta contra o modernismo na Igreja!





* O estado de necessidade, como é explicado por juristas, é um estado em que os bens necessários para a vida natural ou sobrenatural estão ameaçados tanto que uma pessoa é moralmente obrigada a quebrar a lei, a fim de salvá-los. "(Is Tradition Excommunicated? P 26).       


    

quarta-feira, 15 de abril de 2015

President of Guatemala declares Christ King_English-espa


 
The President of Guatemala, Otto Pérez Molina, declared Jesus Christ Lord of the nation this thursday during the first National Breakfast Prayer.


"Today we name Jesus Christ Lord of Guatemala and we declare in his name that each one of our generations will live in a prosperous Guatemala."


El Presidente de Guatemala, Otto Pérez Molina, declaró a Jesucristo como el Señor de la nación
este jueves durante el primer Desayuno Nacional de Oración.

Hoy nombramos a Jesucristo como Señor de Guatemala y declaramos en su nombre que cada una de nuestras generaciones vivirá en una Guatemala Próspera”, declaró
el Mandatario.

El Presidente de Guatemala, Otto Pérez Molina, declaró a Jesucristo como el Señor de la nación este jueves durante el primer Desayuno Nacional de Oración.

“Hoy nombramos a Jesucristo como Señor de Guatemala y declaramos en su nombre que cada una de nuestras generaciones vivirá en una Guatemala Próspera”, declaró el Mandatario.

Pérez Molina también reflexionó sobre la dependencia que tiene de Dios. “En la mañana cuando miro el primer reporte de cuantos guatemaltecos murieron el día anterior a causa de la violencia es duro. En esos momentos lo que da la fortaleza es precisamente que todo lo puedo en Cristo que me fortalece”, añadió Pérez Molina.

Además del Mandatario estuvieron presentes el Presidente del Congreso Nacional de la República, Pedro Muadi, y el Presidente de la Corte de Constitucionalidad, Héctor Pérez Aguilera.

“Estar en la Presidencia es una bendición que Dios me ha dado y yo no puedo desaprovechar esa bendición porque Dios quiere que esté allí”, dijo el Presidente.

El evento realizado en el Hotel Vista Real contó con la presencia de los congresistas estadounidenses Robert Aderholt, y Randy Hultgren, ambos del partido republicano.

Aderholt, congresista por el estado de Alabama, recordó la forma en que se inicio el Desayuno Nacional de Oración en Estados Unidos en 1953. En esa ocasión participó el entonces presidente Dwight Eisenhower.

“Guatemala será luz para las naciones. Debemos identificar puentes entre etnias y culturas. Desde que iniciamos con Guatemala Próspera, hace 10 años, hemos querido unir líderes. Estamos soñando con una transformación social, vemos una generación de cambio”, manifestó Carlos Sandoval, Vicepresidente Guatemala Próspera, entidad que organizó el Desayuno Nacional de Oración.


Fuente: http://www.buenasnuevaspr.com/2013/08/presidente-de-guatemala-declara.html?m=1

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Rádio Sujidade e suas obsessões

                                                         Rádio Sujidade e suas obsessões.


O Padre Ceriani, anteriormente com a Fraternidade São Pio X, está publicado regularmente por um blog, Rádio Cristiandad. Neste blog o padre ataca freqüentemente a resistência e com especial fervor Dom Williamson. Para mim como um fiel resistindo modernismo na Igreja desde minha infância, é interessante que o padre Ceriani, pelos últimos dois anos mais ou menos, não pode achar uma coisa mais importante para discutir que Dom Williamson. Parece que o padre tem uma obsessão com Dom Williamson e fica só pensando em ele dia trás dia, noite trás noite. Eu tinha recebido as atualizações de Rádio Suciedad desde 2012 pela recomendação de um padre mexicano da Fraternidade antes do que eles se tornaram aficionados de sedevacantismo. Pelo último ano e tanto o tema a maioria das vezes é "mais acusações contra a falsa resistência e Dom Williamson" ou "temos emergências de dinheiro e precisamos ajuda".

Estes sem vergonhas utilizam seu blog só para atacar sacerdotes e católicos ou pedir dinheiro? E porque será que estes caras precisam tanto dinheiro para moderar seu blog? Que classe de leigos utilizem um blog para pedir dinheiro? Por favor entendem que não estou debochando da sua situação econômica, também abraço a pobreza. Só que me interessa em saber porque freqüentemente é o mesmo tema. Até pelo facebook [uma parente] do administrador do blog me pediu dinheiro. Pedir dinheiro e atacar fiéis católicos.....coisas que eles tem em comum com os shriners e evangélicos.

Agora bem, o argumento de Pe. Ceriani, em que consiste? Me atrevo dizer que Pe. Ceriani tem uns bons argumentos muitas vezes e concordo com ele em alguns assuntos. Mas agora está atacando o blog Non Possumus de novo porque eles apóiam a resistência e por nenhuma outra razão que isso. O ataque do ontem dia 13 de agosto me convence do fato que o Pe Ceriani está com problemas piores que os problemas financeiros. Ele cita várias postagens de Non Possumus por não concordar com Dom Fellay e suas contradições quanto aos judeus. As vezes Dom Fellay diz que os judeus são os inimigos da Igreja e outras vezes ele diz que são nossos irmãos maiores. E Non Possumus não concorda. Também não concordo. Qualquer pessoa com meio de um cérebro não concordará com contradições deste tipo. E isso sem falar de Pe Bouchacourt e sua entrevista escandalosa com o periódico popular de Argentina. Mas em vez de afirmar que sim é certo que estas contradições das autoridades da Fraternidade são preocupantes, o Pe Ceriani [quem pretende ser um dos únicos verdadeiros "resistentes"] ataca eles por não concordar e cita Dom Williamson do último comentário Eleison afirmando que anti-semitismo e um mau.

Sério! O Pe. Ceriani disse que se não concordamos com os escândalos das autoridades da Fraternidade quanto aos judeus então não devemos concordar com Dom Williamson e sua condenação de anti-semitismo. O Pe. Ceriani confunde o tema de antisemitismo com a nova atitude da Fraternidade e os judeus. Confunde bastante o criticismo da teocracia do Holocausto e o anti-semitismo. Bem, Pe. Ceriani é inteligente e acredito que realmente ele sabe que a Fraternidade nunca tinha aprovado uma posição "racista" sobre os judeus. Estamos em contra a religião judaica e não a raça. Mas do jeito de um mentiroso, nos quer dizer que se aceitarmos a posição de Dom Williamson sobre os judeus então temos que aceitar a posição de Dom Fellay sobre os judeus. Os modernistas agora devem ficar muito contentes com Pe Ceriani e Rádio Suciedad. Logo nos vai dizer que também devemos aceitar o Concílio se Dom Fellay aceitar?

Mas somos nos os hipócritas. E tem pessoas que ainda tomam sérios Pe Ceriani e Rádio Suciedad. O imponente é a pessoa que acredita nessas bagunças e doa dinheiro a estes enganosos. 

Dom Williamson, defensor da Verdade! Primeiro falar sobre o papado atual.

Dom Williamson, defensor da Verdade! 


Muitas pessoas acreditam que Pe Kramer foi o primeiro e único para falar sobre a possibilidade de Bento ter sido coagido a renunciar o papado e que isso tivesse resultado em que a renuncia não foi válida. Mas poucas pessoas sabem que Sua Excelência Dom Richard Williamson falou sobre o assunto muito antes do Pe Kramer. De fato foi em Setembro de 2013 que ele disse o seguinte: 
 
"Desde João XXIII os papas se mostram tanto como não-católicos que muitos católicos, católicos sérios, têm dúvidas se de fato são papas válidos. E um fiel pode muito bem questionar se Francisco é verdadeiramente Papa, pois que tanto no antigo Código de Direito Canônico quanto no novo consta redigido que na ocasião de uma abdicação papal sob pressão externa, não pode ela ser tida como válida. É bem possível que Bento XVI tenha renunciado sob pressão. E é também possível que tenha sido pressionado a renunciar pelos mesmos globalistas e dominadores ocultos que arquitetam a Nova Ordem Mundial e a querem engatilhá-la. E o Papa Ratzinger ainda foi bastante católico; não importa o que se possa dizer sobre Ratzinger, ele ainda preservara uma boa parte da fé católica, o que fez com que ele fosse afeito à Fraternidade, por exemplo... e ele estava colocando obstáculos ao avanço da Nova Ordem Mundial, porque o adversário da Nova Ordem Mundial É a verdadeira Igreja Católica.....

Foi ainda bastante católico, e é bem provável que foi coagido a renunciar..."[1]


Agora bem, é importante lembrar que de novo quando Dom Williamson chegou ao Brasil recentemente ele falou numa palestra que não pode afirmar nada. "Rezamos pelo papa seja Bento, Francisco, ou um papa que ainda vai chegar." [2]

Também é importante lembrar que Dom Tissier nos afirmou que Ratzinger escreveu um livro cheio de heresias alem de ser suspeito de heresia.[3] É importante lembrar também que isso foi muito tempo atras. Neste crise, tem uma esperança que o papa "vai converter" e a crise vai acabar e todos vamos ficar felizes etc etc. Seria bom mas não me parece tão simples assim. "Os inimigos de Cristo estão firmisemente estabelecidos no Vaticano."[4] Mas se Bento converteu era para ele morrer um martírio em vez de renunciar o papado? Pode ser mas isso não nos pode revelar se ele converteu ou não. Digo "converter" porque é obvio que a heresia material existia, como podem ler no seu livro. Se tenha problemas entendendo os términos herege formal e herege material por favor referem-se à postagem da tradução de Pe Hesse. [5]   


Que este crise na Igreja termine logo e realize a restauração da fé na terra! Instaurare Omnia In Christo! 






notas







segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Uma Conversão com Pe Hesse, S.T.D., J.C.D. (dezembro 1997) Parte 1


Uma conversão com Pe. Hesse sobre a Tradição, S.T.D., J.C.D. (dezembro 1997)
Parte 1



Entrevistador: Pe. Hesse, eu ouço muitas perguntas sobre o senhor, muitas pessoas acham que o senhor esta fazendo muita controvérsia, que o que está fazendo o senhor não vai ajudar a unidade na Igreja.....  

Pe. Hesse: kkkkkkkk

En: O senhor é novo aqui nos estados unidos.

Pe. Hesse: Sim.

En: Quais são suas credenciais? De onde vem o senhor e como chegou ser sacerdote?

PH: Bem. Eu fui a Roma em 1976 para preparar-me para o sacerdócio e é claro que foram os dias “gloriosos” do Novus Ordo e a Igreja pos-conciliar e o espirito do Concilio que me engolfou a mim também, assim que por um tempo eu acreditava que o Concilio foi bom e que o Novus Ordo foi bom. Então em 1981 eu fui ordenado um sacerdote na Basílica de São Pedro e por isso uso estas roupas que é um privilegio antigo dado à Basílica. E um pouco depois da minha ordenação me dei conta que o Novus Ordo não é uma coisa que agradece ao Cristo em ambos os aspetos do contento e os costumes, mas falamos mais sobre isso depois. Em 1983 eu consegui minha licenciatura em teologia na Universidade Pontifical de São Tomás de Aquino em Roma e depois um doutorado assim que minhas credenciais são estas: tenho um doutorado em teologia, doutorado papal em teologia da Universidade de São Tomás de Aquino. Eu sou um candidato do doutorado do direito canônico da mesma universidade e nos dois assuntos tenho uma licenciatura de bacharel em humanidade e um bacharel em filosofia e são as credenciais e ainda assim devo dizer que é a verdade que eu tenho um doutorado e meio, ou dependendo do país, dois doutorados e estes doutorados vêm de uma igreja novus ordo e uma universidade da Igreja conciliar e devo dizer que quase 2/3 ou 3/4 desta teologia eu tinha que estudar de novo na casa por que na universidade eles nos estão ensinando todos os teólogos que atribuíram ao Concilio Vaticano II, Schillebeeckx, Schedeu, De Lubac, quem se tornou um cardeal, Rahner e todos os demais. E pode ser por isso que me acham “um problema” por que quando Nosso Senhor falou iota unum estava dizendo que nem uma palavra só pode ser tirada das suas palavras e falou que suas palavras vão ser eternas. “O céu pode desparecer, a terra pode desaparecer mas minhas palavras vão permanecer.” Isso significa que a verdade é imutável. São Vicente de Lerins esta citado pelo Primeiro Concilio Vaticano que foi, sem dúvida, um dos Concílios mais lindos e mais importantes na historia da Igreja. E São Vicente de Lerins esta citado dizendo que existe um progresso na tradição no sentido que o entendimento é profundado mas eodem sensu eademque sententia. Sempre no mesmo sentido e julgamento... sentencia é julgamento. Isso significa que a verdade não pode mudar. Se alguém falar com vocês dizendo que a verdade muda segundo os tempos, essa pessoa já não seria católica. E desafortunadamente isso é a situação agora com o papa, e os cardeais e a maioria dos bispos. Essa é a razão por que eu sou “um problema”.

EN: O senhor diz que eles não são católicos?

PH: Materialmente não são católicos! Mas tenha cuidado com as distinções. Heresia material, cisma material ,significa que a a coisa existe mas não é declarada e não é desejada. Se o papa dizer, e de fato diz, se ele falar que concordando com a tradição, eu falo que o espirito de Cristo não evita de dar salvação os atos das igrejas protestantes (estou citando Catechesi Tradendae numero 32 da versão inglês) se ele dizer que “com acordo da tradição eu falo” então ele é errado simplesmente e professando heresia mas sem querer por que ele diz “com acordo da tradição”. Se ele falar que não importa o que o Concilio de Florença disse, que não importa o que o Papa Eugenio IV disse, e que ele está dizendo outra coisa então ele já não seria papa. Isso é a opinião comuna entre os advogados do direito canônico e os  teólogos. Se o papa professar heresia formal, isso significa declarada como tal, não negável...mas ele não o faz. Contradiz-se e só isso. E se eu falar desde o púlpito que “eeh claro Cristo não tem problema com salvar os protestantes”, eu estaria professando heresia. Mas se eu falar que não importa o que os papas tinham falado, que não importa o que os concílios tinham afirmado e que Cristo vai salvar os protestantes então eu estaria professando heresia formal e eu seria um herege objetivamente e formalmente. Mas se eu falar um erro e repetir este erro eu não seria um herege formal. A heresia existe mas é sem querer. Agora com o conceito atual, é por isso que digo, com o conceito atual da tradição, uma pessoa não deve estar surpreendida que recebessem estas declarações estranhas porque O Segundo Concilio Vaticano diz em Dei Verbum que a tradição conhece o progresso e este progresso acontece pelos estudos dos crentes e suas experiências. Isso é heresia: O progresso da verdade acontece com o povo estudando a Biblia, estudando a fe, e suas experiência religiosas. É heresia isso.

EN: Então por isso a dogma do passado e ensinado pela Igreja não é importante?

PH: Para eles parece que sim mas o que o Concilio [Vaticano 1] afirma que é um erro no sentido do sensus fidelium. O sensus fidelium sempre foi descrevido até também por São Agostinho como o sentido de crer o que todos os povos de todos os tempos tinham credo. Por exemplo se o senhor dizer a um católico que nunca tinha estudado a teologia que Deus é 4 pessoas ele falaria “como??” Não aceitaria isso e isso sem ter estudado teologia. Não tinha estudado o conceito do Padre, o Filio, e o Espirito Santo todos sendo Um, mesmo que sabemos é Um e o mesmo, mas não tinha estudado e não seria capaz de prover academicamente que isso não é certo, mas no mesmo tempo ele sabe que Deus é Um e três no mesmo tempo. Três em Um e Um em três. Não entende e não pode explicar isso cientificamente mas é o sensus fidelium. O sentido que os fiéis tem sobre a verdade. E isso não é uma decisão da maioria. Algumas pessoas hoje me acusam de dizer coisas que estão em contra da maioria vasta dos bispos, a maioria vasta dos clérigos e a maioria vasta do povo. Eu só posso dizer ok isso é só uma geração. O sensus fidelium é por todos os povos por 2 mil anos e por todos os católicos obviamente. Por que um budista não pode ter o sensus fidelium? Ele não pode ter esse sentido natal para a verdade no sentido que os católicos tem porque ele não sabe bastante para cultivar este sentido. O que o Concilio tenta fazer é estender a significação do sensus fidelium como se fosse uma decisão da maioria ou que o povo meditando a verdade nos seus corações chega à verdade como uma revelação interior. A Igreja sempre tinha rejeitado isso. A Igreja sempre tinha afirmado que se uma pessoa não ficar com a verdade definida, se não ficar com o ensinamento da Igreja, o ensinamento ordinário e extraordinário então não seria católica. Essa pessoa deixa de ser católico. 

En: Padre, sobre a Bíblia, a Igreja já tinha definido o que é a interpretação autentica da Bíblia.

PH: Sim.

EN: E ainda assim hoje tem católicos que estudam a Bíblia para tentar entender o que realmente quer dizer a Bíblia.

PH: Isso é muito equivocado porque sabemos que quer dizer a Bíblia quanto a explicação da Igreja e como os papas já tinham explicado. Os papas nos tinham revelado muitas coisas sobre as significações da Bíblia. Os papas estudaram a Bíblia e mandaram outros para estudar a Bíblia. Os papas pediram aos teólogos competentes para estudar a Bíblia e aprovaram sues entendimentos. Mas isso é um erro protestante para pensar que se acha a verdade só na Bíblia. É a Sola Scriptura de Martin Lutero. A doutrina sobre a Bíblia só de Martin Lutero. A Igreja Católica não tem isso. A definição de tradição da Igreja Católica pode achar no Concilio de Trento e o outro documento já citado do Concilio Vaticano 1, De Filius, o Concilio define como um dogma da fé, que as duas fontes da fé são a tradição escrita e a tradição não escrita. A tradição escrita sendo a Bíblia e todos os livros da Bíblia. E a tradição não escrita sendo o que os apostoles ouviram da boca de Cristo mesmo e depois transmitiram a seus sucessores e os fiéis. Assim que para dar um exemplo de ambos, a tradição escrita é exatamente o que vários concílios expressaram, sem contradizer os outros, tinham definido de serem os livros da Bíblia, os livros do antigo testamento e o novo testamento. E a tradição não escrita, como um dos melhores exemplos, é a assunção de Nossa Senhora. Precisava 1950 anos até a Igreja na voz de Pio XII para definir a assunção de Nossa Senhora, corpo e alma, direitamente ao céu como um dogma mas a Igreja sempre tinha acreditado isso de todos os modos. O dogma só esclareceu os términos mas a Igreja sempre tinha acreditado isso. Os apóstolos foram testemunhas disso. Os apóstolos encontraram a tumba dela vazia. Então eles transmitiram o que eles viram. E essa é a tradição não escrita da Igreja e não pode mudar porque foi finalizada com a morte do ultimo apóstolo. Então o problema completo de hoje, eu acho, que a raiz do problema é um conceito errado de tradição. Para dizer que a tradição é algo que pode mudar, algo que pode crescer com os estudos do povo, com os entendimentos que o povo tem, não é certo. A tradição é completa. A tradição é una e completa. A unica coisa que os papas podem fazer é ir mais profundo ao entendimento da tradição por definir em términos que ainda não foram esclarecidos. E a raiz deste problema se pode achar no documento famoso Ecclesia Dei onde em número 4 o papa acusa o arcebispo Lefebvre e seus seguidores de um concepto errado da tradição. Por enquanto que Mons. Lefebvre e seus seguidores não fizeram nada mais que citar o Concílio de Trento e O Primeiro Concílio Vaticano sobre tradição. E se o senhor ler, que é algo que eu fiz, se ler todos as homilias e todas as palestras que Mons. Lefebvre deu, sempre vai achar o mesmo concepto da tradição e é exatamente o concepto da tradição que achamos no Primeiro Concílio Vaticano. E então o papa diz "não isso é errado." Isso significa que o papa está afirmando doutrinas novas? Sim ele fez. No mesmo documento de Ecclesia Dei ele menciona os novos aspetos da doutrina e que algumas pessoas não concordam com esse novo ensinamento do Concílio Vaticano 2 porque alguns aspetos deste ensinamento são novos. E no Primeiro Concílio Vaticano o Papa Pio IX definiu solenemente na constituição dogmática Pastor Aeternus de Ecclesia Christi o dia 18 de julio 1870 ele definiu o dogma da infalibilidade do papa. Ele não somente definiu a infalibilidade do papa, ele definiu os limites desta infalibilidade do papa quando ele afirmou que o Espirito Santo não foi prometido aos sucessores de Pedro para proclamar novas doutrinas com sua assistência ou revelação senão é para defender ou aguardar o depositum fidei, o deposito da fé que foi transmitido pelos apóstolos, para aguardar isso de um modo santo e explicar de um modo fiel. De fato o texto em latim disse isso: ut sancta custodierent et fideliter exponenderet; aguardar de um modo santo e explicar de um modo fiel. Então o Espirito Santo não foi prometido ao papa para revelar alguma novidade. Espiritus sanctus non era promissus fuit successoribus Petri ut eo revelante novam doctrinam patefacerent. Não foi dado a eles para revelar uma doutrina nova assim que quando o papa atual em Ecclesia Dei fala sobre os novos aspetos da doutrina ai já vai em contra o quarto capitulo da definição dogmática sobre a infalibilidade papal.

EN: Pe Hesse é certo também que foi declarado numa bula papal que ninguém pode mudar o que a Igreja já tinha afirmado?

PH: Claro. Claro porque isso é simples sentido comum.

EN: Mas existe uma Bula papal onde disse que ninguém pode mudar o que a Igreja tinha proclamado. Não pode tentar eliminar o que declaram os outros concílios?

PH: Claro isso está falando sobre o magistério solene da Igreja, o ensinamento extraordinário. Mas só é sentido comum que o magistério ordinário da Igreja, isso quer dizer ensino obrigatório e não infalível não pode ser contraditório, porque então onde ficaria a assistência do Espirito Santo? Onde estaria o Espirito Santo? Permitiria o Espirito Santo um magistério ordinário, esse "magistério ordinário" entre aspas, que vai em contra o ensinamento dos papas antecedentes e ser obrigatório? Pois então já não estaríamos obrigados pela Verdade. Cristo não falou, "ehhh vou lhes dar um pouco da verdade." Ele falou, "Ergo sum veritas."-Eu sou a Verdade. Assim que quando um católico é fiel à Verdade, ele é fiel diretamente a Cristo. Não só fiel a alguma coisa que Cristo apenas nos deu e que não é parte dele. Mas a Verdade para um católico é idêntica com Cristo mesmo. Isto é importante para entender. A Verdade não pode mudar porque Deus não pode mudar. É impossível para qualquer coisa perfeita mudar. A única coisa perfeita não é uma coisa senão Deus, Padre, Filio, e Espirito Santo. Deus é infinitamente simples. Ele é infinitamente perfeito. E por isso ele não pode mudar porque se Ele mudar seria uma coisa entrando que Ele ainda não tinha realizado ou alguma coisa faltando que Ele antes tinha. Teria um melhoramento e Deus não pode melhorar, não pode mudar. Assim que a Verdade não pode mudar. O momento em que Cristo fala, "Eu sou a Verdade", Ele não estaria falando possivelmente sobre a natureza humana de Cristo. Ele deve estar afirmando isso como a Segunda Pessoa de Deus. Ele disse "Eu sou a Verdade", e Deus é a Verdade. A Verdade não pode mudar e Deus não pode mudar. A Igreja sempre tinha declarado isso. É por isso que eu citei São Vicente de Lerins, que outra vez encontra no documento Dei Filius do Primeiro Concílio Vaticano. Dogma não pode conhecer mudanças, só aprofundamento. Obviamente, a Imaculada Conceição foi uma coisa que precisava esclarecimento, assim que em 1854 o Papa Pio Nono pronunciou a Imaculada Conceição como um dogma solene, quer dizer um ensino extraordinário da Igreja. Mas isso não muda o fato que a Igreja sempre tinha acreditado nisso, ainda que São Tomás de Aquino não acreditava, a Igreja acreditava. O mero ponto que São Tomás de Aquino não acreditava nos demostra que até o teólogo melhor de todos também pode estar errado e sim. Mas a Igreja sempre tinha acreditado nisso. É uma parte da tradição. Os apostoles escutaram isso. Não pode achar isso na Bíblia (com sotaque sulista notável dos protestantes-blog) Não tem tudo na Bíblia. Nos não vivemos segundo esse ditado protestante "só a Bíblia te pode salvar"

EN: E isso me traz ao seguinte: quando eu estou num debate sempre quero usar a Bíblia....

PH: sim.....

EN: E sempre eu cito corintianos onde São Paulo disse que as mulheres na igreja devem escutar aos seus esposos e usar os véus na igreja. E claro eles sempre me respondem que isso foi o costume dos tempos. em qual ponto interpretamos a Bíblia em vez de literalizar a Palavra de Deus dizendo "ahh mas isso não é realmente o que Ele queria dizer? É a Bíblia uma coisa assim que o que Ele disse realmente é literal?

PH: Sim, mas precisa lê-la em contexto.

EN: Por exemplo essa citação onde São Paolo fala às mulheres.....

PH: Mas isso é muito claro e eu não vejo nenhum problema com isso. É perfeitamente no contexto da Bíblia porque numa outra parte da Bíblia ele disse: "Mulieres taceant  in ecclesiis". As mulheres devem calar-se na igreja. E eu concordo perfeitamente. Onde elas não se calam é toda uma bagunça. Mas....

EN: O senhor não vai fazer amizades assim padre!

PH:  Non veni pacem mittere, sed gladium!  "Vim trazer não a paz, mas a espada", disse Cristo. 

EN: então essa citação das mulheres e os véus...como é que permitimos o costume de não usar um véu.


PH: Pois, bem. O fato que São Paulo quer o uso do véu é algo que é um assunto da disciplina. Obviamente as mulheres na igreja usando véus estão seguindo uma disciplina. É algo que pode esforçar nos países que nunca desistirem de usar por mais que 20 anos, não me refiro aos acontecimentos depois do Concílio porque toda coisa católica foi jogada fora da janela.....essa mesma janela que João XXIII abriu para deixar entra ar fresco pois ele deixou entrar satanás. Mas para dar-lhes um exemplo, em Áustria, onde normalmente eu moro e fico, há um imperador muito infeliz chamado Josef II que se atreveu a abolir o véu para as mulheres. E isso foi um ato injusto e as pessoas não foram obrigadas a cumprir mas elas cumpriram. Assim que foram 200 anos atras que o uso do véu foi abolido e não pode esforçar isso de novo. Porque os costumes. Sabe da norma dos costumes. Agora alguma coisa feita, alguma coisa afora da norma não pode ser costume mas então essa coisa foi feita com a credência que foi uma coisa que eles estava fazendo certo. Mas a Igreja não falou nesse tempo, o século 19, afirmando que as mulheres devem usar o véu de novo. Assim que silenciosamente a Igreja aprovou e o uso do véu desapareceu lá na Áustria. E não seria, vamos dizer, não seria muito prudente se um sacerdote tentar esforçar isso. O que podem fazer é convidar as mulheres para retornar à tradição que São Paolo mesmo quis. Mas estamos falando dos assunto disciplinários e está mencionado que.......

EN: Tenho um problema sobre isso...

PH: Continue.

EN: Se aceitarmos isso, não aconteceria que alguma pessoa de ignorância sobre a missa nova, comunhão na mão, e a nova consagração, porque eles são ignorantes disso...por isso eles não são responsáveis disso?

PH: Sim, só que isso seria certo se, isso seria certo se a comunhão na mão e a nova missa só foram questões de disciplina. 

EN: Mas eles acham que está tudo bem porque.....

PH: Pois, de todos modos não estamos julgando essas pessoas, não estamos julgando nenhuma pessoa porque um julgamento subjetivo não é uma coisa que somos competentes de fazer.

EN: Mas o senhor disse que o uso do véu é uma disciplina e a comunhão na mão.....

PH: O uso do véu não é um sacramento.

EN: A comunhão na mão não é um sacramento.

PH: Sim é um sacramento distribuído, é certo! Mas o senhor está fazendo um ponto importante. Retornando à definição da infalibilidade do Concílio Vaticano I, existe uma frase muito importante. Quando a infalibilidade do papa está definida, disse que, desculpa não é a infalibilidade, está no documento da definição da infalibilidade papal está afirmando as coisas sobre supremacia do papa. Agora bem, a supremacia do papa, o documento disse, não só se trata às coisas da
fé e morais, non solum in rebus, quae ad fidem et mores, sed etiam in iis, quae ad disciplinam
 et regimen Ecclesiae. Não só se trata das coisa da fé e moral senão também se trata da disciplina
 e governo da Igreja. A supremacia papal obviamente, a infalibilidade papal não se trata disso só a
 supremacia papal. Agora bem, por que será que o documento papal preocupar-se lidar com fazer 
essa distinção dizendo o que é muito mais claro que pode ser em inglês: non solum fidem et mores,
não só nos assuntos da fé e moral, dizendo que isso já está bem entendido, senão também os assuntos 
da disciplina e governo da Igreja porque a supremacia papal se trata das coisas da disciplina e o
 governo da Igreja e não a infalibilidade papal. O papa pode obrigar seus sucessores nos assuntos
da fé e moral. Ele nunca pode obrigar seus sucessores nos assuntos da disciplina ou o governo da Igreja.
Por exemplo o papa obriga todos seus sucessores em tudo o que ele define, mas também obriga seus 
sucessores no magistério ordinário. Quando o Papa Paulo VI decidiu que os anticonceptivos são
proibidos, ele falou a mesma coisa que Pio XI falou, ao mesmo que Pio XII falou e o que esperamos que 
os papas futuros falarão porque estão obrigados. Mas quando Papa Pio X mudou a regra do conclave
e depois Papa Pio XII mudou a regra do conclave e depois Papa Paulo VI mudou a eleição papal do
conclave e também faz 2 anos o papa atual também mudou a eleição papal do conclave, eles podem 
fazer isso livremente porque não são obrigados. Apenas é um questão da administração. Usar um véu
na cabeça ou não usar, como para nos [homens], não entrar na igreja usando um chapéu, ou eu entrando 
na igreja para oferecer missa usando um bireta é um assunto da disciplina. O rito da missa não é um assunto
da disciplina. Não só estamos falando sobre um sacramento. Existem sete sacramentos. E São Tomás de
Aquino disse que seis destes sacramentos nos conduzem ao sétimo. O maior e mais bem-aventurado de
todos e isso é a Santíssima Eucaristia. Então não somente se trata de um sacramento, se trata do
sacramento mais importante. Mas não somente se trata do sacramento mais importante, se trata da
fundação da fé. A norma litúrgica mais velha é lex orandi, lex credendi. A lei da oração determina 
a lei do que deve estar acreditado. Não é o contrario. Historicamente é ao contrario. Se o
senhor quiser interpretar a Igreja do ponto de vista de apenas um historiado, então pode dizer bem 
primeiro a Imaculada Conceição foi acreditava e tínhamos alguns textos da missa no ordinário e 
depois a Imaculada Conceição foi definida e o texto da missa mudou. Historicamente. Sim. Mas
os fiéis comuns, e isso me inclui também, acreditamos a Imaculada Conceição porque está celebrada
o dia 8 de dezembro. Escutamos sobre isso na missa. E eu leio o texto da missa quando eu 
ofereço missa. E é por isso que eu acredito na Imaculada Conceição e não o contrario. A lei do que 
deve ser rezado sempre determina a lei do que deve ser acreditado. Então a missa não somente é 
uma fundação da fé é a fundação da fé.      
      



( primeiros 28 minutos do vídeo https://www.youtube.com/watch?v=1HvmQvNVHg0)

Na segunda parte começa sobre o tema de Quo Primuum e os sedevacantistas entre outros temas-blog



ISRAELENSES, ISRAELITAS? Comentários Eleison – por Dom Williamson


Comentários Eleison – por Dom Williamson
CCCLXIX (369) - (09 de agosto de 2014): 


ISRAELENSES, ISRAELITAS?


            Admitamos então (CE 368) que as ordens do Deus Todo-Poderoso para exterminar certos povos no Antigo Testamento (por exemplo: I Sm 15) foram atos de justiça e misericórdia para com os próprios pagãos, e um ato também designado para ajudar os israelitas a seguirem adiante na preparação do berço para a chegada, muitos séculos depois, do Deus Encarnado, Nosso Senhor Jesus Cristo. Este berço os israelitas proporcionaram, especialmente a Santíssima Virgem Maria, a quem toda a raça humana tem uma dívida sem limites de gratidão. Quem quer de nós que chegue ao Céu, só o faz por sua intercessão.

            Então, que relação pode haver entre esses judeus por meio dos quais veio a salvação (Jo 4, 22), e os tantos judeus de hoje que estão massacrando os palestinos ou apoiando moralmente ou financeiramente o massacre? A maioria dos judeus de hoje são judeus Askenazi, e podem muito bem não ser descendentes de Abraão; mas seja como for, é certo que eles absorveram do Talmude, o livro sagrado do Judaísmo pós-cristão que Nosso Senhor chamou de “o fermento dos fariseus e dos saduceus” (Mt 16, 11), que é o espírito de seus inimigos implacáveis que o crucificaram e têm combatido Sua Igreja desde então.  Como pode esse Povo Eleito ter se tornado consistentemente um dos Seus piores inimigos? (Se esta simples pergunta parece “antissemita”, nos recordemos que a verdade é boa, enquanto que o “antissemitismo” é mau; então, nenhuma verdade pode ser “antissemita”, e nada que seja “antissemita” pode ser verdade. O que se segue é a verdade, e nada tem que ver com o chamado “antissemitismo”).

            Em primeiro lugar, se o Povo Eleito se voltou contra seu Deus, o problema pode parecer cronológico, mas não é. Em todo o Antigo Testamento houve israelitas que se voltaram contra Deus, como, por exemplo, os adoradores do bezerro de ouro, ou os judeus exilados na Babilônia. Deus teve de punir frequentemente seu próprio povo “de dura cerviz” e rebelde. Da mesma forma, desde o início do Novo Testamento até os nossos dias houve sempre judeus notáveis convertidos, como São Paulo, que foi tão judeu quanto poderia sê-lo (cf. Rm 9, 1-5; II Co 11, 21-22; Fl 3, 4-6). A diferença entre os israelitas e os israelenses é a mesma diferença que sempre houve entre aqueles de qualquer raça que amam a Deus e aqueles que se rebelam contra Ele. A verdadeira linha “judaico-cristã” estende desde Abel, passando, por exemplo, por Abraão, Moisés, Davi e a Mãe de Deus até a Igreja Católica. A falsa linha “judaico-cristã”, mas verdadeiramente “judaico-maçônica” se estende desde o amaldiçoado Caim, passando, por exemplo, pelos assassinos dos profetas de Deus, por Anás e Caifás, até a moderna Maçonaria, que foi criada pelos judeus e continua controlada por eles com o propósito de lutar contra a Igreja Católica, ainda que muitos maçons ignorem este fato.

            Muito bem, mas não é especialmente acentuado o contraste entre israelitas e israelenses? Sim, porque como diz o velho ditado, “Quanto mais altos eles são, maior sua queda”. Como aqueles membros do Povo Eleito se recusaram a ser os servos especiais de Deus, como têm feito desde a Encarnação, acabaram sendo obrigados a se tornarem servos especiais do Diabo. Não houve para eles possibilidade de escolha entre uma coisa e outra. E o que estava por trás dessa recusa? Em uma só palavra: orgulho. Em vez de usar os dons especiais que Deus os deu para a Sua glória, eles os redirecionaram para a sua própria glória. Antes que o Messias chegasse, eles o conceberam erroneamente como seu salvador material ao invés de salvador espiritual, de modo que, quando Ele veio, eles se recusaram a reconhecê-Lo, e desde então lutam contra Ele por ter substituído sua religião mosaica racialmente exclusiva com a religião católica racialmente inclusiva, aberta a todas as raças.

            E o que os católicos podem fazer para resistir à esmagadora dominância material dos outrora Eleitos à nossa volta? Materialmente, quase nada, mas uma simples alma que esteja a orar espiritualmente e sinceramente para o reino de Deus vir, e para que seja feita a Sua vontade, pode fazer com que Deus mova montanhas, o que é brincadeira de criança para Ele, que permite esse domínio apenas para nos levar de volta para Si.


Kyrie eleison.

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