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quarta-feira, 30 de março de 2016

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Sobre a polêmica com os comentários Eleison de Dom Williamson



Vitória, 31 de dezembro de 2015

Aos nossos respeitáveis fiéis, que graças a Deus, tem bom senso e raciocinam:

1° - No undécimo dia deste mês fizemos um primeiro comunicado a respeito da polêmica gerada pelos comentários Eleison escritos por S.E.R Dom Williamson. Nestes comentários, dom Williamson trata a respeito do suposto milagre ocorrido em Buenos Aires, envolvendo uma Hóstia consagrada no rito bastardo e protestantizado do vaticano II. Neste comunicado dizíamos que não opugnávamos àqueles que tinham dúvidas ou questionamentos aos mesmos comentários, mas que nos opugnávamos a maneira com que estava sendo feita por alguns.

2° - Mantemos a mesma posição.

3° - Embora seja uma questão de opinião sobre se houve ou não milagre com a hóstia supracitada, os fiéis que tiverem alguma dúvida, saibam que a posição de Dom Faure é a dita por ele mesmo no sermão disponibilizado no site “Non Possumus” em que defende D. Williamson daqueles que o julgam.

4° - Saibam que a posição de nosso diretor espiritual, Dom Tomás de Aquino, permanece a mesma: Ele leu tranquilamente os comentários Eleison e não encontrou nada contra a fé.

5° - Que conheçam também a posição do diretor de nossa Congregação Mariana e do Apostolado da Oração, o Revmo. Padre Joaquim de Sant’Ana e de seu superior, o Padre Jahir Brito, que é a mesma de D. Tomás.

Ele nos escreveu especialmente, dizendo: “Se esforcem pela santificação que, sobretudo nos dias de hoje, deve ser precedida e acompanhada por uma sólida formação, a qual não deve ser confundida com o prurido de conhecer, opinar e discutir, que tantas vezes conduz a iniciativas quixotescas. ”

6° - Que conheçam também a do especialista em tomismo no Brasil, o sr. Prof. Carlos Nougué, que escreveu vários artigos em seu blog “Estudos Tomistas”, que disponibilizaremos abaixo, explicando a posição de D. Williamson segundo Santo Tomás. (Que segundo D. Tomás agradou aos Dominicanos).

7° - Mantenhamos sempre nossas discussões no campo doutrinal, como fazem os amantes da verdade - Pedimos aos nossos fiéis que não se envolvam em discussões privadas com pessoas que tratam de maneira irreverente os nossos bispos e sacerdotes. Por favor, caros fiéis, mantenhamo-nos no bom espírito que graças a Nossa Senhora tem nos acompanhado nestes últimos anos de combate contrarrevolucionário.

8° - Quando forem discutir, mesmo doutrina e moral, discutam com firmeza e intransigência, mas sempre com mansidão e caridade, pelo bem da verdade, com pureza de intenção, pois nossa força é ter razão, e a glória de Deus nosso ideal. Não precisamos absolutamente de nos alterarmos, senão por causas raríssimas, que pensamos não serem as atuais. Seguindo o conselho de Nosso Senhor: “Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração. ” E do conselho apostólico: “Há entre vós algum que se tem por sábio e bem formado para instruir os outros? Mostre pelo bom porte de seu proceder e de uma sabedoria cheia de doçura. ” São Tiago 3, 13.

8° - Pedimos aos nossos fiéis que estudem bem D. Lefebvre, D. Antônio de Castro Mayer, o magistério papal dos séculos XVIII, XIX e do início do XX, que denunciaram a seita maçônica e sua pérfida ação no mundo. Estudem os bons autores antiliberais: Dom Barbier, Monsenhor Gaume, Padre Salvany, Monsenhor Delassus, Cardeal Pie e outros mais. Leiam bem as publicações dos dominicanos que “Non Possumus” sempre traduz para o espanhol, ou além disso, acompanhem o “Le Sel de la Terra”. Por falar nisto, D. Tomás nos presenteou com uma assinatura anual desta revista. O primeiro exemplar está à disposição para a leitura na Casa de formação S. José – casa anexa a nossa capela.

9° - Fiquem longe dos teólogos(a) de internet e mais perto de Santo Tomás de Aquino.

10° - Acompanhem o blog “Estudos tomistas” do sr. Prof. Carlos Nougué.

11° - Lamentamos e rezamos por mais esta provação.

12° - Evitem uma frequência desnecessária a internet, que tão facilmente nos insere em um mundo superficial, ilusório e fantasioso, tão longe do real mundo católico, da prática constante da virtude, do tradicional estudo pelos livros, e da oração – sobretudo dos quinze mistérios do Rosário e da devoção aos Sagrados Corações.

13° - Sejamos santos, pois é esta a mais importante contribuição que podemos dar para a restauração do Reinado de Nosso Senhor Jesus Cristo. Fizéssemos o que fizéssemos, se não nos tornássemos santos por infidelidade, nada tínhamos feito. Peçamos a Nossa Senhora que ilumine a nossa inteligência e mova a nossa vontade sempre em direção ao Coração de Seu Divino Filho. É para isso que esta capela existe, para continuar o trabalho divino da Igreja, transformando cada um de seus fiéis em Jesus Cristo, por Maria, para maior glória de Deus, no tempo e na eternidade e isso temos a confiança que conseguiremos com o apoio de nossos diretores e auxílio de nossos excelentíssimos bispos Dom Williamson e D. Faure.

+ Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo, para sempre seja louvado, e nossa Mãe Maria Santíssima, salve.

Instaurare Omnia in Christo per Mariam,
Deivid de A. N
Capela Nossa Senhora das Alegrias – Vitória/ES.
Membro da Congregação Mariana Nossa Senhora do Rosário de Fátima – Vitória/ES.



quinta-feira, 23 de abril de 2015

A Sagração Episcopal sem Mandato Pontifício

Tradição Católica excomungada?


Foram Dom Antônio de Castro Mayer e Mons. Marcel Lefebvre excomungados por sagrar bispos em 1988 sem a aprovação de Roma?  Seria essa situação a mesma de Dom Williamson e Dom Faure?


Os culpadores de "cisma" e de ser "excomungados" sempre citam o Código do Direito Canônico cânon 1382 por abuso de poderes episcopais e por sagrar bispos sem um mandato pontifical, e que esta excomunhão seria automaticamente (latae sentenciae). Segunda essas pessoas, com citar um cânon só, o Dom Antônio de Castro Mayer e Mons. Lefebvre morreram excomungados e os bispos atuais que continuam na postura destes bispos, Dom Williamson e Dom Faure, também são excomungados latae sentenciae (ipso facto)... também automaticamente. A excomunhão destes bispos não foi valida e não existe a possibilidade de ter  dúvida sobre isso segunda o Direito Canônico.  

Por que é importante defender estes bispos?

Vale a pena considerar que antes destes bispos, não tinha bispos no mundo celebrando a Missa Tridentina com a permissão de Roma nem defendendo a Santa Tradição da Igreja.  Muitas vezes, os defensores da Missa tradicional com permissão das dioceses esquecem isso e até começam atacar os bispos com acusações e calunias de estar fora da Igreja.  Se não fosse pelas ações deste grandes bispos, não teria Missa Tridentina hoje em dia nem existiria o Motu Proprio de Bento XVI porque foi promulgado para aliviar a situação dos bispos da FSSPX sagrados por Dom Antônio e Mons. Lefebvre, não existiria a Administração Apostólica (só leia a historia deles!), não teria a Fraternidade São Pedro quem começou como sacerdotes ordenados sem permissão de Roma e receberem um acordo com as sagrações de 1988, e não existiria o grupo Ecclesia Dei (todos os padres que celebram a Missa Tridentina)  tudo sendo um resultado da obra de Dom Antônio e Mons. Lefebvre.  Quem entende isso muito bem está bem agradecido pelas ações corajosas destes bispos de qualquer grupo que seja.  Quem lê sobre o assunto já está sabendo disso, e tudo isso é importante como vou mostrar. 


E por que não é válida a excomunhão?
Agora, a excomunhão do que os culpadores afirmam por abuso de poderes episcopais (cânon 1382), não foi incorrida, e não deixa a existência de dúvida, porque:


1) Uma pessoa que viola uma lei em caso de necessidade * não está sujeita a uma penalidade (1983 Código do Direito Canônico, cânon 1323, § 4º), mesmo que não existe um estado de necessidade: [1]

  • Se um pessoa não está errada sobre a existência do caso de necessidade, ela não iria incorrer a pena (cânon 1323, 70),
  • e se uma pessoa culposamente achasse que haveria um estado de necessidade, ela ainda não incorreria em penalidades automáticas [2] (cânon 1324, § 3º; § 1º, 80).
2)   Uma pena nunca é efetuada sem cometer um pecado mortal subjetivamente (cânones 1321 § 1, 1323 70). Agora, o Arcebispo Lefebvre e Dom Antônio e Dom Williamson e Dom Faure  deixarem muito claro que tinham o dever da consciência de fazer o que poderiam fazer para dar continuidade ao sacerdócio católico e que eles estavam obedecendo a Deus com realizar essas sagrações (Cf. Sermão 30 de junho de 1988 e Arcebispo Lefebvre e Sermão de Mons. Williamson de 19 de março). Por isso, mesmo que eles estivessem errados, não haveria nenhum pecado subjetivamente. 

3)  Ainda mais importante, a lei positiva está ao serviço da lei natural e eterna e direito eclesiástico está ao serviço da lei divina. Nenhum "autoridade", pode forçar um bispo a se comprometer com o seu ensinamento da fé católica ou administração dos sacramentos católicos.  Nenhuma "lei", pode forçá-lo a cooperar na destruição da Igreja. Com Roma
Dom Faure na sagração episcopal de 2015, No Brasil.
agindo contra a Tradição Católica, o arcebispo Lefebvre, Dom Antônio, Dom Williamson e Dom Faure  tiveram que fazer o que podiam fazer com poderes episcopais dados por Deus para garantir a preservação da Tradição Católica. Aquilo eram seus deveres como bispos.


A lei existe para a preservação da Igreja Católica.  O concepto da lei segunda o Santo Tomás Aquino é o que promove o bem comum.  O que não promove o bem comum não pode ser uma lei legitima.  Deus não vai permitir que a Igreja esteja proibida de continuar por causa de um simples cânon do Direito Canônico e por isso, grandes advogados do Direito Canônico como Pe. Hesse (ordenado na Basílica de São Pedro e assistente de Cardeal Stickler) tem apoiado a Fraternidade São Pio X publicamente.  Além disso que se encontra no Direito Canônico, a Summa Teologica, e vários tratos sobre a Teologia Moral, também vem da Santa Tradição até as escrituras de Santo Agostinho de Hipona: "Necessitas non habet legem"  (A necessidade não tem lei) Aforismo de Santo Agostinho que indica a cessação da lei diante da necessidade.  



Sagrado sem permissão de Roma, Dom Rangel.
Para Resumir:

a) Em relação a um verdadeiro estado de necessidade, nenhuma penalidade atinge os bispos de uma sagração episcopal sem mandato pontifical nas circunstâncias descritas (cânon 1324, 4).

b) Mesmo que o estado de necessidade não existir objetivamente, os bispos não estariam sujeitos à punição porque considerarem subjetivamente, sem culpa da sua parte, que este estado de necessidade existiu (cânon 1323, 7).

c) Mesmo que a suposição da existência de um estado de necessidade era culpado, não haveria, no entanto, o tae pena sententiae e de forma alguma excomunhão (cânon 1324 § 1,8ª e § 3).

Conclusão

A declaração ouvida muitas vezes, que a sagração de um ou vários bispos sem mandato papal implicaria automaticamente a excomunhão e, consequentemente, levaria a cisma é falsa. Nos termos da lei, nestes casos em particular, não pode haver a excomunhão, nem por latae sententiae nem por sentencia judicial. (consagración episcopal)


Dom Antônio nas sagrações de 1988, Ecône.


Dom Antônio De Castro Mayer

No seu leito de morte, Dom Antônio de Castro Mayer se recusou a assinar a chamada "fórmula da reconciliação" (o que incluiu uma admissão de que a excomunhão foi realmente efetuada e que nenhuma situação de necessidade existia em 1988) proposta por delegados do Vaticano no seu leito de morte. Ele morreu de insuficiência respiratória em Campos, 25 de Abril de 1991.  Segunda todos que aceitam como válida a excomunhão dele, ele morreu fora da Igreja Católica onde não há salvação, porém isso não é a verdade como temos demostrado!  Que Dom Antônio seja nossa inspiração para continuar na luta contra o modernismo na Igreja!





* O estado de necessidade, como é explicado por juristas, é um estado em que os bens necessários para a vida natural ou sobrenatural estão ameaçados tanto que uma pessoa é moralmente obrigada a quebrar a lei, a fim de salvá-los. "(Is Tradition Excommunicated? P 26).       


    

terça-feira, 7 de abril de 2015

DOMINICANS OF AVRILLÉ: PRESTI-DICI-TATION

DOMINICANS OF AVRILLÉ: PRESTI-DICI-TATION
Por Amicus Romanus
Translated by Michael Fuller





Menzingen solemnly declared: the episcopal consecration of Bishop Faure, on March 19, 2015is not at all comparable to the consecrations of 1988. The declaration caused surprise because of its extremism, so Menzingen instructed its shock propagandist –Fr. Alain Lorans- and the house theologian -Fr. Jean-Michel Gleize- to justify it in DICI [3 April 2015].

Just like in 1988?

In 1988, a French newspaper illustrated its article about the episcopal consecrations with an unexpected photograph: after the ceremony the faithful ate sausages near the seminary of Ecône. Under the photo, in highlighted characters, the title “the schism and sausages have been consummated” was displayed.

At the same time, fierce anti-consecration militants close to the Fraternity of St. Peter only retained two sentences, out of everything, from Archbishop Lefebvre: the one where he justified the consecration of the 4 bishops because of the possibility of a Soviet invasion of Europe; and the one where he mentioned the apparition of Quito (in Ecuador). For these supporters of an agreement with conciliar Rome, the case was tried: Archbishop Lefebvre only consecrated for human, sensationalist or aparitionist reasons.

Considering wherewith what few means, DICI stoops itself to the same level from the beginning.

The prestidigitation, sleight of hand

A reporter worthy of the name would have honestly explained the reasons invoked by Bishop Williamson (the consecrator), Bishop Faure (the consecrated) and Father Thomas Aquinas (the host of the ceremony) in order to promptly debate them. DICI prefers to focus on the details that will be able to be presented from a slanted, ludicrous angle, in the manner of an informative from Canal + (French television channel).

Certain statements from Bishop Williamson were also selected in this way, in general, the anecdotal explanations regarding the circumstances of the ceremony.  But DICI is a great magician: for their readers, these became the essential reasons for the consecration.  And the brave conjurer in chief, no doubt relieved to get to the bottom of his delicate mission, seriously concludes that "these reasons are in stark contrast with the reason for the 1988 consecrations".

Against the rules of addition.

Never mind sleight: in light of the requirements of Menzingen, DICI could hardly do without arithmetic, but arithmetic cries for vengeance!  Well, this conclusion openly violates the laws of addition. In order for the reasons of Bishop Williamson to be able to be in "stark contrast with the reason for the 1988 consecrations", in principal, this reason should be different from those reasons.

And the necessity that existed in 1988 (for the consecration of four bishops) and in 1991 (for the consecration of Bishop Rangel) still exists.

Even if Bishop Williamson did not have any additional reason, this necessity that persists is sufficient to justify a new consecration, ever since the moment that Bishop Williamson needed to be helped, assisted or replaced in his episcopal task.

In consecrating Bishop Faure, Bishop Williamson invoked, firstly, the reasons of the necessity that persists since 1988 and 1991, before adding some others. That the latter reasons are displeasing to Menzingen and DICI is very possible. But either way, they do nothing but add to the previous ones. They do not suppress, replace, decrease; they only increase. Even if their value was null, the first reason remains intact. This is the principle of addition, a strong and well-established principle. Until today, no magician has been able to shirk it. DICI, are you really sure you are capable of attempting the impossible?

And Father Gleize?

The main attraction of the show is evidently offered by Fr. Gleize.  Let's be fair, he strives to rise from the level (which is not very difficult).

A quality theologian, maybe he does not appreciate too much being employed by Menzingen in these carnival attractions. He does everything he can to keep his dignity in the midst of the circus.

He even expresses himself as if he were not fully aware of the circumstances in which he is involved, and this slight lag adorns the situation comedy, which possibly is not completely involuntary.

Until next time, God willing.


quarta-feira, 25 de março de 2015

ENTREVISTA COM MONS. WILLIAMSON (19 de Março) ENTREVISTA FEITA A MONS. WILLIAMSON imediatamente após a cerimônia da sagração de Mons. FAURE

ENTREVISTA COM MONS. WILLIAMSON (19 de Março)
ENTREVISTA FEITA A MONS. WILLIAMSON imediatamente após a cerimônia da sagração de Mons. FAURE

NOSSA TRADUÇÃO 
original em espanhol com traduções juntadas em inglês e francês aqui 




Vossa Excelência, conseguiu o apoio dos padres neste consagração?
Sim, havia um grupo de padres da América Latina e dos Estados Unidos e dos outros lugares. Há sacerdotes que entendem, não são numerosos, mas têm valor, têm fé, e estão determinados a seguir em frente.

O que fez o senhor decidir fazer esta consagração agora?
Cada dia era mais razoável com a ameaça de guerra, que está muito perto de nós, e já duas vezes foi evitada com a Síria e Ucrânia. O Ocidente delinquente está provocando os russos e vai chegar o momento em que Putin vai dizer que é suficiente e decidir atacar.

Vossas Excelências, as vozes já estão clamando que o senhor e Monsenhor Faure são excomungados, o que pode nos dizer sobre isso?
A verdade é mais importante do que a autoridade. A autoridade existe para servir a Verdade, e as autoridades Romanas deixaram a Verdade, através do Conselho, e cada vez mais, infelizmente. Então, sua punição e suas censuras estão sem peso, sem valor.

Quais qualidades de Monsenhor Faure têm considerado o senhor para o sagrar bispo?
Ele é calmo, experiente, é velho, um pouco mais jovem do que eu, tem 73 anos, também é inteligente e tem fé. Ele também tem a experiência da revolução, porque ele fugiu da Argélia em sua juventude, perdeu tudo por causa desta revolução e conheceu a traição do general De Gaulle, então compreende o mundo moderno.
Muitos dos jovens sacerdotes não têm quase nenhuma experiência do mundo moderno ou da Revolução, então não entendem perfeitamente o mal. Por exemplo, Mons. Fellay não entende nada do que são as tentações e perigos do Concílio Vaticano II e do seu esforço para se aproximar ao mundo moderno. Ele não entende, e também muitos outros padres da Fraternidade. Eles são muito jovens, e Monsenhor Faure, é velho e experiente, sabe evitar essa armadilha da ignorância do que é verdadeiramente a igreja moderna, o mundo moderno e tudo o mais.

A base de Monsenhor Faure é na França. O senhor, continuará a visitar as Américas como antes?
Assim pensamos, embora os eventos possam decidir o contrário. Monsenhor Faure pode voltar para a América Latina, muitas vezes, porque aqui fica o seu coração. Provavelmente será assim.

Vossa Excelência, haverá mais sagrações?
Muito possível. Desta vez foi discretamente, mas da próxima vez  vai haver mais do que uma sagração e o evento será publicado com antecipação.

Será que vai estar de novo aqui no Brasil?
Não, provavelmente vão realizar-se na Europa. É uma graça de Deus que temos o Brasil para realizar esta primeira sagração, porque é muito longe da Europa e os problemas da Europa. Agora eu não sou o único bispo e, em seguida, o perigo não é tão grande.

Vossa Excelência espera da Fraternidade uma condenação desta consagração?
Eu espero que não faça isso, porque seria um mal e não desejo mal à Fraternidade.

Um sacerdote da Fraternidade disse recentemente que a Resistência é um grupo de dissidentes sem futuro.
Claro, isso é o que eles falaram sobre Monsenhor Lefebvre. Mas as coisas não são julgadas de acordo com as posições dos homens, eles são falíveis e podem ser enganados.

E também há a acusação de orgulho.
Eles também acusarem o Arcebispo Lefebvre de orgulho. Mas defender a Verdade e dizer que a Verdade está acima de todos os homens, isso não é o orgulho; é  humildade. No entanto, há uma verdade objetiva acima de todos de nós, acima de Nosso Senhor como homem diz no Evangelho de São João muitas vezes que: “Eu não vim para fazer a Minha vontade, mas a vontade do Meu Pai.” Então Nosso Senhor como homem está abaixo de algo que está acima dEle. Ele é humilde. E aos fariseus disse: “Se Eu disser como vocês, que não conhecem a verdade, seria um mentiroso.” Se eu abaixei minhas afirmações, seria um mentiroso, abaixar minhas aspirações, minhas exigências, seria levantar-me contra o Pai. As demandas, o absoluto vem do Pai. Para todos nós, mesmo Jesus homem.