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segunda-feira, 1 de junho de 2015

CARTA ENCÍCLICA MAGNAE DEI MATRIS DE SUA SANTIDADE PAPA LEÃO XIII

CARTA ENCÍCLICA MAGNAE DEI MATRIS  DE SUA SANTIDADE
PAPA LEÃO XIII A TODOS OS NOSSOS VENERÁVEIS
IRMÃOS, OS PATRIARCAS,
PRIMAZES, ARCEBISPOS
E BISPOS DO ORBE CATÓLICO,
EM GRAÇA E COMUNHÃO
COM A SÉ APOSTÓLICA
SOBRE O ROSÁRIO DE NOSSA SENHORA








Veneráveis Irmãos,
Saúde e Bênção Apostólica.
A devoção do Santo Padre a Maria

1. Todas as vezes que nos é dado o ensejo de aumentar no povo cristão o culto e o amor à gloriosa Mãe de Deus, a Nossa alegria e a Nossa satisfação chegam ao auge. E isto porque a coisa não só é de per si importantíssima - e fecunda de bons frutos, mas também se harmoniza do melhor modo com os sentimentos mais íntimos do Nosso coração.

Sugada, na verdade, com o leite materno, depois a Nossa piedade para com Maria veio sempre crescendo e consolidando-se em Nós, com o passar dos anos. E isto porque a Nossa inteligência sempre mais claramente compreendia o quanto era digna de amor e de louvor aquela a quem ó próprio Deus amou em primeiro, e com tal afeto que a elevou acima de todas as criaturas, a enriqueceu dos dons mais magníficos, e a escolheu, enfim, para sua Mãe. Por outra parte, as numerosas e fúlgidas provas da sua bondade e benevolência para conosco - provas que Nós não podemos recordar sem a mais profunda gratidão e sem derramar lágrimas de emoção - aumentaram sempre mais em Nós esta piedade, e mais ardentemente a inflamaram.

Porquanto, no meio das muitas, variadas e terríveis vicissitudes que temos atravessado, sempre temos recorrido a ela, e para ela temos sempre volvido o Nosso olhar. E, depois de depositar no seu seio todas as Nossas esperanças e todos os Nossos temores, alegrias e tristezas, foi Nossa constante solicitude suplicá-la, para que se dignasse de, em todas as ocasiões, assistir-nos como uma mãe terníssima, e alcançar-nos, em troca, o singular favor de podermos testemunhar-lhe o Nosso afeto devoto e filial.

Quando, depois, por misterioso desígnio de Deus fomos chamado à Cátedra de S. Pedro, para representarmos na Igreja a própria pessoa de Jesus Cristo, aterrados com o peso enorme deste ofício, e não tendo nenhuma confiança nas Nossas próprias forças, com afeto ainda mais intenso solicitamos a divina assistência, mediante a maternal proteção da Virgem.
E o Nosso coração exulta em proclamar que, no curso de toda a Nossa vida, mas especialmente no exercício do Nosso Supremo Apostolado, a Nossa esperança nunca deixou de ser coroada ou pelo desejado êxito ou, ao menos, por um doce conforto. Após tal experiência, a Nossa esperança alça-se agora mais confiante, enquanto pedimos, com o seu favor e pela sua intercessão, graças ainda mais copiosas e mais importantes, para a salvação do rebanho cristão e para a maior glória da Igreja.

Justo é, pois, e oportuno, Veneráveis Irmãos, que dirijamos a todos os Nossos filhos palavras de incitamento - às quais ajuntareis a vossa exortação -a fim de que eles queiram celebrar o próximo mês de Outubro, consagrado à augusta Senhora e Rainha "do Rosário", com redobrando fervor, igual às acrescidas necessidades dos tempos.

A audácia dos ímpios
2. Já agora é de todos conhecidíssimo com quantos e quais meios de corrupção a malícia do mundo iniquamente se esforça por enfraquecer e por extirpar inteiramente dos corações a fé cristã e a observância da lei divina, que alimenta esta fé e a faz frutificar. E já por toda parte o campo do Senhor, como que talado por uma terrível peste, quase se asselvaja, pela ignorância da religião, pelo erro e pelos vícios. E o que é ainda mais doloroso é que aqueles que teriam o poder disso, antes, que disso teriam o sagrado dever, longe de porem um freio ou de infligirem justas penas a uma perversidade tão arrogante e culposa, muitas vezes, pelo contrário, parece que a tal audácia dêem incentivo, ou pela sua inércia, ou com o seu apoio.

Por isto, com bem razão deve contristar-nos que às escolas públicas tenha sido deliberadamente dada uma organização tal que consente que o nome de Deus seja nelas calado ou ali seja ultrajado; devemo-Nos entristecer com a licença, cada vez mais disfarçada, de imprimir ou pregar toda sorte de ultrajes contra Cristo, Deus e a Igreja. Nem é menos deplorável esse conseqüente langor e entibiamento da prática cristã, se não é uma franca apostasia da fé, certamente está próximo de vir a sê-lo; porque a prática da vida já agora não é mais aderente à fé. Quem considerar esta perversão e esta ruína dos interesses mais vitais, certamente não se admirará se por toda parte as nações vão gemendo sob o peso dos castigos divinos, e são consternadas pelo temor de calamidades ainda mais graves.

Necessidade de praticar o Rosário
3. Ora, para aplacar a majestade de Deus ofendida, e para proporcionar o necessário remédio àqueles que tanto sofrem, certamente não há melhor meio do que a oração devota e perseverante, contanto que unida ao espírito e à prática da vida cristã. Para alcançarmos, pois, estes dois escopos, consideramos que o meio mais indicado é o "Rosário Mariano". A sua poderosíssima eficácia tem sido experimentada e exaltada desde a sua bem conhecida origem; conforme notáveis documentos atestam, e como Nós mesmo, mais de uma vez, temos lembrado.
Quando a seita dos Albigenses -aparentemente paladina da integridade da fé e dos costumes, mas, na realidade, perturbadora e péssima corruptora dela - era para muitos povos causa de grande ruína, a Igreja combateu contra ela e contra as suas infames facções, não com milícias ou com armas, mas principalmente com a força do santo Rosário, que o patriarca S. Domingos propagou, por inspiração da própria Mãe de Deus. Assim, gloriosamente vitoriosa de todos os obstáculos, a Igreja, nessa como em outras tempestades semelhantes, proveu sempre com esplêndido êxito à salvação de seus filhos.

Por isto, na presente situação, que Nós deploramos como lutuosa para a religião e perigosíssima para a sociedade, é necessário que todos juntos - com piedade igual à dos nossos antepassados - roguemos e supliquemos a grande Mãe de Deus, para que, consoante os votos comuns, possamos alegrar-nos de haver experimentado igual eficácia do seu Rosário.

E, verdadeiramente, quando recortemos a Maria recorremos à Mãe da misericórdia; a qual está tão bem disposta para conosco, que em qualquer necessidade nossa, sobretudo nas espirituais, ela logo, espontaneamente, sem sequer ser invocada, vem em nosso socorro, e faz-nos participar desse tesouro de graça cuja plenitude ela desde o princípio recebeu de Mãe. Esta Deus, para que pudesse tornar-se sua digna superabundância de graça - o mais eminente dos seus outros inúmeros privilégios - é que eleva a Virgem muito acima de todos os homens - e de todos os Anjos, e a aproxima de Cristo, mais do que se aproxima qualquer outra criatura: "É coisa grande em qualquer santo o possuir tanta graça que baste para a salvação de muitos: mas, se ele a tivesse tanta que bastasse para a salvação de todos os .homens do mundo, isto seria o máximo; e isto se verifica em Cristo e na bem-aventurada Virgem" (S. Tomás, op. VIII, Super Salutatione Angelica).

As ternuras de nossa Mãe Celeste
4. Difícil é, pois, dizer o quanto se torna agradável a Maria o nosso obséquio, quando a saudamos com louvor do Anjo, e depois repetimos o mesmo elogio, como que formando com ele uma devota coroa. Porque, a cada vez, nós como que despertamos nela a lembrança da sua sublime dignidade e da redenção do gênero humano, iniciada por Deus por meio dela: por conseqüência, nós também lhe recordamos esse divino e indissolúvel vínculo com que ela está unida às alegrias e às dores, às humilhações e aos triunfos de Cristo, em guiar e em assistir os homens para a salvação eterna. Jesus Cristo, na sua bondade, quis assemelhar-se a nós e dizer-se e mostrar-se filho do homem, e por isto nosso irmão, a fim de que mais luminosa nos aparecesse a sua misericórdia para conosco: "Em tudo ele teve de ser feito semelhante a seus irmãos, para se tornar misericordioso" (Heb 2, 17).

Assim Maria, pelo fato de haver sido escolhida como Mãe de Jesus, Nosso Senhor - que é ao mesmo tempo nosso irmão - teve, entre todas as mães, a singular missão de manifestar e de derramar sobre nós a sua misericórdia. Além disto, assim como nós somos devedores a Cristo de nos haver, de certo modo, tornado participantes do seu próprio direito de chamar e de ter a Deus por pai, assim também lhe somos igualmente devedores de nos haver amorosamente tornado participantes do seu direito de chamar e de ter Maria por Mãe.

E, visto como, por natureza, o nome de mãe é entre todos o mais doce, e no nome de mãe está posto o termo de comparação de todo amor terno e solícito, todas as almas piedosas sentem - embora a sua língua não consiga exprimi-lo - que uma imensa chama de amor condescendente e operoso arde em Maria, que, não por natureza, mas por vontade de Cristo, é nossa Mãe. Por isto ela vê e penetra, muito melhor do que qualquer outra mãe, todas as nossas coisas: as necessidades da nossa vida; os perigos públicos e particulares que nos ameaçam; as dificuldades e os mates em que nos debatemos; e sobretudo a áspera luta que devemos sustentar para a salvação da alma, contra inimigos violentíssimos.

E nestas, como em todas as outras angústias da vida, mais do que qualquer outro ela pode e deseja trazer a seus caríssimos filhos consolação, força, auxílio de todo gênero. Recorramos, pois, confiantes e alegres a Maria. Supliquemo-la por esses laços maternos com que ela está tão estreitamente unida a Jesus e a nós. E invoquemos com máxima devoção o seu poderoso auxílio, servindo-nos dessa fórmula de oração que ela mesma nos indicou e que lhe é tão grata. Então poderemos, com razão, repousar com coração tranqüilo e alegre sob a proteção da mais terna entre as mães.

O Rosário reaviva a nossa fé
5. Além do valor que o Rosário tira da própria natureza da oração, ele contém uma maneira fácil para fazer penetrar e inculcar nas almas os dogmas principais da fé cristã; o que certamente constitui outro título insigne de recomendação. De feito, é sobretudo pela fé que o homem direta e seguramente se aproxima de Deus e aprende a adorar com a mente e com o coração a imensa majestade desse Deus único, a sua autoridade sobre todas as coisas, o seu sumo poder, a sua sabedoria e a sua providência: "porquanto, quem se aproxima de Deus deve crer que Ele existe, e que é remunerador daqueles que o procuram" (Heb 11, 6). Mas, visto que o eterno Filho de Deus assumiu a natureza humana, viveu no meio de nós, e continua a ser para nós caminho, verdade e vida, por isto é necessário que a nossa fé abrace também os profundos mistérios da augusta Trindade das divinas pessoas, e do Filho unigênito do Pai, feito homem: "E a vida eterna é esta: que eles conheçam a ti, único Deus verdadeiro, e Aquele que enviaste, Jesus Cristo" (Jo 17, 3).
Em verdade, Deus nos deu um benefício inestimável quando nos deu esta santa fé; porque, por meio dela, nós não só nos elevamos acima de todas as coisas humanas, até nos tornarmos como que contempladores e participantes da natureza divina, mas adquirimos outrossim um direito, de mérito imenso, às eternas recompensas. De modo que se alimenta e se consolida em nós a esperança de que um dia poderemos contemplar a Deus, não mais através das pálidas imagens das coisas criadas, porém no seu pleno esplendor, e poderemos gozar eternamente d'Ele, nosso sumo bem. Mas o cristão é de tal forma empolgado pelas diversas preocupações da vida, e se inclina tão facilmente para as vaidades deste mundo, que, sem uma freqüente e salutar evocação, pouco a pouco esquecerá as coisas mais importantes e mais necessárias, e destarte a sua fé se esmorecerá e finalmente se extinguirá.

Para preservar seus filhos deste gravíssimo perigo da ignorância, a Igreja não descura nenhum dos meios que a sua vigilância e a sua solicitude lhe sugerem; e o Rosário em honra de Maria não é, certamente, o último que ela emprega para sustentar a fé. Com efeito, com a sua maravilhosa e eficaz oração, ordenadamente repetida, ele nos leva à recordação e à contemplação dos principais mistérios da nossa religião: em primeiro lugar, daqueles pelos quais "o Verbo se fez carne" e Maria, Virgem intacta e Mãe, lhe prestou com santa alegria os seus maternais ofícios. Vêm depois as amarguras, os tormentos, a morte de Cristo, preço da salvação do gênero humano.

Finalmente, são os mistérios gloriosos: o triunfo sobre a morte, a ascensão ao céu, a descida do Espírito Santo; o esplendor radiante de Maria assunta ao céu, e, por último, com a glória da Mãe e do Filho, a glória eterna de todos os Santos. E esta a ordenada sucessão de inefáveis mistérios no Rosário é freqüente e insistentemente evocada à memória dos fiéis, e como que desenrolada diante dos seus olhos; de modo que aqueles que rezam bem o Rosário têm a alma inundada por ele de uma doçura sempre nova, experimentam a mesma impressão e emoção que experimentariam se ouvissem a própria voz de sua dulcíssima Mãe, no ato de lhes explicar esses mistérios e de lhes dirigir salutares exortações.

Não poderá, pois, parecer excessiva a Nossa afirmação, se dissermos que a fé absolutamente não deve temer os perigos da ignorância e dos nefastos erros naqueles lugares, no seio daquelas famílias e no meio daqueles povos onde se mantém na primitiva honra a prática do Rosário.

O Rosário, estímulo para obras santas
6. Mas há outra utilidade, não menos importante, que do Rosário a Igreja espera para seus filhos, ou seja, a de empenhá-los em conformar a sua vida e os seus costumes às normas e aos preceitos da santa fé. De todos é conhecida a divina afirmação de que "a fé sem as obras é ineficaz" (Tiago 2, 20); porque a fé haure vida da caridade, e a caridade se manifesta numa floração de ações santas. Por isto o cristão certamente não tirará nenhum proveito da sua fé para a aquisição da eternidade, se por esta sua fé não houver inspirado a sua conduta. "Que adianta, irmãos meus, se um diz que tem fé, mas não tem as obras? Acaso poderá salvá-lo a fé?" (Tiago 2, 14).

Antes, tais cristãos serão por Cristo juiz bem mais asperamente exprobrados do que aqueles míseros que não conhecem nem a fé nem a moral cristã; porque estes últimos não crêem de um modo e vivem de outro, como sem razão fazem aqueles outros, mas, sendo privados da luz do Evangelho, têm uma certa atenuante, ou certamente a sua culpa é menos grave.

Ora, a contemplação dos mistérios propostos no Rosário ajuda a fazer brotar da nossa fé uma abundante e alegre messe de frutos, porque incita maravilhosamente a alma a propósitos de virtude. Ora, que sublime e esplêndido exemplo nos oferece, sob todos os aspectos, a obra de salvação realizada por Nosso Senhor Jesus Cristo! O grande, o onipotente Deus, impelido por um excesso de amor para conosco, abaixa-se até à condição do mais mísero homem; entretém-se conosco como um de nós; conversa fraternalmente, ensina os indivíduos e as multidões em toda ordem de justiça; mestre eminente pela sua palavra, Deus pela sua autoridade.

Mostra-se pródigo de benefícios para com todos; cura os que sofrem de moléstias corporais, e com misericórdia paternal leva alívio às moléstias, mais graves estas, da alma; de modo particular volve-se para aqueles que estão abatidos pela dor, ou estão oprimidos pelo peso das suas inquietações, e convida-os: "Vinde a mim, vós todos que estais fatigados e oprimidos, e eu vos consolarei" (Mt. 11, 28). Quando, pois, repousamos nos seus braços, Ele nos inspira algo desse místico fogo que Ele trouxe aos homens; infunde-nos amorosamente algo da mansidão e da humildade de sua alma; e deseja que, pela prática destas virtudes, nós nos tornemos participantes da paz verdadeira e estável, de que Ele é o autor. "Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis repouso para vossas almas" (Mt. 11, 29).

Todavia, em compensação de tanta luz de sabedoria celeste e da abundância de tão excepcionais benefícios, que deveriam granjear-lhe a gratidão dos homens, Ele sofreu o ódio e os insultos mais atrozes; sem embargo, quando, pregado na cruz, derrama todo o seu sangue, não tem desejo mais ardente do que este: por meio da sua morte regenerar os homens para a vida. Absolutamente não é possível que alguém considere e contemple atentamente estes belíssimos testemunhos de amor do nosso Redentor, sem arder de viva gratidão para com Ele.
Antes, a fé, se for autêntica, terá então um poder tal, que, iluminando a mente do homem e comovendo-lhe o coração, como que o arrastará a seguir as pegadas de Cristo, através de todos os obstáculos, até fazê-lo prorromper naquele protesto digno de Paulo: "Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a perseguição, ou a espada?" (Rom. 8, 35). "...já não vivo eu, mas vive em mim Cristo" (Gal. 2, 20).

O Rosário nos revoca aos exemplos de Maria
7. Mas, para que nós, aterrados pela consciência da nossa natural fragilidade, não desfaleçamos em face dos exemplos verdadeiramente sublimes de Cristo, Deus e Homem, juntamente com os seus mistérios oferecem-se à nossa contemplação os mistérios de sua Mãe Santíssima. Ela descende, é verdade, da linhagem real de David; ruas da riqueza e do esplendor dos seus antepassados não lhe resta mais nada; leva uma vida obscura, numa humilde cidade, e numa casa ainda mais humilde; tanto mais satisfeito com a sua solidão e com a sua pobreza quanto pode, com coração mais livre, elevar-se a Deus, e unir-se totalmente ao seu sumo e desejadíssimo bem. Mas o Senhor está com ela, e cumula-a e a faz bem-aventurada da sua graça. E é justamente ela que o celeste mensageiro designa como a mulher da qual, por virtude do Espírito Santo, deverá vir para entre nós homens o esperado Salvador das gentes.

Quanto mais ela admira a sublime altura da sua dignidade, e por ela rende graças à onipotente e misericordiosa bondade de Deus, tanto mais se humilha e se julga destituída de toda virtude. E, enquanto se Lhe torna a Mãe, sem hesitação se proclama e se protesta sua escrava. E, conforme santamente prometeu, santa e prontamente estabelece desde então uma perpétua comunhão de vida com seu Filho Jesus, tanto na alegria como no pranto. Assim ela atingirá tal altura de glória qual nenhum homem nem Anjo poderá jamais atingir, porque ninguém poderá ser-lhe jamais comparado em virtude e em méritos. Assim, a ela caberá a coroa do Céu e da terra, porque ela se tornará a invicta Rainha dos mártires. Assim, na celeste cidade de Deus, ela se assentará, eternamente coroada, junto de seu Filho, porque constantemente, durante toda a sua vida, porém de modo particular no Calvário, beberá com Ele o cálice transbordante de amargura.

Eis, portanto, que a bondade e a Providência divina nos deu em Maria um modelo de todas as virtudes, todo feito para nós. Porque, considerando-a e contemplando-a, as nossas almas já não ficam ofuscadas pelos fulgores da divindade, senão que, atraídas pelos vínculos íntimos de uma comum natureza, com maior confiança se esforçarão por imitá-la. Se, amparados pelo seu eficaz auxílio, nós nos dedicarmos com todas as nossas forças a esta obra, certamente conseguiremos reproduzir em nós ao menos algum traço de tão grande virtude e santidade; e, depois de havermos imitado a sua admirável conformidade com as divinas vontades, poderemos juntar-nos a Ela no céu.

Se bem que a nossa peregrinação terrena seja áspera e eriçada de dificuldades, caminhemos intrépidos e corajosos rumo à meta. E, nas nossas penas, nos nossos trabalhos, não cessemos de estender pára Maria as nossas mãos súplices, dizendo com a Igreja: "A vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas Eia, pois, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei! Dai-nos uma vida pura, preparai-nos uma trilha segura, para que possamos gozar eternamente da vida de Jesus" (Da sagrada liturgia). E ela, que, mesmo sem jamais a haver experimentado, conhece a fraqueza e a corrupção da nossa natureza, ela que é a melhor e a mais solícita de todas as mães, oh! como virá propícia e pressurosa em nosso auxílio! E com que ternura nos consolará! Com que força nos sustentará! Percorrendo a trilha, consagrada pelo Sangue de Cristo e pelas lágrimas de Maria, também nós chegaremos, segura e facilmente, à participação da bem-aventurada glória.

Os exemplos da Sagrada Família
8. Portanto, já que no Rosário de Maria Virgem estão bem e tão utilmente conjugados uma excelente fórmula de oração, um meio eficaz para conservar a fé, e um insigne ideal de virtude perfeita, bem justo é que os verdadeiros cristãos o tenham freqüentemente nas mãos, o rezem e o meditem piedosamente. De modo particular dirigimos esta exortação ao "Sodalício da Sagrada Família", que recentemente recomendamos e aprovamos.

Se, de fato, o fundamento deste sodalício é o mistério do longo período de vida silenciosa e oculta de Cristo Senhor, entre as paredes da casa de Nazaré, para que as famílias cristãs se esforcem constantemente por modelar-se sobre o exemplo da Sagrada Família, divinamente constituída, logo aparece evidente a sua ligação particular com o Rosário: especialmente com os mistérios gozosos, que se encerram justamente quando Jesus, depois de mostrar a sua sabedoria no Templo, "veio", com Maria e José, "para Nazaré, e lhes era sujeito"; como que assim preparando os outros mistérios com que mais de perto realizaria a obra de ensinamento e de redenção dos homens. Por tudo isto, compreendam todos os associados que diligência devem mostrar em cultivar e propagar a devoção do Rosário.

Próximo Jubileu episcopal do Santo Padre
9. Por Nossa parte, ratificamos e confirmamos os favores das sagradas Indulgências concedidas nos anos precedentes àqueles que, de acordo com as prescrições estabelecidas, bem cumprirem a piedosa prática do mês de Outubro. Muito contamos, pois, Veneráveis Irmãos, com a vossa autoridade e com o vosso zelo, a fim de que, também este ano, seja ardente entre o povo católico o fervor e a santa emulação em honrar com o Rosário a Virgem, Auxiliadora dos cristãos.
E agora apraz-nos concluir a Nossa exortação tornando ao motivo inicial. Isto é, queremos de novo e mais claramente atestar o nosso reconhecimento pelos benefícios recebidos da Virgem Santíssima, e a Nossa alegria e esperança nela. E, depois, ao povo cristão, devotamente prostrado ante os altares de Maria, pedimos rezar pela Igreja, agitada por tão adversas e tempestuosas vicissitudes, e ao mesmo tempo rezar também por Nós, que, em idade tão avançada, cansado pelos trabalhos, a braços com as mais graves dificuldades, e privado de todo socorro humano, governamos o leme da mesma Igreja.

Sim, a Nossa esperança em Maria, Mãe poderosa e terníssima, torna-se em Nós cada dia mais segura e mais consoladora. E, enquanto à sua intercessão atribuímos todos os numerosos e assinalados benefícios que Deus nos tem concedido, com particular gratidão lhe atribuímos o de podermos, dentro em não muito, atingir o qüinquagésimo aniversário da Nossa ordenação episcopal.

Bem considerando, é deveras um grande benefício um tão longo período de ministério pastoral; mas o é sobretudo o havermo-nos podido dedicar, no meio de preocupações quotidianas, a guiar todo o rebanho cristão. Durante este tempo, na Nossa vida como na de todos os homens, como também nos mistérios de Cristo e de sua Mãe, não faltaram nem motivos de alegria, nem - mais freqüentemente - graves motivos de dor, nem, às vezes, motivos de alegre complacência, em Cristo. Coisas estas todas que Nós, com espírito de humildade diante de Deus e com gratidão, nos temos , aplicado a fazer reverter em bem e em honra da Igreja.

E agora, visto que o resto da vida não será diverso, se novas alegrias resplenderem, se novas dores sobrevierem, se algum raio de glória brilhar, Nós perseveraremos nas mesmas intenções e nos mesmos sentimentos. E, nada mais invocando de Deus senão a glória celeste, repetiremos com alegria as palavras de David: "Seja bendito o nome do Senhor; não a nós, Senhor, não a nós, mas ao teu nome dá glória" (Salmos 112, 2; 113, 1).

De Nossos filhos, pois, tão devotos e tão afeiçoados, antes que felicitações e louvores ardentemente esperamos que elevem a Deus vivíssimas ações de graças, orações e votos. Contentíssimos ficaremos se eles nos obtiverem que esse pouco de vida e de forças que nos resta, o que temos de autoridade e de prestígio, possamos despendê-lo unicamente para o bem da Igreja; e, antes de tudo, para lhe reconduzir ao seio e reconciliar consigo os inimigos e os transviados, os quais a Nossa voz desde tanto tempo convida. Que da Nossa próxima alegria jubilar - se a Deus aprouver dar-no-la - possam todos os Nossos diletíssimos filhos recolher abundantes frutos de justiça, de paz, de prosperidade, de santidade, de todos os bens.
E isto que, com paternal amor, solicitamos de Deus, enquanto lhes recordamos estes seus santos avisos: "Escutai-me... e crescei como rosa plantada à beira das águas. Como incenso, exalai perfume suave. Fazei brotar flores como o lírio, e espalhai odor, e recobri-vos de amenas frondes. E cantai um cântico de louvor, e bendizei o Senhor por todas as suas obras. Dai glória ao seu nome, e louvai-o com o som dos vossos lábios e com os cantos dos lábios e com as cítaras... Com todo o coração e com toda a voz louvai e bendizei o nome do Senhor” (Ecli 39, 13 - 20, 41). 10.
Se estas exortações e estes votos encontrarem o escárnio dos homens perversos, que blasfemam tudo o que ignoram, perdoe Deus benignamente esses infelizes. De Nossa parte Lhe rogamos, pela intercessão da Rainha do santíssimo Rosário, dignar-se de favorecer com sua graça exortações e votos.

Vós, pois, Veneráveis Irmãos, em auspício de tal graça e como penhor da Nossa benevolência, recebei, nesse ínterim, a Bênção Apostólica, que com vivo afeto, no Senhor, concedemos a cada um de vós, ao vosso clero e ao vosso povo.

Dado em Roma, junto a S. Pedro, a 8 de Setembro de 1892, décimo quinto ano do Nosso Pontificado.

LEÃO PP. XIII.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Distributismo e a Necessidade de Reordenar a Sociedade Em Cristo

Parte 2
O Contexto Histórico e a Propriedade Privada

Depois de dar uma breve introdução aos erros de socialismo, capitalismo, e Marxismo-Leninismo e ter demonstrado que ideologicamente e sociologicamente ambos estão trabalhando contra o reino de Nosso Senhor na sociedade, agora vai dar uma olhada  aos erros no contexto histórico e a correlação ao bem-comum.

Distributismo, vamos dizer o terceiro caminho, é uma outra ideologia para combater os erros sócio-econômicos de socialismo e capitalismo como sistemas legítimos de quais o mundo está obrigado aceitar e por enquanto os avanços humanos estão concentrados nas falsas idéias da "liberdade" não precisando lugar aqui devido às bastantes condenações já da Santa Sé. De fato o capitalismo está reconhecido como liberalismo econômico como se não fosse mais claro que isso. De vez em quando encontramos um neo-con ou conciliarista acusando distributismo de ser uma forma de socialismo demonstrando realmente sua ignorância à tema e confundindo-se provavelmente as maioria das vezes por parte do nome e a reação de uma pessoa não entendendo o sujeito nem as encíclicas dos papas ou simplesmente está a favor do capitalismo.

Falo das encíclicas por causa do fato que o distributismo é uma idéia derivada das encíclicas de Papa Leão XIII e Pio XI entre outros. Começamos com a introdução de Rerum Novarum por Leão XIII:

"A sede de inovações, que há muito tempo se apoderou das sociedades e as tem numa agitação febril, devia, tarde ou cedo, passar das regiões da política para a esfera vizinha da economia social. Efectivamente, os progressos incessantes da indústria, os novos caminhos em que entraram as artes, a alteração das relações entre os operários e os patrões, a influência da riqueza nas mãos dum pequeno número ao lado da indigência da multidão, a opinião enfim mas avantajada que os operários formaram de si mesmos e a sua união mais compacta, tudo isso, sem falar da corrupção dos costumes, deu em resultado final um temível conflito."

Então aqui temos um início ensinando sobre o mundo moderno e os perigos na comunidade. Notem-se que o papa conversa como papa ao contrário de abrir uma janela para que os ventos da confusão entrem, é dizer nada da dialoga com o erro, o papa apresenta a tema desde o início como um padre espiritual e sucessor de Pedro ensinando ao mundo e preocupado com a falta da moral na época sobre tudo e só depois de ter apresentado tudo no contexto para poder ser entendido nos tempos de que vivemos. Já que a chegada da industrialização de Europa e o crescimento da fabricação mudou a sociedade economicamente, a tendência à comercialização foi acordada e não sempre concordando com o costume moral. Já tinha formada uma resistência como tão para resistir a conglomeração do mundo. A encíclica de Leão XIII está publicada em 1891. Em 1848 o judeu-ateu Karl Marx e seu colaborador Friedrich Engels declaram abertamente:

"Os comunistas não se rebaixam a dissimular suas opiniões e seus objetivos só podem ser alcançados pela derrubada violenta de toda a ordem existente. Que as classes dominantes tremam à idéia de uma revolução comunista! Os proletários nada tem a perder nela a não ser suas cadeias. Tem um mundo a ganhar.

"Proletários de todos os países, uni-vos!" [1]


Assim que 43 anos antes de Leão XIII ter falado, as sementes de confusão já foram espalhadas no público e já neste tempo os partidos socialistas e comunistas tinham se estabelecido como movimentos sociais para enfrentar (insuficientemente) o problema da reforma do mundo e os instrumentos da produção nas mãos dos poucos controlando os recursos do mundo. O grande fome na Irlanda foi durante os anos de 1845-1849 e os resultados foram doenças e mortes de mais de um milhão de pessoas provocando emigração para evitar as circunstâncias tremendas causadas por uma contaminação de batatas. Estamos no contexto de um mundo não tão cômodo sem os avanços tecnológicos de quais a povoação depende para sobreviver hoje em dia. Com a fragilidade e  desesperação da raça humana a industrialização aproveitou de uma oportunidade para crescer e estabelecer uma rede de produção e conglomeração no espírito de comércio. Os Irlandeses da época aparentemente ouvirem a mensagem de Papa Leão XIII. Ganhador do Premio Pulitzer, autor Frank McCourt nos expressa a impressão o grande papa fez com os imigrantes Irlandeses  com uma anedota assim: "A Sociedade de São Vicente de Paolo deu à família moveis de segunda mão. Quando se mudam para o novo lugar, os McCourts descobrem que onze famílias usam o banheiro erigido ao lado de sua casa. Malachy queria colocar sua foto de Papa Leão XIII, quem ele identifica como um amigo do trabalhador. Quando ele estava colocando o prego na parede para colgar a foto, ele cortou a mão e sangue pingou sobre a foto." [2}


No ano 1886 o dia 4 de maio foi uma confrontação violenta entre manifestantes em Chicago, Estados Unidos provocada pelas condições dos trabalhadores e as ambições dos socialistas. Foram vários casos de brutalidade policial o dia 3 contra um grupo de manifestantes tentando conseguir o direito de um turno de trabalho de 8 horas. Para protestar a violência um grupo se reuniu no lugar "Haymarket Square", a polícia chegou e foi uma massacre. Os Marxistas sentirem cômodos no pensamento que foi inevitável que as massas levantariam contra a burguesia chegando a uma sociedade completa e isso com as "profecias" de Marx sobre as necessárias falhas de capitalismo sendo realizadas. Mas agora sabemos que foram equivocados. Capitalismo sobreviveu. Não desapareceu como Marx tinha declarado tivesse acontecido mas tem se propagado no futuro dando pequenos sacrifícios quando deve. Em o "Haymarket Square" foi um destes sacrifícios e o povo ganhou o direito de ter turnos de trabalho de 8 horas ao dia. A atenção da massacre pudesse haver atribuído à pequena vitoria do proletário Americano mas para os Marxistas foi só um acontecimento entre muitos para precipitar uma revolução mundial comprado com o sangue dos pobres.

Desde o princípio da industrialização os capitalistas exploraram os proletários. Nos Estados Unidos no princípio do século XX Upton Sinclair, um autor socialista, escreveu um livro sobre as condições. O livro, "A Selva", se tornou um clássico. O público já ficou preocupado por causa de uma investigação que foi feito nas empresas de embalagem de carne. As imprensas socialistas sempre dispostas a publicar alguma coisa. Quantas vezes os trabalhadores tem perdido um dedo nas maquinarias e seguem seu torno de 14 horas. Assim que desde o princípio este foi uma desordem própria por parte dos capitalistas nas buscas de ganâncias por explorar o público. O antíteses chegando sempre para provocar o público. Com comunismo, a ideologia foi implantada com uma religião e missão. "A doutrina comunista que em nossos dias se apregoa, de modo muito mais acentuado que outros sistemas semelhantes do passado, apresenta-se sob a máscara de redenção dos humildes. E um pseudo-ideal de justiça, de igualdade e de fraternidade universal no trabalho de tal modo impregna toda a sua doutrina e toda a sua atividade dum misticismo hipócrita, que as multidões seduzidas por promessas falazes e como que estimuladas por um contágio violentíssimo lhes comunica um ardor e entusiasmo irreprimível, o que é muito mais fácil em nossos dias, em que a pouco eqüitativa repartição dos bens deste mundo dá como conseqüência a miséria anormal de muitos." [3] A chamada de unidade de Marx foi fundada no materialismo e sem possibilidade de unir a raça humana em um vínculo pela salvação da humanidade por que a salvação para Marx foi a aniquilação da classe para chegar a uma sociedade sem classe como o grande síntese. Para Marx realmente a salvação da humanidade ficou nisso.


                                                                     Su Santidad Pio XI

"O capitalista, ao contrário [ao pre-capitalista], não tem uma concepção social, mas uma concepção individual e utilitária do uso da riqueza. Assim que as possibilidades ilimitadas de gosto fazem sua capacidade de conseguir riqueza igual de ilimitada. Podemos dizer, então, que um outro característico do espírito capitalista é o uso individualístico e utilitário de riqueza e isso se torna um deleite ilimitado de riqueza. Por isso uma vontade adicional para conseguir riqueza ilimitada." [4]

Leão XIII demonstrou que entendeu o problema melhor do homem moderno hoje em dia entende o problema socio-econômico. "O problema nem é fácil de resolver, nem isento de perigos. E difícil, efectivamente, precisar com exatidão os direitos e os deveres que devem ao mesmo tempo reger a riqueza e o proletariado, o capital e o trabalho. Por outro lado, o problema não é sem perigos, por que não poucas vezes homens turbulentos e astuciosos procuram desvirtuar-lhe o sentido e aproveitam-no para excitar as multidões e fomentar desordens." [5]

Prestam atenção em que o papa não só dedica seu tempo ao criticismo de um sistema só, mas os dois. Não só critica mas procura uma solução ao problema. Isso se chama criticismo-construtivo contrário ao Francisco que critica bem ao capitalismo sem motivo de sugerir uma solução ao problema. Seria mas provável que as intenções de Francisco são para dar entusiasmo aos aficionados da teologia da libertação e obvio em vez de ajudar um movimento de distributismo.

Com uma compreensão clara e ensinamento celestial Papa Leão XIII continua, "Os Socialistas, para curar este mal, instigam nos pobres o ódio invejoso contra os que possuem, e pretendem que toda a propriedade de bens particulares deve ser suprimida, que os bens dum indivíduo qualquer devem ser comuns e todos, e que a sua administração deve voltar para - os Municípios ou para o Estado....Pelo contrário, é sumamente injusta, por violar os direitos legítimos dos proprietários, viciar as funções do Estado e tender para a subversão completa do edifico social."

Como um princípio fundamental para continuar a discussão sobre toda teoria econômica, Leão XIII aclara  que a propriedade privada é de fato um direito natural do individual que o governo não pode proibir. Mas é importante entender isso do perspectivo católico. É dizer do perspectivo de Leão XIII, a balança entre os dois gêmeos de erro e a precisão em articular quais característicos devemos evitar nos erros. Em capitalismo um dos erros principais é o espírito de individualismo com a influência da riqueza e corrupção dos costumes e morais. Em socialismo o erro principal é negar ao individual seu direito segundo a lei natural para ter propriedade pessoal. Mas os neo-cons e conservadores muitas vezes interpretam isso do mesmo jeito dos capitalistas. Precisa entender a visão católica sobre propriedade privada para chegar à conclusão que está propositada com distributismo. Como um base para entender distributismo devemos referir ao Doctor Angelicus de novo para dizer-nos séculos antes o que o mundo continua não entendendo. O direito de ser um proprietário, e como isso está interpretado, é uma chave para o problema.

"Mas se se perguntar qual deve ser o uso desses bens [propriedade privada], A Igreja...não hesita em responder que, a este propósito, o homem não deve possuir os bens externos como próprios, mas como comuns." [6]


Assim que ainda que o individual tem o direito de possuir propriedade privada, as ideais da propriedade privada entre pensadores católicos e o homem moderno não concordam. O erro dos capitalistas sobre a propriedade privada é que o homem, por ser humano, tem uma dignidade única dotando-lhe com o direito para ser dono e possuir riquezas ilimitadas sem responsabilidade nenhuma aparte de pagar impostos como a lei humana manda. O erro dos socialistas é que o homem não tem direito à propriedade privada por causa dos abusos dos capitalistas e que toda a propriedade e as riquezas do mundo devem ser possessões coletivas em comum e administradas pelo Estado. A Igreja Católica ensina que o direito de possuir propriedade privada chega ao homem só por causa da lei natural, de qual nem os socialistas nem capitalistas tem direito de violar. Esse direito está fundado nos básicos de caridade, estabelecendo por exemplo o bem comum primeiro, como responsabilidade dependendo da pessoa e sua parte que faz na comunidade.

Assim cada vez mas Leão XIII nos da a reposta sobre a questão sócio-econômico.

"Construída assim a religião em fundamento de todas as leis sociais, não é difícil determinar as relações mútuas a estabelecer entre os membros para obter a paz e a prosperidade da sociedade. As diversas funções devem ser distribuídas da maneira mais proveitosa aos interesses comuns, e de tal modo, que a desigualdade não prejudique a concórdia."

Lamentavelmente, o mundo na época de Leão XIII não ouviu sua voz e em outubro de 1917 os comunistas tomaram controle de Rússia na revolução bolchevique com a ajuda dos judeu-maçons como Trotsky. Os problemas continuaram até nossos tempos onde já vemos o comunismo de China e as transformações de capitalismo. Marxismo-Leninsimo mudou de enfocar nos proletários para enfocar nos "oprimidos" por causa das mudanças em capitalismo como o que Lenin falou foi "o nível final" de capitalismo encarnado em imperialismo. Hoje podemos ver os países mais capitalistas transformando de países imperialistas até uma forma de imperialismo doméstico explorando os trabalhadores migrantes para sustentar-se e continuando utilizar métodos da comercialização sem consideração por o afeito na comunidade. Tudo nos da a impressão que a história dos erros sócio-econômicos apenas está começando.

Os bolcheviques, com controle de Russia, atrapalhando a conversão dos Ortodoxos, conseguiram estabelecer um fonte de Marxismo-Leninismo para propagar a religião do Estado e manter seus paises satélites na obscuridade de seu materialismo. Com a força bolchevique crescendo e invadindo Europa os países capitalistas sempre defendendo-se do terror com conflito após conflito, foram pisados e atacados. Os capitalistas sempre dispostos a dar algum beneficio sob o nome de "direito" para  os proletários, contribuíram ao metamorfoses de ambos resultando em uma forma de capitalismo democrático nos países do primeiro mundo sempre deixando os países desenvolvendo para agüentar situações não iguais. Isto deixou bastante espaço para o imperialismo fazer de um jeito mais clandestino e internacionalmente o que o capitalismo só podia fazer no reino domestico. Dando-lhes direitos os trabalhadores foram hipnotizados para pensar que o seu mundo estabelecido com liberalismo econômico foi o único modo certo. Observando esta perda de motivação no proletário, os marxistas começaram enfocar nas massas assim supostamente oprimidas. Isso resultou na escola de Frankfort promovendo ideais como liberação das mulheres, direitos dos gays, e outros erros ideológicos danificando nossa sociedade contemporânea. A America Latina recebeu o judeo-maçônico, marxista Trotsky em Mexico depois de perder relações com os bolcheviques que ajudaram expropriar Russia. Interessantemente foram poucos anos depois quando o presidente Plutarco Calles foi chamado um bolchevique pelo Embaixador dos Estados Unidos depois de iniciar em Mexico a persecução dos católicos conhecida como a Guerra Cristera.




Pio XI nos explica sobre a situação com claridade e as razoes pelo crescimento da falsa doutrina marxista:

"A doutrina comunista que em nossos dias se apregoa, de modo muito mais acentuado que outros sistemas semelhantes do passado, apresenta-se sob a máscara de redenção dos humildes. E um pseudo-ideal de justiça, de igualdade e de fraternidade universal no trabalho de tal modo impregna toda a sua doutrina e toda a sua atividade dum misticismo hipócrita, que as multidões seduzidas por promessas falazes e como que estimuladas por um contágio violentíssimo lhes comunica um ardor e entusiasmo irreprimível, o que é muito mais fácil em nossos dias, em que a pouco eqüitativa repartição dos bens deste mundo dá como conseqüência a miséria anormal de muitos."

E assim foi que espalhou a doutrina marxista depois da revolução de 1917. "Outro auxiliar poderoso, que contribui para a avançada do comunismo, é sem dúvida a conspiração do silêncio na maior parte da imprensa mundial, que não se conforma com os princípios católicos. Conspiração dizemos: porque aliás, não se explica facilmente como é que uma imprensa, tão ávida de esquadrinhar e publicar até os mínimos incidentes da vida cotidiana, sobre os horrores perpetrados na Rússia, no México e numa grande parte de Espanha pode guardar, há tanto tempo, absoluto silêncio; e da seita comunista, que domina em Moscou e tão largamente se estende pelo universo em poderosas organizações, fala tão pouco. Mas todos sabem que esse silêncio é em grande parte devido a exigências duma política, que não segue inteiramente os ditames da prudência civil; e é aconselhável e favorecido por diversas forças ocultas que já há muito porfiam por destruir a ordem social cristã." [7]


notas

1) Manifesto Communista, Karl Marx e Friedrich Engels, Rocket Edition, agosto de 1999, www.ebooksbrasil.com

2) McCourt, Frank, Angela's Ashes, Capitulo 3, tradição nossa

30 Carta Encíclica Divini Redemptoris, Pio XI, Roma, dia 19 de março 1937

3) Fanfani, Amintore, Cattolicesimo e protestantismo nella formazione storica del capitalismo, Vita e Pensiero, capítulo 2, A Essência De Capitalismo.

5) Rerum Novarum, Leão XIII, Introdução, Roma dia 15 de maio, 1891

6) São Tomás Aquino, Sumam Theologiæ, II-II, q.66

7)Divinis Redemptoris, Pio XI, Roma, dia 19 de março 1937.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Distributismo e a Necessidade de Reordenar a Sociedade em Cristo

 Distributismo e a Necessidade de Reordenar a Sociedade em Cristo

Parte 1
Introdução ao Problema Sócio-econômico

Lamentavelmente, nesta época que vivemos a Igreja de Cristo está atacada por todos lados. Como tudo está ligado com a verdade como nos ensina Nosso Senhor: "Eu sou o caminho, e a verdade, e vida; ninguém vem ao Pai senão por mim,"[1] isto precisa lembrar em todo aspeto. Na teologia da Igreja Católica está atacada ativamente pelo Modernismo como resultado de tantos séculos de erro na filosofia e quebrando com o Tomismo, filosofia de São Tomas oficial da Igreja Católica e também referido como escolasticismo. "A maior honra, porém, prestada a São Tomás, só a ele reservada e que nenhum dos doutores católicos pode partilhar, provém dos Padres do Concilio Tridentino, quando fizeram que, no meio da santa assembléia, com os livros das Escrituras e com os decretos dos Papas, fosse colocada aberta sobre o mesmo altar a Suma Teológica de Tomás de  Aquino para dela extrair conselhos, razões e decisões."[2] A filosofia de São Tomás, especialmente quando se trata da lei, nos diz muito sobre nossa sociedade e como preservar o bem comum.     

Falando sobre o nível sócio-econômico, está também atacada toda a sociedade Católica. Vemos isto bem claro com a legalização do aborto nos países do primeiro mundo. Interessantemente a filosofia da Igreja Católica tem a reposta para todos os erros modernos muitos séculos antes dos problemas modernos que achamos nas doutrinas de Kant, Hegel, Marx, Lenin, Darwin et al. Vamos nos enfocar especificamente no mundo econômico mas ligado à Doutrina Católica. Passamos pelo primeiro destes problemas apresentar-se: o capitalismo.

                                                          1.) O capitalismo
O capitalismo teve lugar no período do iluminismo na Europa. Com a influência da Reforma Protestante, correntes de Calvanismo e seitas anabaptistas,- segundo Max Weber no livro "Capitalismo e o Ético Protestante",- cresceu uma espírita capitalista e materialista. Esta busca agressiva de ganâncias nunca teve lugar no mundo católico, por exemplo votos de pobreza exaltados como virtude heróica. É importante entender o que dizemos com 'capitalismo'. Capitalismo é o sistema econômico de explorar os demais. Se coloca uma pessoa encima da maioria do povo proletário [labores comuns] sistematicamente deixando o povo dependente dos poucos com os meios de produção. Nos tempos antes da civilização uma forma deste já existia na escravidão antes da época reinante da Igreja e também depois quando muitos judeus da Europa importaram escravos Africanos pelo Brasil, também na época de qual nos enfocamos. Sobre a escravidão no Brasil o Professor Gilberto Freyre falou assim, "Os judeus cultivadores de açúcar prosperaram morando nas grandes plantações e usando extensivamente o labor local dos índios e escravos Africanos importados. Já por o ano 1600, as plantações recebendo a maioria dos comércios dos escravos e mais que cem refinarias de açúcar com 10,000 escravos Africanos e quase todas as exportações de açúcar processado estavam   nas mãos dos judeus."[3]

O mundo dos comércios antes da Reforma Protestante estava formado um pouco diferente que as comunidades capitalistas. A comunidade laboral funcionava com sindicatos de associações chamados "Guilds". O guild foi a comunidade de profissionais no seu lugar, todos funcionando juntos como um equipe. Assim não permitiam muitas das práticas competitivas e as vezes agressivas. A qualidade do produto era mais importante que as ganâncias. São as práticas agressivas que são as características típicas do sistema que contradizem a Fé Católica. Essencialmente é Darwinismo, seleção natural ou sobrevivência do mais apto, na prática por que o resultado deste sistema coloca a matéria encima do tudo por enquanto que ignora o mundo espiritual. Naturalismo. É materialismo puro subvertendo todo o mundo católico para a matéria. Por querer buscar ganâncias materiais muitas vezes no capitalismo, os direitos da Igreja estão pisados, por exemplo dia de obrigação assistir a Santa Missa ou Missa Dominical. O mais importante neste sistema é ganhar e isso reina supremo sobre todo fundação da Terra. Essencialmente é um deus falso.

Com a industrialização de Europa e a chegada desta época moderna, o capitalismo começou se organizar. Foi expressado como Laissez-faire pelo Adam Smith que realmente é uma forma de capitalismo com proteção do governo[praticamente socialismo]. ("Corporações são criaturas do Estado e por isso devem estar vigiladas certamente.....[Gaspard, Toufick. A Political Economy of Lebanon 1948-2002:The Limits of Laissez-faire") Podemos ver nisso os princípios dos Estados Unidos com os industrialistas e 'robber barons' da época que prestaram a formação dos gigantes industriais como Rockefeller. Vamos dar uma olhada em um parágrafo do livro "Uma História do Povo dos Ustados Unidos" Capítulo 11 por Howard Zinn:

            "E assim foi na indústria após indústria, tinha a presença dominante dos  empresários eficientes se construindo impérios, sufocando a concorrência, mantendo preços elevados, mantendo os salários baixos, utilizando subsídios governamentais. Estas indústrias foram os primeiros beneficiários do assim chamado "welfare state" em inglês significando a assistência das massas recebida do governo. [quer dizer que o governo assiste ao povo e os capitalistas assistem o governo e o povo fica contente com sua escravidão-op] Na virada do século, a 'American Telephone and Telegraph' tinha o monopólio do sistema telefônico nacional, International Harvester fabricou 85 por cento de toda a maquinaria agrícola, e em todos os outros recursos da indústria tornou se concentrada e controlada. Os bancos tinham interesses em muitos desses monopólios como a criação de uma rede interligada de diretores das corporações poderosos, cada um dos quais se sentavam nos conselhos de muitas outras empresas. De acordo com um relatório do Senado do início do século XX, Morgan [J.P. Morgan, Carnegie_ bilhonairios capitalistas] em seu auge era membro do conselho de quarenta e oito corporações; Rockefeller com trinta e sete empresas."

Sobre esta época podemos referir-nos agora com um autor católico para contar nos a causa do problema. Basta citar Papa Leão XIII em Rerum Novarum, #2 Causa do conflito, "O século passado destruiu, sem as substituir por coisa alguma, as corporações antigas [guilds], que eram para eles uma protecção; os princípios e o sentimento religioso desapareceram das leis e das instituições públicas, e assim, pouco a pouco, os trabalhadores, isolados e sem defesa, tem-se visto, com o decorrer do tempo, entregues à mercê de senhores desumanos e à cobiça duma concorrência desenfreada. A usura voraz veio agravar ainda mais o mal. Condenada muitas vezes pelo julgamento da Igreja, não tem deixado de ser praticada sob outra forma por homens ávidos de ganância, e de insaciável ambição. A tudo isto deve acrecentar-se o monopolio do trabalho e dos papéis de crédito[*], que se tornaram o quinhão dum pequeno número de ricos e opulentos, que impõem assim um jugo quase servil à imensa multidão dos proletários."




Efetivamente podemos olhar nisso uma concentração dos recursos naturais e riquezas do mundo nas mãos de muitos poucos homens todos trabalhando contra a Igreja na sociedade e o reino de Nosso Senhor. É interessante que durante esta época também espalharam pela sociedade muitos erros e imoralidade. Foi o início com um mundo tremendamente reordenado de todo celestial pela prática de materialismo. Toda teoria e todos correntes de materialismo levam a humanidade ao nível mais baixo na escravidão voluntária. É o que destroniza Nosso Senhor como Rei do Céu e Terra na orientação. Podemos olhar não só uma espécie de Protestantismo nisso senão Talmudismo. No Talmud dos judeus perniciosos diz: "Se um judeu está realizando um bom negócio com um Akum [cristão, não judeu] e um companheiro israelita vem e defrauda ao Akum, assim seja mediante uma falsa medida, leve ou quantidade, deve dividir seu ganho com seu companheiro israelita, já que os dois tinham tido uma parte no trato, e sobretudo para ajudar-lo ao que segue."-(187,7 Hagah, Talmud)

Depois de isso com as várias revoluções no mundo, o capitalismo sempre tinha que evolucionar. O evolucionar é uma característica que retorna consistentemente nos vários correntes de materialismo. Com a época de progresso e as avanças tecnológicas o capitalismo Laissez faire transformou em capitalismo democrático. Foi tudo para controlar as massas envenenadas com o socialismo de Trotsky [judeu] espelhado pelas Américas. (Ainda se o público gostaria pensar ou não "a mão invisível",que consiste nas corporações mencionadas, tinha seu envolvimento nas várias revoluções e outros movimentos como controlando estes movimentos, uma tática de controlar a oposição, e é evidente em nosso mundo de hoje.)

Capitalismo está errado por que ignora o mundo espiritual pelo mundo puro material. Por isto os católicos raramente chegam ao nível de poder no sistema. Na história dos Estados Unidos só tinha um presidente católico e foi assassinado. Toda monarquia ligada ao sede romano foi tirada e no seu lugar erigiram a "democracia" de exploração na humanidade tudo com consequências desastrosas por enquanto que cantam 'igualdade'. Prestam atenção em que tudo está ligado aí. A igualdade base a humanidade ao nível mais baixo, todos iguais como escravos. Adoradores de Baal. Sem virtude, sem moral, dócil e fácil para controlar. Dar explicação em por que o continente de America do Sul tem mais católicos que todo o mundo e ninguém dos líderes é católico. Um povo em sua maioria católico, controlado por séculos por não católicos. De fato, um dos últimos líderes católicos do continente, Garcia Moreno em Equador, foi assassinado também e por maçons.

Aqui podemos ler o que escreveu O Doctor Angelicus séculos antes da chegada de capitalismo, já aclarando para nos.
          "Se os cidadãos mesmos devotam suas vidas aos assuntos dos comércios, o caminho de vícios estaria aberto. Por que a tendência principal dos comerciantes é ganhar dinheiro, a avareza está acordada nos corações dos cidadãos pela busca da ganância. O resultado é que toda a cidade se torna venal; boa fé estaria destruída e o caminho aberto a cada tipo de engano,[Carcinogenicos, produtos danosos, Monsanto, monopólio de comida, glorificação de perdida de moral, etc~op] cada um trabalhará por sua própria ganância, odiando o bem comum, a cultivação de virtude vai falhar por que honra, o prêmio de virtude, estaria dotado nos ricos. Por isso, nesta classe de cidade a vida civil seria necessariamente corrupta." -De Regno II, 3: nossa tradução.

Agora podemos ver mais claro que os capitalistas estão trabalhando contra a moralidade e a Igreja por exemplo quando Rockefeller pagou muito dinheiro ao presidente Pe. Theodore Hesburgh da universidade católica Notre Dame nos Estados Unidos, para promover o uso de contraceptivos entres os anos de '63 a '67 [antes do Concílio!] com a ajuda da organização pro-aborto, Planned Parenthood para dar conferências aos Católicos sobre os problemas da povoação. [4] Também, estabelecimento de clínicas de aborto como indústrias ligadas com organizações como Planned Parenthood. As vidas cívicas já ficam corruptas.


                                               2.) Socialismo, Marx, e Comunismo

Para combater o capitalismo nasceu outro erro gêmeo, o socialismo. Socialismo está errado por várias razões. Por instigar ódio caprichoso no povo este sistema socialismo originalmente nasceu. Os pontífices romanos tinham condenado e explicado várias vezes por que está errado o socialismo. Os direitos dos proprietários estão violados a favor do direito comum assim negando este direito e colocando a responsabilidade desta administração nos funcionários do estado. Um Estado anti-católico igual que os Estados capitalistas. Neste socialismo o povo recebe segundo sua contribuição ao sistema. Em socialismo práticas de capitalismo ocorrem simplesmente por que a realidade é que é a mesma coisa. Por exemplo o Brasil. O Brasil tem o partido do trabalhador, socialista controlando o pais, mas o pais é coerentemente capitalista em todos aspetos. Em socialismo os meios de produção estão nas mãos do governo, igual que os meios de comunicação. Nos lembra da situação dos funcionários de governo sendo as vezes os mesmos capitalistas, como vemos com George Bush no petróleo, ou ligado de um jeito ou outro como o Senador McCain, e agora entendemos as similaridades entre capitalismo e socialismo na pirâmide de controle. Não são os políticos que fazem as decisões são os empresários nos dois sistemas por que os mesmos políticos são os empresários praticamente.

Lembram que falamos sobre este erro da evolução vivo em todos os correntes de materialismo. Segundo o ateu Marx, a matéria foi a única substância de importância, negando todo sobrenatural pelo natural. Naturalismo na forma mais perniciosa. Combinando o materialismo de Kant e o dialéctico de Hegel, Karl Marx construiu a filosofia ateísta de Marxismo que chama-se 'materialismo histórico e dialético'. Segundo esta filosofia, a sociedade mesma é um órgão de matéria que deve evoluir com os tempos. Na história da sociedade, em vez de estar baseado no Cristo, está baseado nos avanços humanos. Erroneamente veja o capitalismo como um avanço normal e necessário na humanidade. Capitalismo se apresenta como a tese segundo Marx usando dialético Hegeliano. Na história humana, socialismo está apresentado como o antíteses do capitalismo que chegou para aperfeiçoar a sociedade com a chegada do socialismo democrático ou Comunismo como a sínteses dos dois erros antecedentes. Nesta evolução está chamada para ser iniciada com revoluções violentas assim dotando na teoria Marxismo uns dogmas canonizando a religião do estado com missionários e cruzadas.

A sociedade comunista está baseada sobre o modelo de socialismo em que os meios de produção estão nas mãos e no controle do Estado, mas os cidadãos recebem segundo as necessidades. Quem determina as necessidades? O Estado ateu. E por que necessidades? Por que todo dinheiro seria substituído com "necessidades". E quais são estas necessidades? Comida, água, casas, transporte, trabalho, roupa. O povo estaria trabalhando só pra as coisas de manutenção. A loucura disso está admitido pelos comunistas quando proclamam que nunca tinha existido um pais comunista. Só tinham existido os países controlados pelos proponentes de Marxismo-Leninismo. É um fato que a União Soviética se dizia ¨soviética¨ para significar que estava nesta fase de transição de socialismo e que para eles é só a antíteses de capitalismo. Então este modelo de comunismo está ainda no processo para chegar á sínteses. Tudo está funcionando segundo sua raison d'etre.

                                3) Como Observar Isto Como Católicos

Os católicos devemos estar informados. Muitos católicos nestas épocas da discussão procuravam uma solução. A Igreja sempre tinha estado ao lado do povo mas a doutrina do Comunismo tinha mudado a opinião pública sobre a Igreja. Alguns católicos devotos se juntaram com partidos de socialistas cristãos. Depois a falsidade desta afiliação foi condenada pelo Sumo Pontífice e os católicos tinham que procurar outra solução. A missão dos sacerdotes é os sacramentos e a vida na Igreja, e como podem só uns leigos unirem-se para combater estes vários erros sociológicos? A Igreja ensina e com grande papas como Leão XIII, São Pio X, e Pio XI várias encíclicas e documentos foram estudados chegando a uma conclusão de Distributismo. Distributismo é uma regulação de corporações baseada na sistema do guild. O guild proteja os trabalhadores, a comunidade, a profissão, a religião, a qualidade do produto, em todos os comércios. Os autores católicos Chesterton e Hilaire Belloc apoiarem este movimento que proteja o direito da propriedade privada, os meios de produção devem estar os mais difundidos na sociedade e não acumulados nas mãos do governo. Práticas de usura são sempre proibidas e leis existem para promover as famílias e crescimento da sociedade. Ao contrário com a sociedade baseada no materialismo, tudo está ordenado pelo bem comum da sociedade concordando precisamente com escolasticismo nas leis. A pessoa pode ser empresário mas tem um limite regulado de crescimento que assegura prosperidade comuna. E as contribuições à comunidade podem tornar-se regimento para ser empresário com muito êxito. Todo moral católico no serviço está observado. É todo uma possibilidade no Brasil se não fosse pela ocupação de ofícios governamentais por pessoas estritamente anti-católicas.





Notas

1.) São João 14:6

2.) Leão XIII, Aeterni Patris, 26, terceira parte: São Tomás de Aquino Conciliou Com Máxima Perfeição Razão e Fé,

3) citado em:The Secret Relationship Between Jews and Blacks [A relação secreta entre judeus e morenos], Nation of Islam, Brazil: nota (61) Arkin, AJEH, p. 199 [Professor Gilberto Freyre descreve os donos das plantações brasileiras desse período, em seu livro, The grande e senzala - Um Estudo no Desenvolvimento da Civilização Brasileira, da seguinte forma: Poder passou a ser concentrada nas mãos dos latifundiários do país. Eles eram os senhores da terra e os chefes dos homens e mulheres também. Suas casas eram a expressão do enorme poder feudal - feias, grossas paredes, fundações profundas fortes. Por razões de segurança, como medida de precaução contra os piratas e contra os indígenas e os Afri-latas, os proprietários construíram estas fortalezas e ouro enterrado e suas jóias sob os pisos. Preguiçoso, mas transbordando de preocupações sexuais, a vida dos plantadores de açúcar tendem a tornar-se uma vida que foi vivida em uma rede. A rede fixa com o mestre tomando sua vontade, dormir, cochilando. Ou uma rede em movimento com o mestre em uma viagem ou um passeio sob as cortinas pesadas ou cortinas. Ele não se moveu da rede para dar ordens a seus negros, de ter cartas escritas por seu funcionário plantação ou capelão, ou jogar um jogo de gamão com algum parente ou amigo. Foi em uma rede que, após o pequeno-almoço ou jantar, eles deixaram sua reso comida enquanto estavam pegando os dentes, fumando um charuto, arrotando alto, emitindo vento e deixando-se ventilou ou procurou piolhos pelos piccaninnies como eles riscado seu pés ou genitais - algumas delas fora de hábitos viciosos, outros por causa de venérea ou doença de pele. 
Para um resumo das condições de escravidão neste período, particularmente os tratament de Africano e mulheres indígenas, ver de Sean O'Callaghan, bagagem danificada: The White Tráfico de Escravos e narcotráfico nas Ameri-cas (London: Robert Hale, 1969) , pp 15-32.; Galloway, p. 72: "Como em Hispaniola, a plantação média no Bra-sil tinha cerca de 100 escravos .... Mesmo tão tarde quanto 1583, dois terços dos escravos nos engenhos de Pernambuco eram indios.".]  Professor Gilberto Freyre describes the Brazilian plantation owners of this period in his book, The Masters and the Slaves - A Study in the Development of Brazilian Civilisation, as follows: Power came to be concentrated in the hands of the country squires. They were the lords of the earth and the lords of the men and women also. Their houses were the expression of the enormous feudal might - ugly, strong, thick walls, deep foundations. For safety's sake, as a precaution against pirates and against the natives and the Afri- cans, the proprietors built these fortresses and buried gold and their jewels beneath the floors. Slothful, but filled to overflowing with sexual concerns, the life of the sugar planters tended to become a life that was lived in a hammock. A stationary hammock with the master taking his ease, sleeping, dozing. Or a hammock on the move with the master on a journey or a promenade beneath the heavy draperies or curtains. He did not move from the hammock to give orders to his Negroes, to have letters written by his plantation clerk or chaplain, or to play a game of backgammon with some relative or friend. It was in a hammock that, after breakfast or dinner, they let their food settle as they lay picking their teeth, smoking a cigar, belching loudly, emitting wind and allowing themselves to be fanned or searched for lice by the piccaninnies as they scratched their feet or genitals - some of them out of vicious habits, others because of venereal or skin disease.
For a summary of the conditions of slavery in this period, particularly the treatmen of African and Indian women, see Sean O’Callaghan's, Damaged Baggage: The White Slave Trade and Narcotics Traffic in the Ameri- cas (London: Robert Hale, 1969), pp. 15-32.; Galloway, p. 72: "As on Hispaniola, the average plantation in Bra- zil had about 100 slaves .... Even as late as 1583, two-thirds of the slaves on the engenhos of Pernambuco were Indian."

4) A Meta dos Rockefellers para Destruir a Igreja. http://www.tldm.org/News16/TheRockefellerFoundation.htm


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